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Um novo capítulo foi aberto no escândalo contínuo da criptomoeda LIBRA, à medida que novas descobertas judiciais sugerem que a relação entre o presidente argentino Javier Milei e o co-criador da LIBRA, Hayden Mark Davis, pode ter sido mais próxima do que se pensava anteriormente.
A controvérsia remonta a 14 de fevereiro de 2025, quando o presidente Milei promoveu publicamente o token LIBRA. A endosso provocou uma rápida subida no preço da criptomoeda, seguida por um colapso que eliminou aproximadamente 251 milhões de dólares em fundos de investidores.
Agora, de acordo com relatos da mídia local citando fontes judiciais, especialistas em informática forense do Ministério Público da Argentina identificaram versões preliminares de um “acordo confidencial” supostamente assinado por Milei e Davis em 30 de janeiro de 2025 — duas semanas antes do lançamento e do subsequente colapso da LIBRA.
Os rascunhos foram descobertos em pelo menos um dispositivo eletrônico apreendido do lobista argentino Mauricio Novelli, uma figura central no caso e um aliado próximo do presidente desde o fim da pandemia de COVID-19.
O procurador federal Eduardo Taiano ordenou a apreensão dos dispositivos de Novelli como parte da investigação. Especialistas posteriormente relataram que o acordo preliminar apareceu em trocas de mensagens entre Novelli e Davis, sugerindo esforços para finalizar o documento antes de sua assinatura formal.
Leitura relacionada: Nenhum acordo de estrutura de mercado de criptomoedas pode levar a um aumento na repressão regulatória, diz especialista. A existência de tais rascunhos contrasta com as negações públicas de Milei. Em várias entrevistas após o escândalo de fevereiro de 2025, o presidente rejeitou as alegações de que havia assinado qualquer acordo com Davis e tentou se distanciar da operação LIBRA.
Mais detalhes surgiram em uma decisão de 9 de janeiro emitida pela Diretoria de Apoio Tecnológico às Investigações Criminais (Datip), uma unidade forense especializada do Ministério Público.
De acordo com a decisão, várias cópias do rascunho do “acordo confidencial” foram localizadas durante a análise forense das comunicações de Novelli com Davis. As trocas pareciam estar relacionadas aos preparativos para a assinatura do documento pelo presidente.
O relatório da Datip destacou ainda o papel central de Novelli no caso LIBRA. Investigadores o descreveram como um intermediário chave conectando vários atores.
Suas comunicações incluíam trocas com o presidente Milei e Karina Milei, bem como com Davis, Terrones Godoy, Morales e Julian Peh, CEO da KIP Protocol em Singapura.
No entanto, a análise forense foi dificultada por uma significativa exclusão de dados. Especialistas informaram ao procurador Taiano que várias mensagens, arquivos e até conversas inteiras haviam sido apagados permanentemente dos dispositivos de Novelli e de outros réus.
Leitura relacionada: CFTC nomeia novo líder de fiscalização, e o presidente promete acabar com a era de repressão às criptomoedas. Entre as trocas desaparecidas estavam comunicações entre Novelli e Charles Hoskinson, fundador da Cardano (ADA). Após o colapso da LIBRA, Hoskinson acusou publicamente Novelli e Terrones Godoy de exigir pagamentos de cinco dígitos em dólares em troca de facilitar uma reunião com o presidente Milei durante o Tech Forum.
Segundo Hoskinson, eles sugeriram que “coisas mágicas aconteceriam” se ele concordasse. Ele recusou. Os investigadores não conseguiram recuperar completamente essas conversas apagadas.
O gráfico diário mostra o valor total de mercado de criptomoedas em 2,3 trilhões de dólares. Fonte: TOTAL no TradingView.com Imagem em destaque da BBC, gráfico do TradingView.com
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