De acordo com o mais recente relatório da empresa de segurança blockchain CertiK, em 2025 ocorreram globalmente 72 incidentes verificados de ataques com alavanca, um aumento de 75% em relação a 2024.
Neste ano, as perdas confirmadas por titulares de criptomoedas devido a ataques físicos atingiram até 40,9 milhões de dólares, e o número real pode ser ainda maior, pois muitos vítimas optaram por não denunciar por medo ou acordo privado.
01 Visão geral da crise: 2025 torna-se o ponto de virada dos ataques com alavanca
O crime relacionado a criptomoedas apresenta uma tendência preocupante de violência crescente. Os ataques com alavanca evoluíram de casos marginais para riscos estruturais, tornando-se uma ameaça central no ecossistema de criptomoedas que não pode ser ignorada.
A CertiK destaca claramente no relatório que 2025 marca um ponto de virada, com a violência física tornando-se uma ameaça central no setor de criptografia.
Dados do relatório mostram que o número de casos de agressões físicas diretas aumentou 250%. Esses ataques não visam apenas indivíduos que possuem criptomoedas, mas também se estendem às suas famílias e parentes, formando uma ameaça mais ampla à segurança social.
Ao contrário dos ataques cibernéticos tradicionais, os ataques com alavanca contornam todas as medidas de segurança digital, dirigindo-se diretamente à vulnerabilidade física humana. A gravidade dessa abordagem reside no fato de que, independentemente do uso de tecnologias de criptografia avançadas ou autenticação multifator, podem ser inúteis diante de uma ameaça de violência.
02 Distribuição geográfica: Europa torna-se o centro dos ataques, França em destaque
A distribuição geográfica dos ataques com alavanca mostra uma tendência clara de mudança. A Europa já se consolidou como a região central desses ataques globais, representando mais de 40% dos incidentes mundiais em 2025, contra apenas 22% em 2024.
A França ocupa uma posição alarmante nessa onda criminosa. Em 2025, ocorreram 19 ataques com alavanca confirmados na França, superando os 8 nos Estados Unidos. O banco de dados público de ataques com alavanca mantido pelo CTO da Casa, Jameson Lopp, mostra que sete dos nove incidentes registrados este ano ocorreram na França.
Outras regiões da Europa também enfrentam desafios severos. Países como Espanha e Suécia têm visto um aumento na atuação de organizações de sequestro de criptomoedas. Esses grupos criminosos cada vez mais direcionam seus alvos a titulares conhecidos de criptomoedas, usando violência para obter seus ativos digitais.
Em contraste marcante, a participação dos EUA nos ataques com alavanca caiu de 36,6% em 2024 para 12,5% em 2025.
A Ásia mantém-se em alto risco, respondendo por 33,3% dos incidentes, principalmente na Tailândia e Hong Kong, onde turistas e expatriados de criptomoedas são os principais alvos. Essa tendência mostra que os atacantes estão mudando seu foco de regiões específicas na Ásia e América do Norte para uma distribuição global mais ampla.
03 Métodos de ataque: de invasões domésticas a redes de violência altamente organizadas
Os métodos de ataque com alavanca continuam evoluindo, com criminosos adotando estratégias cada vez mais diversificadas e profissionais. A abordagem mais comum é o sequestro, que viu um aumento de 250% no número de casos de agressões físicas.
Os criminosos não se limitam mais a atacar apenas a vítima, invasões domiciliares tornaram-se uma tática comum, com invasores às vezes entrando na residência da vítima, ou então atacando cônjuges, filhos ou idosos para forçar a cooperação.
Uma estratégia conhecida como “isca de mel” também aparece nos dados, na qual os atacantes criam relacionamentos falsos de namoro para planejar ataques. Essa tática de engenharia social mostra que os atacantes estão cada vez mais combinando violência física com manipulação psicológica.
Em um caso recente divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA, um membro de um grupo criminoso foi até uma casa no Novo México em julho de 2024, com a intenção de roubar uma carteira de hardware de criptomoedas. Essa invasão foi coordenada em tempo real com o monitoramento remoto da localização da vítima.
04 Causas profundas: o “paradoxo tecnológico” entre segurança técnica e física
Por trás do aumento dos ataques com alavanca, existe um fenômeno conhecido como “paradoxo tecnológico”: o fortalecimento das tecnologias de segurança digital acaba impulsionando a transferência dos crimes para a violência física.
À medida que o código na blockchain se torna mais difícil de explorar, os atacantes ajustam suas estratégias, migrando para métodos mais complexos. Quando o código se torna resistente a ataques, o fator humano torna-se o principal vetor de vulnerabilidade.
A anonimidade e a irreversibilidade das transações de criptomoedas fazem os criminosos acreditarem que, uma vez transferidos os fundos, eles se tornam difíceis de rastrear e quase impossíveis de recuperar.
Os atacantes também aproveitam a facilidade de acesso às informações pessoais. Desde endereços residenciais até detalhes familiares, a coleta de informações pessoais online tornou-se mais fácil do que nunca, permitindo que os atacantes identifiquem e rastreiem potenciais vítimas com maior facilidade.
Alena Vranová, fundadora da SatoshiLabs, afirmou em agosto que pelo menos um titular de Bitcoin por semana é sequestrado, torturado, chantageado ou enfrenta situações piores em algum lugar do mundo.
05 Defesa pessoal: de carteiras isca a estratégias de segurança em múltiplas camadas
Diante da crescente ameaça de ataques com alavanca, os titulares de criptomoedas podem adotar uma série de medidas defensivas para reduzir o risco. Carteiras isca são uma defesa inicial eficaz, contendo valores aparentemente razoáveis que podem ser entregues imediatamente em caso de ataque.
Manter a separação geográfica entre a frase de recuperação e a carteira de hardware é uma estratégia importante. Armazenar backups em locais diferentes do dispositivo físico impede que os atacantes obtenham todos os acessos de uma só vez.
A CertiK recomenda que os titulares de criptomoedas reduzam ao máximo sua pegada pública de criptomoedas, evitando capturas de tela de portfólios e a divulgação de endereços de carteiras. Pessoas que ostentam sucesso com criptomoedas em redes sociais ou fóruns públicos atraem inadvertidamente a atenção de criminosos.
Para grupos de alto risco, a estrutura de carteiras multiassinatura oferece proteção adicional, exigindo múltiplas aprovações antes de qualquer transação, dificultando o sucesso de extorsões. Pode-se implementar esquemas 2-de-3 ou 3-de-5 assinaturas.
Contratos inteligentes com bloqueio de tempo também são uma tecnologia útil, podendo impor atrasos obrigatórios em grandes retiradas. A educação de membros da família sobre segurança também é fundamental, pois os familiares frequentemente se tornam alvos de ataques.
06 Resposta do setor: soluções emergentes e cobertura de seguros
O setor de criptomoedas está ativamente desenvolvendo soluções para combater ataques com alavanca, sendo o conceito de “carteira de emergência” uma das mais discutidas. Essas carteiras são projetadas para ajudar os usuários a responderem a ataques físicos, podendo alertar confidencialmente contatos de confiança, esvaziar fundos, atrasar transações ou direcionar o atacante para uma carteira isca.
Várias empresas renomadas já oferecem produtos de seguro que cobrem ataques com alavanca. A gigante de seguros Lloyd’s de Londres começou a oferecer seguros com cobertura para esse tipo de incidente.
A empresa de segurança de criptomoedas Haven está desenvolvendo uma carteira com recursos adicionais de segurança, incluindo verificações biométricas contínuas para garantir que apenas o proprietário possa enviar tokens, além de cercas geográficas que impedem transações fora de locais familiares ou de trabalho.
Vale destacar que a Gate, uma das principais plataformas de troca do setor, prioriza a segurança do usuário, oferecendo medidas avançadas de segurança digital e investindo em soluções integradas para ameaças emergentes.
Plataformas de inteligência blockchain desempenham papel fundamental no rastreamento de ativos roubados. Tecnologias avançadas de análise e atribuição de blockchain de empresas como TRM Labs ajudam agências de aplicação da lei e investigadores a rastrear fluxos de fundos, identificar possíveis rotas de lavagem de dinheiro e apoiar esforços para prender criminosos.
Perspectivas futuras
Os órgãos de aplicação da lei globais recuperaram menos de 5% dos fundos relacionados a ataques com alavanca, enquanto o sistema de monitoramento em tempo real da exchange Gate conseguiu alertar e impedir várias tentativas suspeitas contra seus usuários.
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Aumento de 75% nos ataques de chaves de fenda em 2025: a violência está a tornar-se na principal ameaça para os detentores de criptomoedas?
De acordo com o mais recente relatório da empresa de segurança blockchain CertiK, em 2025 ocorreram globalmente 72 incidentes verificados de ataques com alavanca, um aumento de 75% em relação a 2024.
Neste ano, as perdas confirmadas por titulares de criptomoedas devido a ataques físicos atingiram até 40,9 milhões de dólares, e o número real pode ser ainda maior, pois muitos vítimas optaram por não denunciar por medo ou acordo privado.
01 Visão geral da crise: 2025 torna-se o ponto de virada dos ataques com alavanca
O crime relacionado a criptomoedas apresenta uma tendência preocupante de violência crescente. Os ataques com alavanca evoluíram de casos marginais para riscos estruturais, tornando-se uma ameaça central no ecossistema de criptomoedas que não pode ser ignorada.
A CertiK destaca claramente no relatório que 2025 marca um ponto de virada, com a violência física tornando-se uma ameaça central no setor de criptografia.
Dados do relatório mostram que o número de casos de agressões físicas diretas aumentou 250%. Esses ataques não visam apenas indivíduos que possuem criptomoedas, mas também se estendem às suas famílias e parentes, formando uma ameaça mais ampla à segurança social.
Ao contrário dos ataques cibernéticos tradicionais, os ataques com alavanca contornam todas as medidas de segurança digital, dirigindo-se diretamente à vulnerabilidade física humana. A gravidade dessa abordagem reside no fato de que, independentemente do uso de tecnologias de criptografia avançadas ou autenticação multifator, podem ser inúteis diante de uma ameaça de violência.
02 Distribuição geográfica: Europa torna-se o centro dos ataques, França em destaque
A distribuição geográfica dos ataques com alavanca mostra uma tendência clara de mudança. A Europa já se consolidou como a região central desses ataques globais, representando mais de 40% dos incidentes mundiais em 2025, contra apenas 22% em 2024.
A França ocupa uma posição alarmante nessa onda criminosa. Em 2025, ocorreram 19 ataques com alavanca confirmados na França, superando os 8 nos Estados Unidos. O banco de dados público de ataques com alavanca mantido pelo CTO da Casa, Jameson Lopp, mostra que sete dos nove incidentes registrados este ano ocorreram na França.
Outras regiões da Europa também enfrentam desafios severos. Países como Espanha e Suécia têm visto um aumento na atuação de organizações de sequestro de criptomoedas. Esses grupos criminosos cada vez mais direcionam seus alvos a titulares conhecidos de criptomoedas, usando violência para obter seus ativos digitais.
Em contraste marcante, a participação dos EUA nos ataques com alavanca caiu de 36,6% em 2024 para 12,5% em 2025.
A Ásia mantém-se em alto risco, respondendo por 33,3% dos incidentes, principalmente na Tailândia e Hong Kong, onde turistas e expatriados de criptomoedas são os principais alvos. Essa tendência mostra que os atacantes estão mudando seu foco de regiões específicas na Ásia e América do Norte para uma distribuição global mais ampla.
03 Métodos de ataque: de invasões domésticas a redes de violência altamente organizadas
Os métodos de ataque com alavanca continuam evoluindo, com criminosos adotando estratégias cada vez mais diversificadas e profissionais. A abordagem mais comum é o sequestro, que viu um aumento de 250% no número de casos de agressões físicas.
Os criminosos não se limitam mais a atacar apenas a vítima, invasões domiciliares tornaram-se uma tática comum, com invasores às vezes entrando na residência da vítima, ou então atacando cônjuges, filhos ou idosos para forçar a cooperação.
Uma estratégia conhecida como “isca de mel” também aparece nos dados, na qual os atacantes criam relacionamentos falsos de namoro para planejar ataques. Essa tática de engenharia social mostra que os atacantes estão cada vez mais combinando violência física com manipulação psicológica.
Em um caso recente divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA, um membro de um grupo criminoso foi até uma casa no Novo México em julho de 2024, com a intenção de roubar uma carteira de hardware de criptomoedas. Essa invasão foi coordenada em tempo real com o monitoramento remoto da localização da vítima.
04 Causas profundas: o “paradoxo tecnológico” entre segurança técnica e física
Por trás do aumento dos ataques com alavanca, existe um fenômeno conhecido como “paradoxo tecnológico”: o fortalecimento das tecnologias de segurança digital acaba impulsionando a transferência dos crimes para a violência física.
À medida que o código na blockchain se torna mais difícil de explorar, os atacantes ajustam suas estratégias, migrando para métodos mais complexos. Quando o código se torna resistente a ataques, o fator humano torna-se o principal vetor de vulnerabilidade.
A anonimidade e a irreversibilidade das transações de criptomoedas fazem os criminosos acreditarem que, uma vez transferidos os fundos, eles se tornam difíceis de rastrear e quase impossíveis de recuperar.
Os atacantes também aproveitam a facilidade de acesso às informações pessoais. Desde endereços residenciais até detalhes familiares, a coleta de informações pessoais online tornou-se mais fácil do que nunca, permitindo que os atacantes identifiquem e rastreiem potenciais vítimas com maior facilidade.
Alena Vranová, fundadora da SatoshiLabs, afirmou em agosto que pelo menos um titular de Bitcoin por semana é sequestrado, torturado, chantageado ou enfrenta situações piores em algum lugar do mundo.
05 Defesa pessoal: de carteiras isca a estratégias de segurança em múltiplas camadas
Diante da crescente ameaça de ataques com alavanca, os titulares de criptomoedas podem adotar uma série de medidas defensivas para reduzir o risco. Carteiras isca são uma defesa inicial eficaz, contendo valores aparentemente razoáveis que podem ser entregues imediatamente em caso de ataque.
Manter a separação geográfica entre a frase de recuperação e a carteira de hardware é uma estratégia importante. Armazenar backups em locais diferentes do dispositivo físico impede que os atacantes obtenham todos os acessos de uma só vez.
A CertiK recomenda que os titulares de criptomoedas reduzam ao máximo sua pegada pública de criptomoedas, evitando capturas de tela de portfólios e a divulgação de endereços de carteiras. Pessoas que ostentam sucesso com criptomoedas em redes sociais ou fóruns públicos atraem inadvertidamente a atenção de criminosos.
Para grupos de alto risco, a estrutura de carteiras multiassinatura oferece proteção adicional, exigindo múltiplas aprovações antes de qualquer transação, dificultando o sucesso de extorsões. Pode-se implementar esquemas 2-de-3 ou 3-de-5 assinaturas.
Contratos inteligentes com bloqueio de tempo também são uma tecnologia útil, podendo impor atrasos obrigatórios em grandes retiradas. A educação de membros da família sobre segurança também é fundamental, pois os familiares frequentemente se tornam alvos de ataques.
06 Resposta do setor: soluções emergentes e cobertura de seguros
O setor de criptomoedas está ativamente desenvolvendo soluções para combater ataques com alavanca, sendo o conceito de “carteira de emergência” uma das mais discutidas. Essas carteiras são projetadas para ajudar os usuários a responderem a ataques físicos, podendo alertar confidencialmente contatos de confiança, esvaziar fundos, atrasar transações ou direcionar o atacante para uma carteira isca.
Várias empresas renomadas já oferecem produtos de seguro que cobrem ataques com alavanca. A gigante de seguros Lloyd’s de Londres começou a oferecer seguros com cobertura para esse tipo de incidente.
A empresa de segurança de criptomoedas Haven está desenvolvendo uma carteira com recursos adicionais de segurança, incluindo verificações biométricas contínuas para garantir que apenas o proprietário possa enviar tokens, além de cercas geográficas que impedem transações fora de locais familiares ou de trabalho.
Vale destacar que a Gate, uma das principais plataformas de troca do setor, prioriza a segurança do usuário, oferecendo medidas avançadas de segurança digital e investindo em soluções integradas para ameaças emergentes.
Plataformas de inteligência blockchain desempenham papel fundamental no rastreamento de ativos roubados. Tecnologias avançadas de análise e atribuição de blockchain de empresas como TRM Labs ajudam agências de aplicação da lei e investigadores a rastrear fluxos de fundos, identificar possíveis rotas de lavagem de dinheiro e apoiar esforços para prender criminosos.
Perspectivas futuras
Os órgãos de aplicação da lei globais recuperaram menos de 5% dos fundos relacionados a ataques com alavanca, enquanto o sistema de monitoramento em tempo real da exchange Gate conseguiu alertar e impedir várias tentativas suspeitas contra seus usuários.