Fingo Africa, o primeiro banco exclusivamente digital no Quénia, obtém aprovação regulatória do Banco Central do Quénia

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A Fingo Africa, um neobanco apoiado pela YC, prepara-se para lançar as suas operações no Quénia depois de ter obtido aprovação regulamentar do Banco Central do Quénia (CBK).

Fundada em 2020, a Fingo foi participante no cohort YC21, onde foi eleita entre as 10 melhores empresas desse lote, entre outras 400, e é descrita como um neobanco para os 500 milhões de jovens de África.

Segundo a startup, a maioria dos africanos paga comissões de 5-15% para transferir dinheiro para amigos, familiares ou empresas, mas a Fingo vai tornar essas comissões 90% mais baratas.

“Em 240 segundos, qualquer jovem conseguirá aceder a um conjunto completo de serviços financeiros, incluindo contas pessoais, de negócios, de investimento e de poupança,” indica a startup.

O termo neobank é usado para se referir a um tipo de banco direto que opera exclusivamente online, sem redes tradicionais de agências físicas, sendo normalmente fintechs que utilizam aplicações, software e outras tecnologias para simplificar os serviços de banca móvel e online.

“Os jovens em África têm dificuldade em aceder a serviços financeiros, demorando entre 48 horas e duas semanas a abrir uma conta, com múltiplas interações presenciais e exigências para trazer documentos em papel físico,” disse a empresa.

A Fingo pretende introduzir uma série de serviços de banca online, como criar uma conta bancária, levantar e depositar dinheiro, consultar saldos de conta, gerar extratos bancários e acompanhar transações financeiras. e afirma-se que é ‘powered by ecobank.’

“A Fingo fez parceria com a Ecobank, o maior banco com presença em África, fornecendo à Fingo acesso ao mercado em 33+ mercados da Ecobank. A Fingo e a Ecobank estão a planear um lançamento pan-africano, começando no Quénia, onde são o primeiro banco digital-only no país,” diz a start-up no seu site.

Após a sua participação na YC, a Fingo terá, segundo relatos, angariado uma quantidade significativa de capital semente, resultando numa avaliação do negócio superior a $10 milhões. A startup tem 4 fundadores listados, incluindo:

  • Kiiru Muhoya – a CEO
  • Ian Njuguna
  • Gitari Tirima
  • James da Costa

A startup está preparada para adicionar mais concorrência à indústria da banca digital, com a maioria dos bancos tradicionais a operar com operações de banca digital, sem sequer mencionar a MPESA, que domina as transferências de dinheiro no país.

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