Tailândia combate a deflação: dez meses consecutivos de queda nos preços ao consumidor em janeiro

Tailândia enfrentou um desafio sem precedentes: em janeiro, o país marcou o décimo mês consecutivo de inflação negativa, estabelecendo um recorde triste desde o início da pandemia. Os dados apresentados pelo Ministério do Comércio da Tailândia ao longo da semana revelam uma situação crítica na frente dos preços ao consumidor, que exige atenção de economistas e formuladores de políticas.

Preços ao consumidor na Tailândia: números de deflação superam expectativas

De acordo com os dados do Jin10, o índice de preços ao consumidor (IPC) na Tailândia mostrou uma queda mais profunda do que os analistas previam. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o indicador caiu 0,66%, superando o consenso médio dos economistas. Ao avaliar as variações mensais, a situação foi ainda mais negativa: os preços reduziram-se 0,28%, novamente ficando abaixo das expectativas do mercado, o que indica uma tendência de deflação mais resistente.

No entanto, o quadro torna-se mais complexo ao considerar a inflação básica. Excluindo os componentes voláteis — energia e produtos frescos — o indicador aumentou 0,6% em termos anuais, alinhando-se às previsões preliminares. Essa divergência entre a inflação geral e a básica indica que a deflação na Tailândia é em grande parte impulsionada pelos preços da energia e dos alimentos.

Contexto global: como a queda nos preços do petróleo afeta a economia da Tailândia

Nattaya Suchinda, vice-diretora do Escritório de Política Comercial e Estratégia do Ministério do Comércio, explicou os principais fatores que impulsionam a situação em uma coletiva oficial. Segundo ela, os preços ao consumidor na Tailândia continuarão pressionados para baixo durante o primeiro trimestre do ano, devido a dois fatores principais: os preços globais do petróleo em níveis recordes e os programas governamentais de subsídio de energia e combustíveis.

O apoio estatal ao setor energético desempenha um papel duplo. Por um lado, os subsídios protegem os consumidores de picos de preços e sustentam a estabilidade social. Por outro, eles obscurecem a verdadeira dinâmica do mercado e atrasam a adaptação da economia às realidades da conjuntura global. A soma desses fatores gera pressão sobre a inflação na Tailândia, mantendo-a na zona negativa.

Horizonte 2026: quando a Tailândia espera a recuperação da inflação

O Ministério do Comércio da Tailândia divulgou sua previsão otimista para a evolução da inflação nos próximos trimestres. Espera-se que, no segundo trimestre, a inflação reverta e entre na fase de “crescimento positivo moderado”. Essa previsão baseia-se na normalização prevista dos preços globais do petróleo e na redução gradual de alguns subsídios estatais.

Para o ano inteiro, o ministério mantém oficialmente sua previsão na faixa de 0% a 1%. Essa faixa conservadora reflete um otimismo cauteloso das autoridades, que reconhecem a incerteza da conjuntura global, mas esperam uma normalização gradual após um período de dez meses de deflação. Para a Tailândia, esse cenário significaria uma saída da situação crítica, embora permaneça a questão do impacto de fatores exógenos nos preços globais de energia e sua transmissão para a economia local do país.

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