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Quando se trata de pagamentos digitais, muitas soluções ainda criam atrito onde deveria haver simplicidade. As empresas sentem essa lacuna todos os dias — entre o que os sistemas de pagamento prometem e o que realmente entregam. Andrew Jamison, CEO e Co-Fundador da Extend, conhece bem essa diferença. Sua experiência em finanças, consultoria e pagamentos deu-lhe uma visão direta de como processos quebrados atrasam as empresas.
O mundo do fintech já não exige apenas transações mais rápidas. Exige transações mais inteligentes. As empresas precisam de ferramentas que facilitem as operações diárias sem acrescentar complexidade nos bastidores. Pagamentos digitais oferecem uma grande oportunidade, mas construir o produto certo requer mais do que tecnologia. Requer foco, liderança clara e uma compreensão profunda das necessidades dos clientes.
Andrew compartilha lições práticas da sua jornada, explicando por que construir confiança dentro das equipas e manter-se próximo dos clientes impulsionam a verdadeira inovação. Ele também fala sobre como o foco — especialmente saber exatamente quem é o seu cliente — pode ser a diferença entre avançar rapidamente e perder-se.
Aproveite a entrevista completa.
1. O que o motivou a construir a sua carreira no setor fintech e a focar no desenvolvimento de soluções de pagamento digital?
Sempre fui uma pessoa prática. No início da minha carreira, via a tecnologia como uma forma de entender melhor o funcionamento interno das empresas — o que acontece por trás das funções como finanças, compras e operações.
Essa curiosidade levou-me a uma função de consultoria funcional, onde tive uma visão privilegiada das ineficiências que atrasam as equipas e identifiquei oportunidades de automação.
Minha imersão mais profunda em pagamentos aconteceu durante o meu tempo na American Express.
Percebi rapidamente que as ineficiências não estavam apenas no ato de pagar — elas estavam espalhadas por todo o ciclo de vida, incluindo reconciliação. Foi aí que percebi: os pagamentos são uma alavanca enorme, muitas vezes negligenciada, para melhorias operacionais, especialmente considerando a escala e a complexidade das transações B2B.
2. Como a sua experiência na gestão de sistemas de grande escala ajudou a entender as necessidades e desafios do setor fintech?
Compreender as necessidades dos clientes é fundamental — mas tão importante quanto é saber como priorizá-las. Distinguir entre o que é aplicável de forma geral a todos os clientes e o que é específico de uma indústria ou organização. Essa clareza ajuda a tomar decisões de produto mais inteligentes e mantém as equipas focadas no que trará maior impacto.
Também é uma parte essencial de definir um produto mínimo viável verdadeiro. Você precisa abordar primeiro as necessidades amplas e comuns antes de se comprometer com um caminho mais personalizado. Nesse processo, aprende rapidamente o valor dos padrões — não como restrições, mas como facilitadores de escala. Claro que há sempre um equilíbrio entre avançar rapidamente e construir algo que seja escalável a longo prazo.
3. Quais habilidades considera essenciais para liderar equipas e impulsionar a inovação no setor fintech?
Confiança é fundamental. Quando constrói confiança dentro de uma equipa, os indivíduos tornam-se mais do que colegas de trabalho — tornam-se um coletivo alinhado com um propósito comum. A confiança também dá poder às pessoas. Incentiva a responsabilidade, que por sua vez alimenta o desempenho e o orgulho no trabalho.
Mas a confiança sozinha não basta. Você também precisa de uma estrela guia: o cliente. Os insights dos clientes são frequentemente a porta de entrada para a inovação. Se estiver aberto a feedbacks e fizer as perguntas certas, seus clientes muitas vezes mostrarão onde seguir a próxima etapa. Essa combinação de confiança, empoderamento e pensamento centrado no cliente é o que impulsiona equipas de alto desempenho e inovação significativa.
4. Quais fatores considera mais importantes para lançar e escalar soluções fintech com sucesso?
Foco e clareza sobre a sua base de clientes são absolutamente essenciais. É muito difícil — se não impossível — ser tudo para todas as pessoas. Ao concentrar-se no perfil ideal de cliente, você não só entende melhor a oportunidade, como também aprimora sua capacidade de persegui-la de forma eficaz.
Esse tipo de foco se traduz em velocidade. Quando todas as equipas funcionais sabem exatamente para quem estão construindo e por quê, você avança mais rápido e com maior coesão.
5. Como acompanha as últimas tendências e garante que está sempre inovando no setor fintech?
Manter-se próximo da sua base de clientes é fundamental. Você precisa de canais de comunicação abertos para ter uma visão clara das necessidades em evolução. Ao mesmo tempo, é igualmente importante monitorar o ecossistema mais amplo, seja com novas tecnologias, novos players ou potenciais parceiros.
Acredito que conferências de fintech como Money20/20, Fintech Meetup e CPI são extremamente valiosas. Elas dão um pulso de para onde a indústria está caminhando e oferecem uma ótima perspectiva sobre tendências emergentes e oportunidades.
6. Que conselho daria a profissionais que desejam construir uma carreira sólida em fintech e pagamentos digitais?
Tenha uma visão de longo prazo e vá além. Esta é uma indústria que recompensa paciência, persistência e pensamento de longo prazo.
Mantenha-se bem conectado com players de todo o ecossistema para poder reavaliar constantemente oportunidades e riscos. Comunique sua visão e missão de forma contínua; esses se tornam os princípios orientadores que moldam sua plataforma e a cultura da sua equipa. E, por fim, nunca perca de vista o motivo pelo qual começou. A cultura que você imaginou no início importa. Mantenha-se firme nisso, e isso ajudará a navegar pelos altos e baixos inevitáveis.
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Como o Foco e a Confiança Estão a Mudar os Pagamentos Digitais: Entrevista com Andrew Jamison
Andrew Jamison, CEO e Co-Fundador da Extend.
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Quando se trata de pagamentos digitais, muitas soluções ainda criam atrito onde deveria haver simplicidade. As empresas sentem essa lacuna todos os dias — entre o que os sistemas de pagamento prometem e o que realmente entregam. Andrew Jamison, CEO e Co-Fundador da Extend, conhece bem essa diferença. Sua experiência em finanças, consultoria e pagamentos deu-lhe uma visão direta de como processos quebrados atrasam as empresas.
O mundo do fintech já não exige apenas transações mais rápidas. Exige transações mais inteligentes. As empresas precisam de ferramentas que facilitem as operações diárias sem acrescentar complexidade nos bastidores. Pagamentos digitais oferecem uma grande oportunidade, mas construir o produto certo requer mais do que tecnologia. Requer foco, liderança clara e uma compreensão profunda das necessidades dos clientes.
Andrew compartilha lições práticas da sua jornada, explicando por que construir confiança dentro das equipas e manter-se próximo dos clientes impulsionam a verdadeira inovação. Ele também fala sobre como o foco — especialmente saber exatamente quem é o seu cliente — pode ser a diferença entre avançar rapidamente e perder-se.
Aproveite a entrevista completa.
1. O que o motivou a construir a sua carreira no setor fintech e a focar no desenvolvimento de soluções de pagamento digital?
Sempre fui uma pessoa prática. No início da minha carreira, via a tecnologia como uma forma de entender melhor o funcionamento interno das empresas — o que acontece por trás das funções como finanças, compras e operações.
Essa curiosidade levou-me a uma função de consultoria funcional, onde tive uma visão privilegiada das ineficiências que atrasam as equipas e identifiquei oportunidades de automação.
Minha imersão mais profunda em pagamentos aconteceu durante o meu tempo na American Express.
Percebi rapidamente que as ineficiências não estavam apenas no ato de pagar — elas estavam espalhadas por todo o ciclo de vida, incluindo reconciliação. Foi aí que percebi: os pagamentos são uma alavanca enorme, muitas vezes negligenciada, para melhorias operacionais, especialmente considerando a escala e a complexidade das transações B2B.
2. Como a sua experiência na gestão de sistemas de grande escala ajudou a entender as necessidades e desafios do setor fintech?
Compreender as necessidades dos clientes é fundamental — mas tão importante quanto é saber como priorizá-las. Distinguir entre o que é aplicável de forma geral a todos os clientes e o que é específico de uma indústria ou organização. Essa clareza ajuda a tomar decisões de produto mais inteligentes e mantém as equipas focadas no que trará maior impacto.
Também é uma parte essencial de definir um produto mínimo viável verdadeiro. Você precisa abordar primeiro as necessidades amplas e comuns antes de se comprometer com um caminho mais personalizado. Nesse processo, aprende rapidamente o valor dos padrões — não como restrições, mas como facilitadores de escala. Claro que há sempre um equilíbrio entre avançar rapidamente e construir algo que seja escalável a longo prazo.
3. Quais habilidades considera essenciais para liderar equipas e impulsionar a inovação no setor fintech?
Confiança é fundamental. Quando constrói confiança dentro de uma equipa, os indivíduos tornam-se mais do que colegas de trabalho — tornam-se um coletivo alinhado com um propósito comum. A confiança também dá poder às pessoas. Incentiva a responsabilidade, que por sua vez alimenta o desempenho e o orgulho no trabalho.
Mas a confiança sozinha não basta. Você também precisa de uma estrela guia: o cliente. Os insights dos clientes são frequentemente a porta de entrada para a inovação. Se estiver aberto a feedbacks e fizer as perguntas certas, seus clientes muitas vezes mostrarão onde seguir a próxima etapa. Essa combinação de confiança, empoderamento e pensamento centrado no cliente é o que impulsiona equipas de alto desempenho e inovação significativa.
4. Quais fatores considera mais importantes para lançar e escalar soluções fintech com sucesso?
Foco e clareza sobre a sua base de clientes são absolutamente essenciais. É muito difícil — se não impossível — ser tudo para todas as pessoas. Ao concentrar-se no perfil ideal de cliente, você não só entende melhor a oportunidade, como também aprimora sua capacidade de persegui-la de forma eficaz.
Esse tipo de foco se traduz em velocidade. Quando todas as equipas funcionais sabem exatamente para quem estão construindo e por quê, você avança mais rápido e com maior coesão.
5. Como acompanha as últimas tendências e garante que está sempre inovando no setor fintech?
Manter-se próximo da sua base de clientes é fundamental. Você precisa de canais de comunicação abertos para ter uma visão clara das necessidades em evolução. Ao mesmo tempo, é igualmente importante monitorar o ecossistema mais amplo, seja com novas tecnologias, novos players ou potenciais parceiros.
Acredito que conferências de fintech como Money20/20, Fintech Meetup e CPI são extremamente valiosas. Elas dão um pulso de para onde a indústria está caminhando e oferecem uma ótima perspectiva sobre tendências emergentes e oportunidades.
6. Que conselho daria a profissionais que desejam construir uma carreira sólida em fintech e pagamentos digitais?
Tenha uma visão de longo prazo e vá além. Esta é uma indústria que recompensa paciência, persistência e pensamento de longo prazo.
Mantenha-se bem conectado com players de todo o ecossistema para poder reavaliar constantemente oportunidades e riscos. Comunique sua visão e missão de forma contínua; esses se tornam os princípios orientadores que moldam sua plataforma e a cultura da sua equipa.
E, por fim, nunca perca de vista o motivo pelo qual começou. A cultura que você imaginou no início importa. Mantenha-se firme nisso, e isso ajudará a navegar pelos altos e baixos inevitáveis.