IA → RBU → MMT Pense nas implicações disto. A IA substitui uma parte significativa do trabalho humano. Não apenas tarefas repetitivas. A produtividade explode. A procura por trabalho não. IA: o capital captura a maior parte do benefício. O custo marginal da inteligência tende a zero. Os proprietários de modelos e infraestruturas acumulam. RBU: a pressão política aumenta. Se a renda do trabalho colapsar, a redistribuição torna-se uma política de estabilização, não uma ideologia. MMT: se o Estado pode emitir moeda à vontade, financiar a RBU torna-se uma questão de gestão da inflação, não de 'de onde vem o dinheiro'. Isto resultará numa população parcialmente desligada da produção, sustentada por transferências fiscais, pacificada por entretenimento digital infinito. Pão e circo, agora transmitido em 4K. A Roma antiga tinha os Plebeus, uma classe massiva de cidadãos com pouco poder e ainda menos perspectivas. Eram mantidos calmos com comida grátis e espetáculos públicos. O suficiente para comer. O suficiente para assistir. O suficiente para não se rebelar. Pão e circo. O poder concentrava-se no topo enquanto a maioria permanecia distraída, dependente e politicamente gerível. Desta vez, o circo é algorítmico. Personalizado, viciante e infinito. A alternativa é ainda mais assustadora. Se o alinhamento da IA falhar, ou o poder se centralizar demasiado, a dependência deixa de ser conforto e torna-se risco. Uma sociedade que terceiriza a cognição, produção, até a tomada de decisão para máquinas é eficiente. Mas também está exposta. O sistema que te alimenta pode te limitar. O sistema que te entretém pode manipular-te. E se a IA passar de ferramenta a ator autónomo, não útil, mas adversário, o problema não é o desemprego. É existencial.
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O novo 'panem et circenses'
IA → RBU → MMT
Pense nas implicações disto.
A IA substitui uma parte significativa do trabalho humano. Não apenas tarefas repetitivas. A produtividade explode. A procura por trabalho não.
IA: o capital captura a maior parte do benefício. O custo marginal da inteligência tende a zero. Os proprietários de modelos e infraestruturas acumulam.
RBU: a pressão política aumenta. Se a renda do trabalho colapsar, a redistribuição torna-se uma política de estabilização, não uma ideologia.
MMT: se o Estado pode emitir moeda à vontade, financiar a RBU torna-se uma questão de gestão da inflação, não de 'de onde vem o dinheiro'.
Isto resultará numa população parcialmente desligada da produção, sustentada por transferências fiscais, pacificada por entretenimento digital infinito.
Pão e circo, agora transmitido em 4K.
A Roma antiga tinha os Plebeus, uma classe massiva de cidadãos com pouco poder e ainda menos perspectivas.
Eram mantidos calmos com comida grátis e espetáculos públicos. O suficiente para comer. O suficiente para assistir. O suficiente para não se rebelar. Pão e circo.
O poder concentrava-se no topo enquanto a maioria permanecia distraída, dependente e politicamente gerível.
Desta vez, o circo é algorítmico. Personalizado, viciante e infinito.
A alternativa é ainda mais assustadora.
Se o alinhamento da IA falhar, ou o poder se centralizar demasiado, a dependência deixa de ser conforto e torna-se risco.
Uma sociedade que terceiriza a cognição, produção, até a tomada de decisão para máquinas é eficiente.
Mas também está exposta.
O sistema que te alimenta pode te limitar.
O sistema que te entretém pode manipular-te.
E se a IA passar de ferramenta a ator autónomo, não útil, mas adversário, o problema não é o desemprego. É existencial.