A inovação na estrutura financeira dos mercados emergentes está a acelerar. A plataforma de gestão de ativos on-chain BlackOpal recentemente apresentou, através da plataforma GemStone, uma nova oportunidade de investimento no mercado de títulos de dívida no Brasil. Em particular, esta solução oferece uma rentabilidade de 13% ao ano para investidores institucionais, sendo uma tentativa de abrir de forma mais ampla o mercado de títulos de cartão de crédito, que movimenta cerca de 1.000 mil milhões de dólares no Brasil.
Transformar títulos de cartão de crédito em tokens
O núcleo do GemStone é simples, mas inovador. Enquanto os comerciantes brasileiros aguardam o pagamento das suas transações com cartão de crédito, a BlackOpal compra esses títulos a um preço com desconto e, usando a blockchain Plume Network, tokeniza-os. Isto reconfigura o conceito tradicional de securitização de ativos com tecnologia blockchain, atendendo simultaneamente às necessidades de comerciantes que precisam de financiamento e de investidores institucionais à procura de retorno.
A estrutura de pagamento com cartão de crédito no Brasil é peculiar. Cerca de 70% das transações são parceladas em até 12 meses, obrigando os comerciantes a esperar por pagamentos a longo prazo. A GemStone transformou este problema estrutural numa oportunidade. Os comerciantes podem receber imediatamente 95 cêntimos por dólar, enquanto os 5 cêntimos restantes representam o lucro para os investidores.
Liquidação imediata a 95 cêntimos por dólar, solução para dificuldades de liquidez dos comerciantes
Este método de transação é estruturado juridicamente como uma ‘Venda Verdadeira’ (True Sale). Os comerciantes transferem completamente a propriedade, direitos e riscos dos títulos de cartão de crédito para a BlackOpal, deixando de ser responsáveis por esses títulos. A propriedade fica bloqueada no registo C3 do Banco Central do Brasil, garantindo clareza jurídica e estabilidade.
O CEO da BlackOpal, Jason Dehni, destacou a estabilidade desta estrutura. “Não realizamos análise de crédito dos comerciantes. Não assumimos risco de crédito. Compramos títulos de dívida reais, liquidados através das redes de pagamento Visa e Mastercard, com a propriedade bloqueada ao nível do banco central”, explicou.
Rentabilidade de 13% ao ano, nova oportunidade de retorno para investidores institucionais
A rentabilidade que os compradores de tokens podem obter é de 13% ao ano. Este valor é em dólares, com cobertura cambial, sendo fundamental o facto de a carta de crédito compensar o incumprimento do cliente. Comparando com o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos, que é de 4,2%, a atratividade torna-se evidente. Significa que é possível obter mais do triplo de retorno, mesmo com os riscos de inflação, incumprimento e variação cambial típicos de ativos de mercados emergentes, que permanecem baixos.
O motivo pelo qual o mercado de títulos no Brasil atrai atenção não é apenas por estas oportunidades de retorno, mas também pela estabilidade da transação. A questão não é se será recuperada, mas quando será recuperada, numa estrutura que satisfaz os requisitos básicos de produtos de investimento de nível institucional em mercados emergentes.
Investimento de 200 milhões de dólares da Mars Capital Advisors, reforçando a confiança no mercado
O lançamento do GemStone foi possível graças ao forte apoio financeiro da empresa especializada em soluções de capital de giro Mars Capital Advisors. A Mars comprometeu-se a investir 200 milhões de dólares ao longo de três anos, e atualmente gere ativos no valor de 20 mil milhões de dólares.
O CEO da Mars Capital Advisors, Rick Pierson, afirmou numa declaração: “As dívidas de cartão de crédito no Brasil são uma classe de ativos de grande dimensão e alta liquidez, mas não receberam atenção suficiente de capital institucional”. Ele espera que o GemStone mude essa situação. Isto sugere que o mercado de títulos brasileiro, embora subvalorizado até agora, pode transformar-se numa grande oportunidade através de uma estrutura e tecnologia adequadas.
Inovação nos títulos de dívida no mercado emergente brasileiro
O lançamento da plataforma GemStone demonstra a expansão do escopo da tokenização em mercados emergentes. Reflete uma tendência de passar de títulos governamentais tradicionais para ativos económicos como títulos de vendas de cartões de crédito.
O Brasil já possui um mercado vibrante de tokenização imobiliária, e o projeto de moeda digital do Banco Central, DREX, está a criar um ambiente regulatório favorável a produtos inovadores como o GemStone. A Draupnir Capital, consultora especializada na interseção entre crédito privado de nível institucional e economia Web3, participou como consultora exclusiva nesta transação, reforçando a confiança estrutural do mercado.
À medida que o mercado de títulos de cartão de crédito no Brasil começa a captar a atenção de investidores institucionais, uma nova fase de reavaliação do crédito em mercados emergentes está a abrir-se. O GemStone da BlackOpal não é apenas um produto financeiro, mas um exemplo concreto de como a tecnologia blockchain pode resolver as ineficiências estruturais do sistema financeiro tradicional.
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A GemStone da BlackOpal oferece oportunidades de investimento de nível institucional no mercado de títulos do Brasil
A inovação na estrutura financeira dos mercados emergentes está a acelerar. A plataforma de gestão de ativos on-chain BlackOpal recentemente apresentou, através da plataforma GemStone, uma nova oportunidade de investimento no mercado de títulos de dívida no Brasil. Em particular, esta solução oferece uma rentabilidade de 13% ao ano para investidores institucionais, sendo uma tentativa de abrir de forma mais ampla o mercado de títulos de cartão de crédito, que movimenta cerca de 1.000 mil milhões de dólares no Brasil.
Transformar títulos de cartão de crédito em tokens
O núcleo do GemStone é simples, mas inovador. Enquanto os comerciantes brasileiros aguardam o pagamento das suas transações com cartão de crédito, a BlackOpal compra esses títulos a um preço com desconto e, usando a blockchain Plume Network, tokeniza-os. Isto reconfigura o conceito tradicional de securitização de ativos com tecnologia blockchain, atendendo simultaneamente às necessidades de comerciantes que precisam de financiamento e de investidores institucionais à procura de retorno.
A estrutura de pagamento com cartão de crédito no Brasil é peculiar. Cerca de 70% das transações são parceladas em até 12 meses, obrigando os comerciantes a esperar por pagamentos a longo prazo. A GemStone transformou este problema estrutural numa oportunidade. Os comerciantes podem receber imediatamente 95 cêntimos por dólar, enquanto os 5 cêntimos restantes representam o lucro para os investidores.
Liquidação imediata a 95 cêntimos por dólar, solução para dificuldades de liquidez dos comerciantes
Este método de transação é estruturado juridicamente como uma ‘Venda Verdadeira’ (True Sale). Os comerciantes transferem completamente a propriedade, direitos e riscos dos títulos de cartão de crédito para a BlackOpal, deixando de ser responsáveis por esses títulos. A propriedade fica bloqueada no registo C3 do Banco Central do Brasil, garantindo clareza jurídica e estabilidade.
O CEO da BlackOpal, Jason Dehni, destacou a estabilidade desta estrutura. “Não realizamos análise de crédito dos comerciantes. Não assumimos risco de crédito. Compramos títulos de dívida reais, liquidados através das redes de pagamento Visa e Mastercard, com a propriedade bloqueada ao nível do banco central”, explicou.
Rentabilidade de 13% ao ano, nova oportunidade de retorno para investidores institucionais
A rentabilidade que os compradores de tokens podem obter é de 13% ao ano. Este valor é em dólares, com cobertura cambial, sendo fundamental o facto de a carta de crédito compensar o incumprimento do cliente. Comparando com o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos, que é de 4,2%, a atratividade torna-se evidente. Significa que é possível obter mais do triplo de retorno, mesmo com os riscos de inflação, incumprimento e variação cambial típicos de ativos de mercados emergentes, que permanecem baixos.
O motivo pelo qual o mercado de títulos no Brasil atrai atenção não é apenas por estas oportunidades de retorno, mas também pela estabilidade da transação. A questão não é se será recuperada, mas quando será recuperada, numa estrutura que satisfaz os requisitos básicos de produtos de investimento de nível institucional em mercados emergentes.
Investimento de 200 milhões de dólares da Mars Capital Advisors, reforçando a confiança no mercado
O lançamento do GemStone foi possível graças ao forte apoio financeiro da empresa especializada em soluções de capital de giro Mars Capital Advisors. A Mars comprometeu-se a investir 200 milhões de dólares ao longo de três anos, e atualmente gere ativos no valor de 20 mil milhões de dólares.
O CEO da Mars Capital Advisors, Rick Pierson, afirmou numa declaração: “As dívidas de cartão de crédito no Brasil são uma classe de ativos de grande dimensão e alta liquidez, mas não receberam atenção suficiente de capital institucional”. Ele espera que o GemStone mude essa situação. Isto sugere que o mercado de títulos brasileiro, embora subvalorizado até agora, pode transformar-se numa grande oportunidade através de uma estrutura e tecnologia adequadas.
Inovação nos títulos de dívida no mercado emergente brasileiro
O lançamento da plataforma GemStone demonstra a expansão do escopo da tokenização em mercados emergentes. Reflete uma tendência de passar de títulos governamentais tradicionais para ativos económicos como títulos de vendas de cartões de crédito.
O Brasil já possui um mercado vibrante de tokenização imobiliária, e o projeto de moeda digital do Banco Central, DREX, está a criar um ambiente regulatório favorável a produtos inovadores como o GemStone. A Draupnir Capital, consultora especializada na interseção entre crédito privado de nível institucional e economia Web3, participou como consultora exclusiva nesta transação, reforçando a confiança estrutural do mercado.
À medida que o mercado de títulos de cartão de crédito no Brasil começa a captar a atenção de investidores institucionais, uma nova fase de reavaliação do crédito em mercados emergentes está a abrir-se. O GemStone da BlackOpal não é apenas um produto financeiro, mas um exemplo concreto de como a tecnologia blockchain pode resolver as ineficiências estruturais do sistema financeiro tradicional.