A Legislação de Criptomoedas nos EUA Enfrenta Obstáculos Persistentes: Estrutura do Debate sobre Desempenho de Stablecoins Ainda Não Resolvida

A estrutura do passado contínuo nas negociações sobre política cripto americana evidencia-se no ciclo repetitivo de diálogos entre reguladores, bancos e indústria cripto, onde cada encontro deixa sem resolver os mesmos pontos neurálgicos. Uma segunda sessão mediada pela Casa Branca entre líderes de criptomoedas e representantes do setor bancário terminou sem acordo definitivo, sublinhando como as divisões fundamentais sobre o tratamento de stablecoins continuam a paralisar o avanço legislativo.

Casa Branca intensifica esforços de mediação: Dois encontros em duas semanas

O diálogo recente marca a segunda intervenção da administração no espaço de duas semanas para aproximar posições sobre a estrutura do mercado cripto americano. Embora Stuart Alderoty, participante na reunião, tenha descrito os intercâmbios como “sessões produtivas” onde “o compromisso está no ar”, a realidade reflete um padrão mais complexo de aproximações falhadas que mantêm vigentes os conflitos históricos.

A primeira sessão, realizada em fevereiro, foi caracterizada por Patrick Witt como “construtiva” e “baseada em factos”. No entanto, esta denominação contrasta com a persistência de desacordos fundamentais que os segundos encontros não conseguiram superar. O impulso inicial derivado da aprovação da Lei CLARITY pela Câmara em julho encontrou o seu limite no Senado, onde o apoio bipartidário revelou-se insuficiente para avançar.

O desempenho das stablecoins: Núcleo irresolúvel da disputa

A questão do rendimento vinculado às stablecoins emergiu como o principal ponto de fricção nestas conversas. Coinbase tinha retirado o seu apoio legislativo meses atrás, citando precisamente as suas preocupações sobre provisões que restringiriam todos os pagamentos de rendimento associados a estes ativos digitais. Esta posição corporativa cristalizou um conflito de princípios irreconciliável entre duas visões do ecossistema financeiro.

Dan Spuller afirmou que a última sessão constituiu uma “reunião mais pequena e focada na resolução de problemas específicos”, onde os rendimentos de stablecoins ocuparam o centro do debate. Segundo a sua análise, “os bancos não vieram negociar a partir do texto da lei, mas chegaram com princípios proibitivos amplos”, o que representou um obstáculo fundamental para encontrar espaços comuns.

Os representantes do setor bancário circularam documentos que defendiam “princípios de proibição de rendimento e interesse”, refletindo a sua tese de que permitir rendimentos em stablecoins—especialmente quando canalizados através de plataformas de terceiros como trocas—poderia comprometer os depósitos bancários tradicionais e enfraquecer a estabilidade financeira geral.

Posições irreconciliáveis: Bancos versus indústria cripto

Três grandes coalizões bancárias—a Associação de Banqueiros Americanos, o Instituto de Políticas Bancárias e os Bancários Comunitários Independentes da América—emitiram um comunicado conjunto instando por “discussões contínuas” como mecanismo para avançar. Enfatizaram que qualquer quadro regulatório deveria equilibrar a inovação com a proteção da segurança financeira e dos depósitos.

No entanto, executivos da indústria cripto apresentaram uma estratégia alternativa: desacoplar o debate sobre rendimento de stablecoins das reformas mais amplas de estrutura de mercado. Mike Belshe argumentou que ambas as partes deveriam cessar de revisar a Lei GENIUS, que já restringe diretamente os emissores de stablecoins na sua capacidade de pagar rendimentos. “Essa batalha já foi travada”, declarou. “A estrutura do mercado não tem nada a ver com o rendimento de stablecoins e não deve ser mais atrasada.”

Perspetivas: Para onde avança a legislação cripto?

A persistência destas divisões sublinha os desafios profundos que enfrentam os legisladores para finalizar regulações abrangentes sobre stablecoins dentro de um projeto de lei mais amplo que reordene a estrutura do mercado cripto. As conversas contínuas entre reguladores, bancos e indústria cripto evidenciam um compromisso retórico, mas a ausência de acordos tangíveis demonstra que a estrutura do passado contínuo—onde as mesmas fricções ressurgem em cada ronda de negociações—persiste como o padrão dominante na configuração regulatória americana para ativos digitais.

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