Os inteligentes nas negociações, para onde foram no final?


Depois de tantos anos, percebi um fenómeno muito interessante.

Aqueles que eram mais inteligentes na entrada, geralmente desaparecem primeiro.

Por quê? Porque eles são bons a calcular.

As três “mortes” dos inteligentes
Primeira: morrer ao fazer o fundo e o topo

Os inteligentes acham sempre que, quando o preço sobe muito, deve cair; quando cai muito, deve subir.

A lógica não está errada, mas o mercado não segue lógica.

Um ativo cai de 10 para 5 euros, o inteligente diz “já está baixo o suficiente”, entra a comprar na baixa. Cai para 3 euros, aumenta a posição. Cai para 1 euro, não aguenta mais.

Depois, ele reage e volta para 10 euros. Já não tem relação com o inteligente, ele já saiu.

Segunda: morrer ao trocar frequentemente

Os inteligentes sempre encontram “melhores oportunidades”.

Hoje fazem A, acham B melhor; amanhã trocam para B, acham C que vai começar.

Ao longo de um ano, já passaram por todos os ativos, perderam todas as oportunidades. Pagaram muitas taxas, a conta nem se mexeu.

Terceira: morrer com alavancagem

Os inteligentes são os melhores a calcular “quanto podem ganhar nesta operação”.

Capital de 10 mil, alavancagem de 5x, dá efeito de 50 mil. Um pouco mais agressivo, 10x de alavancagem.

Na hora de calcular, é divertido, mas esqueceram de uma coisa — uma variação contrária de 5%, e o capital desaparece.

O mercado nunca falta de pessoas inteligentes a calcular lucros, o que falta são pessoas que entendam o risco de exposição.

Quem fica então?
Não são os mais inteligentes, nem os mais sortudos, mas os mais “burros”.

Até que ponto burros?

Quando os outros dizem “esta operação pode duplicar”, ele diz “vou ver quanto perco primeiro”.

Quando os outros dizem “é uma oportunidade única”, ele diz “vou seguir as regras”.

Quando os outros dizem “mais um pouco”, ele diz “está na hora, vou embora”.

Os burros têm uma única regra: o que a regra diz, eles fazem.

Não perguntam se está certo ou errado, se vão perder ou ganhar, só fazem.

Três métodos burros
Primeiro: fazer uma coisa por dia

Antes de abrir o mercado, escreve o plano do dia. Condições de entrada, condições de saída, pontos de stop.

Durante o dia, só executa, sem pensar. Depois, revisa, para ver se a execução foi correta.

Pensar fica para antes e depois do mercado, durante o dia, não precisa de inteligência.

Segundo: o stop-loss como respiração

Stop-loss não é “o que fazer se perder”, é parte da negociação.

Como respirar, natural. Quando entra, já sabe onde vai sair.

Sem ficar a pensar, sem hesitar, sai quando chegar a hora.

Terceiro: aceitar “perder a oportunidade”

A maior armadilha do mercado chama-se “medo de perder”.

Medo de perder, então compra na alta.
Medo de perder, então não faz stop.
Medo de perder, então faz coisas sem pensar.

Os burros não têm medo de perder. Porque sabem: o mercado sempre oferece oportunidades, mas o capital só acontece uma vez.

Por fim, algumas palavras
Já vi muitos inteligentes.

Falam com propriedade sobre o mercado, analisam os gráficos técnicos e fundamentais como ninguém.

Mas, ao olhar para a conta, ficam em silêncio.

Na verdade, são aqueles que falam pouco, têm regras, fazem pouco, que têm contas melhores a cada ano.

No final, na negociação, não se trata de quem é mais inteligente.

Trata-se de:

Quando é hora de admitir o erro, se consegue ser direto

Quando é hora de esperar, se consegue resistir

Quando é hora de agir, se consegue executar

Essas três habilidades não têm nada a ver com inteligência.

Com o quê então?

Com a sua capacidade de admitir “não preciso ser tão inteligente”.#BTH #ETH
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