Parceria entre o gigante de pagamentos Visa e o provedor de infraestrutura BVNK abre um novo capítulo no desenvolvimento de ativos digitais, contudo o verdadeiro significado desta aliança vai muito além da simples integração técnica. As empresas lançam conjuntamente a possibilidade de financiamento e pagamentos através de stablecoins na plataforma Visa Direct, começando por mercados geográficos selecionados, o que indica uma mudança qualitativa na perceção dos pagamentos em criptomoedas pelo setor financeiro principal.
Infraestrutura que muda as regras do jogo
A BVNK traz uma experiência sólida para a colaboração: a empresa está sediada no Reino Unido e processa anualmente mais de $30 bilhões em pagamentos com stablecoins. Isto não é apenas um número — é uma prova da escala da ecossistema já existente. A Visa, por sua vez, integra esta infraestrutura comprovada na rede Visa Direct, que transfere anualmente $1,7 triliões e serve como sistema principal para operações financeiras em massa.
O resultado parece ambicioso: as empresas poderão pré-financiar pagamentos em stablecoins e enviar pagamentos diretamente para carteiras digitais dos destinatários. Esta abordagem difere fundamentalmente dos sistemas tradicionais, permitindo realizar liquidações fora do horário bancário, garantindo acesso instantâneo aos fundos, especialmente para transferências transfronteiriças e pagamentos a trabalhadores da economia gig.
Investimentos como sinal de confiança do mercado
O anúncio atual não surgiu do nada. A Visa investiu pela primeira vez na BVNK através de sua divisão de venture capital na primavera de 2025, seguido pelo maior conglomerado financeiro Citigroup, que fez seu próprio investimento estratégico alguns meses depois. Esses investimentos, por sua vez, são um testemunho eloquente de que o capital institucional começa a perceber a infraestrutura de stablecoins como um componente viável do sistema financeiro principal, e não como um experimento marginal.
A declaração oficial de Mark Nelson, chefe global de produtos da Visa, destaca a natureza de virada do momento: «Stablecoins representam uma oportunidade empolgante para pagamentos globais, com um enorme potencial para reduzir fricções e ampliar o acesso a opções de pagamento mais rápidas e eficientes».
Da concepção à realidade: cenários de aplicação
A nova parceria aborda problemas específicos que há anos impedem inovações no setor de pagamentos. A rede Visa Direct é tradicionalmente usada por empresas e plataformas para enviar dinheiro a indivíduos — seja salários, recompensas a contratados independentes ou transferências internacionais de capital. No entanto, stablecoins, projetadas para manter um valor fixo, aceleram drasticamente esse processo graças à sua capacidade de liquidação instantânea.
A implementação prática começará em mercados onde a demanda por ativos digitais já demonstra crescimento sustentável. As empresas indicam que a expansão geográfica em larga escala ocorrerá paralelamente ao interesse e às necessidades específicas de cada economia.
Mercado à beira de mudanças
O acordo anunciado nesta semana simboliza o momento em que as stablecoins deixam de ser um ativo especulativo para se tornarem uma ferramenta prática de importância sistêmica. A participação de players como Visa e Citigroup indica que os riscos de adaptação institucional estão calculados e avaliados positivamente. Contudo, o sucesso dependerá de quão rapidamente o ecossistema conseguirá superar obstáculos regulatórios e conquistar a confiança dos usuários finais em diferentes jurisdições.
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Visa e BVNK unem-se para transformar os pagamentos com stablecoins
Parceria entre o gigante de pagamentos Visa e o provedor de infraestrutura BVNK abre um novo capítulo no desenvolvimento de ativos digitais, contudo o verdadeiro significado desta aliança vai muito além da simples integração técnica. As empresas lançam conjuntamente a possibilidade de financiamento e pagamentos através de stablecoins na plataforma Visa Direct, começando por mercados geográficos selecionados, o que indica uma mudança qualitativa na perceção dos pagamentos em criptomoedas pelo setor financeiro principal.
Infraestrutura que muda as regras do jogo
A BVNK traz uma experiência sólida para a colaboração: a empresa está sediada no Reino Unido e processa anualmente mais de $30 bilhões em pagamentos com stablecoins. Isto não é apenas um número — é uma prova da escala da ecossistema já existente. A Visa, por sua vez, integra esta infraestrutura comprovada na rede Visa Direct, que transfere anualmente $1,7 triliões e serve como sistema principal para operações financeiras em massa.
O resultado parece ambicioso: as empresas poderão pré-financiar pagamentos em stablecoins e enviar pagamentos diretamente para carteiras digitais dos destinatários. Esta abordagem difere fundamentalmente dos sistemas tradicionais, permitindo realizar liquidações fora do horário bancário, garantindo acesso instantâneo aos fundos, especialmente para transferências transfronteiriças e pagamentos a trabalhadores da economia gig.
Investimentos como sinal de confiança do mercado
O anúncio atual não surgiu do nada. A Visa investiu pela primeira vez na BVNK através de sua divisão de venture capital na primavera de 2025, seguido pelo maior conglomerado financeiro Citigroup, que fez seu próprio investimento estratégico alguns meses depois. Esses investimentos, por sua vez, são um testemunho eloquente de que o capital institucional começa a perceber a infraestrutura de stablecoins como um componente viável do sistema financeiro principal, e não como um experimento marginal.
A declaração oficial de Mark Nelson, chefe global de produtos da Visa, destaca a natureza de virada do momento: «Stablecoins representam uma oportunidade empolgante para pagamentos globais, com um enorme potencial para reduzir fricções e ampliar o acesso a opções de pagamento mais rápidas e eficientes».
Da concepção à realidade: cenários de aplicação
A nova parceria aborda problemas específicos que há anos impedem inovações no setor de pagamentos. A rede Visa Direct é tradicionalmente usada por empresas e plataformas para enviar dinheiro a indivíduos — seja salários, recompensas a contratados independentes ou transferências internacionais de capital. No entanto, stablecoins, projetadas para manter um valor fixo, aceleram drasticamente esse processo graças à sua capacidade de liquidação instantânea.
A implementação prática começará em mercados onde a demanda por ativos digitais já demonstra crescimento sustentável. As empresas indicam que a expansão geográfica em larga escala ocorrerá paralelamente ao interesse e às necessidades específicas de cada economia.
Mercado à beira de mudanças
O acordo anunciado nesta semana simboliza o momento em que as stablecoins deixam de ser um ativo especulativo para se tornarem uma ferramenta prática de importância sistêmica. A participação de players como Visa e Citigroup indica que os riscos de adaptação institucional estão calculados e avaliados positivamente. Contudo, o sucesso dependerá de quão rapidamente o ecossistema conseguirá superar obstáculos regulatórios e conquistar a confiança dos usuários finais em diferentes jurisdições.