O petróleo recuou acentuadamente na sexta-feira após uma recuperação de três dias, à medida que os traders passaram a realizar lucros e múltiplos obstáculos macroeconómicos intensificaram-se. O crude WTI para entrega em março caiu 0,22 dólares, ou 0,34%, fechando a 65,20 dólares por barril. A retracção reflete uma combinação de correção técnica, fortalecimento do dólar norte-americano e o aumento das incertezas geopolíticas que, coletivamente, pressionaram os mercados de energia.
Correção técnica segue forte recuperação
Após registarem ganhos substanciais durante três dias consecutivos de negociação, os mercados de petróleo entraram em modo de consolidação, à medida que os investidores asseguraram lucros. Esta retração natural após uma subida rápida é um padrão comum de mercado, especialmente quando o impulso de alta necessita de validação por fundamentos. A pressão para realização de lucros criou obstáculos que sobrecarregaram os fatores de suporte no complexo energético.
Fortalecimento do dólar diminui atratividade das commodities
O Índice do Dólar dos EUA subiu para 96,75, ganhando 0,49%, o que normalmente restringe a procura por crude. Como o petróleo é negociado em dólares globalmente, um dólar mais forte torna o petróleo mais caro para compradores fora dos EUA, reduzindo o apetite de compra nos mercados de energia. Esta relação inversa entre a força da moeda e os preços das commodities tem sido uma dinâmica persistente ao longo da sessão.
Tensões geopolíticas remodelam o panorama energético
As tensões no Médio Oriente aumentaram, com o Irã a anunciar planos para realizar exercícios militares com fogo real perto do Estreito de Hormuz, um ponto de estrangulamento crítico para o trânsito global de petróleo. Apesar dos avisos da administração Trump e das negociações nucleares em curso, o Irã manteve a sua postura firme. Simultaneamente, recentes mudanças na política dos EUA em relação ao setor petrolífero da Venezuela criaram sinais mistos — o governo aliviou algumas sanções para facilitar as vendas de crude, enquanto a nova liderança venezuelana alterou as políticas de hidrocarbonetos, favorecendo a participação do setor privado na produção e gestão de reservas.
Dados de oferta e dinâmicas de demanda internacional
Os inventários comerciais de crude dos EUA diminuíram 2,3 milhões de barris na semana que terminou a 23 de janeiro, sinalizando uma procura contínua. No entanto, o apetite energético da China permanece como a maior incógnita. No ano passado, as importações de crude da China atingiram um máximo histórico de cerca de 11,55 milhões de barris por dia, com as importações de dezembro de 2025 reportadas em 2,67 milhões de barris diários — um aumento notável em relação aos 1,88 milhões de barris de novembro. Este aumento reflete a estratégia da China em meio às transições energéticas mais amplas.
Perspectivas futuras: navegando múltiplas camadas de risco
Os preços do petróleo continuam a oscilar entre forças concorrentes: reequilíbrio técnico, dinâmicas cambiais, interrupções na oferta e incertezas diplomáticas. A transição na liderança do Federal Reserve, com a nomeação de Kevin Warsh como defensor de taxas mais altas, acrescenta uma camada adicional de complexidade ao cenário. Enquanto os pontos de tensão geopolítica persistirem e as condições macroeconómicas permanecerem voláteis, é provável que os mercados de crude continuem a experimentar volatilidade em torno dos níveis atuais de suporte e resistência.
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Os preços do petróleo recuam ligeiramente à medida que as forças do mercado convergem
O petróleo recuou acentuadamente na sexta-feira após uma recuperação de três dias, à medida que os traders passaram a realizar lucros e múltiplos obstáculos macroeconómicos intensificaram-se. O crude WTI para entrega em março caiu 0,22 dólares, ou 0,34%, fechando a 65,20 dólares por barril. A retracção reflete uma combinação de correção técnica, fortalecimento do dólar norte-americano e o aumento das incertezas geopolíticas que, coletivamente, pressionaram os mercados de energia.
Correção técnica segue forte recuperação
Após registarem ganhos substanciais durante três dias consecutivos de negociação, os mercados de petróleo entraram em modo de consolidação, à medida que os investidores asseguraram lucros. Esta retração natural após uma subida rápida é um padrão comum de mercado, especialmente quando o impulso de alta necessita de validação por fundamentos. A pressão para realização de lucros criou obstáculos que sobrecarregaram os fatores de suporte no complexo energético.
Fortalecimento do dólar diminui atratividade das commodities
O Índice do Dólar dos EUA subiu para 96,75, ganhando 0,49%, o que normalmente restringe a procura por crude. Como o petróleo é negociado em dólares globalmente, um dólar mais forte torna o petróleo mais caro para compradores fora dos EUA, reduzindo o apetite de compra nos mercados de energia. Esta relação inversa entre a força da moeda e os preços das commodities tem sido uma dinâmica persistente ao longo da sessão.
Tensões geopolíticas remodelam o panorama energético
As tensões no Médio Oriente aumentaram, com o Irã a anunciar planos para realizar exercícios militares com fogo real perto do Estreito de Hormuz, um ponto de estrangulamento crítico para o trânsito global de petróleo. Apesar dos avisos da administração Trump e das negociações nucleares em curso, o Irã manteve a sua postura firme. Simultaneamente, recentes mudanças na política dos EUA em relação ao setor petrolífero da Venezuela criaram sinais mistos — o governo aliviou algumas sanções para facilitar as vendas de crude, enquanto a nova liderança venezuelana alterou as políticas de hidrocarbonetos, favorecendo a participação do setor privado na produção e gestão de reservas.
Dados de oferta e dinâmicas de demanda internacional
Os inventários comerciais de crude dos EUA diminuíram 2,3 milhões de barris na semana que terminou a 23 de janeiro, sinalizando uma procura contínua. No entanto, o apetite energético da China permanece como a maior incógnita. No ano passado, as importações de crude da China atingiram um máximo histórico de cerca de 11,55 milhões de barris por dia, com as importações de dezembro de 2025 reportadas em 2,67 milhões de barris diários — um aumento notável em relação aos 1,88 milhões de barris de novembro. Este aumento reflete a estratégia da China em meio às transições energéticas mais amplas.
Perspectivas futuras: navegando múltiplas camadas de risco
Os preços do petróleo continuam a oscilar entre forças concorrentes: reequilíbrio técnico, dinâmicas cambiais, interrupções na oferta e incertezas diplomáticas. A transição na liderança do Federal Reserve, com a nomeação de Kevin Warsh como defensor de taxas mais altas, acrescenta uma camada adicional de complexidade ao cenário. Enquanto os pontos de tensão geopolítica persistirem e as condições macroeconómicas permanecerem voláteis, é provável que os mercados de crude continuem a experimentar volatilidade em torno dos níveis atuais de suporte e resistência.