Bitcoin desde que foi minerada a primeira vez em 2009 tem operado de forma estável há mais de 10 anos. Este sistema descentralizado movimenta e armazena diariamente valores de dezenas de bilhões de dólares globalmente, mas também se tornou na “caixa multibanco” de grupos de fraude. Como entusiasta da blockchain, é preciso admitir uma realidade: fraudes com Bitcoin ocorrem com alta frequência e apresentam tendências sistemáticas e organizadas. Este artigo compila decisões judiciais de Taiwan e literatura de investigações internacionais, revelando 9 principais tipos de fraudes com Bitcoin, ajudando você a identificar riscos e evitar armadilhas.
Primeira camada de crise: tornar-se um cúmplice inconsciente de fraudes
Armadilha de lavagem de dinheiro — fornecer endereço de carteira é ilegal
Muita gente não sabe que fornecer endereço de carteira de Bitcoin a estranhos equivale a ajudar na prática de fraude. Parece absurdo, mas já há decisões judiciais claras em Taiwan.
De acordo com a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (sentença do caso 31 do ano 109), fornecer uma carteira eletrônica de Bitcoin a grupos de fraude, permitindo que eles usem para transferir fundos de vítimas ou receber pagamentos, constitui crime de lavagem de dinheiro e auxílio à fraude. As bases legais incluem:
Artigo 2, parágrafo 2 e Artigo 3, parágrafo 2 da Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro: ações que encobrem ou dissimulam a origem, destino, propriedade ou transferência de bens provenientes de crimes de fraude (artigo 339 do Código Penal) também podem configurar lavagem de dinheiro.
Definição da Convenção de Viena: atos de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição ou transferência de bens são considerados lavagem de dinheiro.
Situação mais perigosa: alguém estranho te dá 20.000 yuans em dinheiro vivo e pede que você forneça um endereço de carteira de exchange com KYC verificado. Nesse momento, a definição de “intenção indireta” é ampla, e você pode facilmente se tornar cúmplice na lavagem de dinheiro sem perceber.
Recomendações de prevenção:
Nunca forneça seu endereço de carteira a estranhos
Cuidado com pedidos de “pequenos pagamentos” em troca de contas
Lembre-se: se sua conta for usada para lavagem de dinheiro, você é cúmplice
Segunda camada de crise: ser vítima de fraude direta com Bitcoin
Fraude em plataformas de troca — falsificação de transações, preços falsos, anúncios falsos de hackers
O Tribunal Superior de Taiwan (sentença do caso 1014 do ano 106) investigou um típico caso de fraude em plataformas de troca, com método altamente organizado e didático:
Esquema completo do grupo de fraude:
Criar demanda falsa: anunciar na plataforma preços muito acima do mercado, dizendo que quer comprar Bitcoin, enganando vendedores
Postar atraso no pagamento: publicar aviso de “adiar pagamento ao vendedor”, com o objetivo de atrasar a descoberta do golpe
Acelerar retirada de fundos: aumentar as taxas de retirada, incentivando o vendedor a transferir Bitcoin rapidamente para a plataforma
Criar registros falsos de transação: inserir valores fictícios na conta da vítima, fazendo parecer que a transação foi bem-sucedida e que o valor equivalente em novos dólares taiwaneses foi creditado
Golpe final: quando as pessoas começam a desconfiar e pedem a devolução do Bitcoin, a plataforma publica um aviso falso de “ataque de hackers” — alegando que a empresa de Bitcoin digital foi invadida, com 435 Bitcoins roubados, e que não consegue mais operar
Neste caso, 5 vítimas foram enganadas e tiveram seus Bitcoins roubados em grande quantidade.
Recomendações de prevenção:
Use exchanges conhecidas e reguladas (como Gate.io, que possui supervisão completa)
Desconfie de ofertas de compra com preço 30% acima do mercado
Antes de enviar fundos por instrução de terceiros, faça uma verificação de pelo menos 5 minutos
Cuidado com notificações de “ataque de hackers”; confirme a autenticidade através de canais oficiais
Esquema de captação de dinheiro — investimento ilegal sob a fachada de Bitcoin
Esse tipo de fraude é muito comum na internet. O Tribunal de Taiwan (sentença do caso 139 do ano 108) investigou um esquema de recrutamento de investidores via Facebook e grupos LINE por parte de 4 pessoas:
Promessas típicas de captação:
Investimento de 1.000 yuan para receber 11.000 yuan
Quanto mais investir, maior o retorno de 5.000 yuan por cada 1.000 yuan investido
Essa promessa de “investir 1 e receber 11” ou “quanto mais investir, mais ganha” viola completamente a lógica financeira. Segundo a Lei Bancária, art. 29 e art. 29-1, qualquer entidade que, sem ser banco, receber fundos de muitas pessoas ou de público não específico, prometendo pagar juros ou recompensas desproporcionais ao principal, configura captação ilegal de recursos.
O tribunal concluiu que os réus, ao usar o nome de investimentos em Bitcoin ou ações para captar dinheiro do público, cometeram crime. Esses casos de captação ilegal figuram entre as três maiores condenações criminais em Taiwan.
Recomendações de prevenção:
Desconfie de qualquer proposta que prometa “rendimentos mensais acima de 10%”
Instituições financeiras legítimas não recrutam investidores via redes sociais
Lembre-se: “quanto maior o risco, menor a certeza do retorno”
Terceira camada de crise: redes globais de fraude com Bitcoin
Ransomware — Bitcoin como ferramenta de resgate
O cibercrime de sequestro de dados (ransomware) é uma tática comum de organizações criminosas internacionais. Hackers usam ransomware para criptografar dados do computador da vítima e exigem Bitcoin como resgate.
Por que usar Bitcoin? Porque oferece:
Rapidez: transferências instantâneas, sem necessidade de aprovação bancária
Anonimato: difícil de rastrear, mais seguro que transferências tradicionais
Irreversibilidade: transações não podem ser desfeitas
Esses ataques se tornaram um pesadelo para empresas globais, causando bilhões de dólares em perdas anuais.
Roubo de exchanges — de Mt.Gox até hoje
Em fevereiro de 2014, a famosa exchange de criptomoedas Mt.Gox foi invadida por hackers. Os criminosos roubaram uma grande quantidade de Bitcoin, equivalente a aproximadamente 11,4 bilhões de ienes (cerca de 425 milhões de dólares). Eventualmente, Mt.Gox entrou com pedido de falência perante o tribunal de Tóquio.
Esse episódio ainda serve de alerta: até as plataformas mais renomadas podem ser vulneráveis.
Recomendações de prevenção:
Armazene grandes quantidades de Bitcoin em carteiras de custódia própria, não na exchange
Use exchanges apenas para negociação, não para armazenamento a longo prazo
Escolha plataformas com seguro profissional para maior proteção
Esquema de vendas multinível — recrutamento de terceiros como principal fonte de renda
Algumas organizações criminosas usam Bitcoin como fachada para pirâmides de investimento ilegais. Segundo a Lei de Gestão de Vendas Multinível, esse tipo de esquema é criminoso.
Características do golpe:
Os lucros vêm principalmente de indicar novos participantes, não de venda de produtos reais
É necessário expandir continuamente a organização para manter a pirâmide
A maioria dos novos ingressantes acaba perdendo dinheiro
Mercado negro na deep web — sites ilegais na blockchain EOS
A polícia de Taiwan já desmantelou o primeiro caso de site de apostas ilegais baseado em blockchain no país. O suspeito, ex-aluno de Ciência da Computação na NTU, criou um site de apostas baseado em EOS chamado “2020 eleição presidencial” na deep web, usando PTT, Facebook e aplicativos de mensagem para atrair jogadores. Foi condenado por violar o artigo 267 do Código Penal por operar cassino ilegal.
O uso de Bitcoin e outras criptomoedas em sites de apostas ilegais na deep web é uma prioridade de fiscalização.
Tráfico de drogas na dark web — lição da Silk Road
A “Silk Road” foi o maior mercado negro na dark web. Compradores e vendedores usavam Bitcoin para comprar e vender drogas ilícitas como anfetaminas, cocaína e heroína. Juiz do tribunal federal de Manhattan chamou seu fundador de “o maior traficante de drogas”.
A característica anônima do Bitcoin tornou-se a “moeda forte” nas transações na dark web.
Relacionamentos online que terminam em golpes — usando sentimento para enganar com Bitcoin
O golpe do “kill pig” (matar porcos) funciona assim:
Com o pretexto de namoro online, usa fotos de jovens bonitas para atrair a vítima
Constrói confiança por meio de conversas longas, confidências e cultivo de sentimento
Leva a vítima a investir em ações, jogos de azar ou outros golpes
Finalmente, pede que a vítima envie Bitcoin
Esse tipo de fraude combina manipulação emocional com engano financeiro, com alta taxa de sucesso na enganação.
Quarta camada: Como se proteger — três princípios de autoproteção
Princípio 1: Verificação de identidade
Desconfie de qualquer estranho que peça sua conta
Verifique a identidade da plataforma e dos funcionários por canais oficiais
Não confie em convites de comunidades não verificadas
Princípio 2: Questionar promessas
Desconfie de ofertas de compra com preço 30% acima do mercado
Cuidado com promessas de retorno mensal acima de 10%
Instituições legítimas sempre divulgam riscos completos
Princípio 3: Proteção da chave privada
Nunca compartilhe sua chave privada de carteira de custódia própria
Use hardware wallets para guardar grandes quantidades de Bitcoin
Faça backups periódicos de frases de recuperação (armazenados offline)
Encarar com racionalidade: blockchain é neutro
Embora tenham sido listados 9 principais tipos de fraudes com Bitcoin, o mais importante é entender que: blockchain e Bitcoin são como água, podem sustentar ou afogar.
A tecnologia em si é neutra. Seu uso bom ou ruim depende do usuário; a avaliação de valor deve ser atribuída ao próprio usuário, não à tecnologia. Bitcoin é uma criação sob certos valores, mas é uma ferramenta tecnológica emergente. São as ações humanas que conferem moral ou valor. O bem ou o mal depende de como utilizamos.
Compreender o ecossistema de fraudes com Bitcoin não é para demonizar a blockchain, mas para proteger-se, evitar armadilhas e fazer escolhas racionais. Quando você tiver consciência dos riscos, o Bitcoin se torna uma verdadeira ferramenta de transferência de valor, e não um terreno fértil para fraudes.
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Fraude com Bitcoin exposto: 9 principais armadilhas criminosas e guia de autoproteção
Bitcoin desde que foi minerada a primeira vez em 2009 tem operado de forma estável há mais de 10 anos. Este sistema descentralizado movimenta e armazena diariamente valores de dezenas de bilhões de dólares globalmente, mas também se tornou na “caixa multibanco” de grupos de fraude. Como entusiasta da blockchain, é preciso admitir uma realidade: fraudes com Bitcoin ocorrem com alta frequência e apresentam tendências sistemáticas e organizadas. Este artigo compila decisões judiciais de Taiwan e literatura de investigações internacionais, revelando 9 principais tipos de fraudes com Bitcoin, ajudando você a identificar riscos e evitar armadilhas.
Primeira camada de crise: tornar-se um cúmplice inconsciente de fraudes
Armadilha de lavagem de dinheiro — fornecer endereço de carteira é ilegal
Muita gente não sabe que fornecer endereço de carteira de Bitcoin a estranhos equivale a ajudar na prática de fraude. Parece absurdo, mas já há decisões judiciais claras em Taiwan.
De acordo com a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (sentença do caso 31 do ano 109), fornecer uma carteira eletrônica de Bitcoin a grupos de fraude, permitindo que eles usem para transferir fundos de vítimas ou receber pagamentos, constitui crime de lavagem de dinheiro e auxílio à fraude. As bases legais incluem:
Situação mais perigosa: alguém estranho te dá 20.000 yuans em dinheiro vivo e pede que você forneça um endereço de carteira de exchange com KYC verificado. Nesse momento, a definição de “intenção indireta” é ampla, e você pode facilmente se tornar cúmplice na lavagem de dinheiro sem perceber.
Recomendações de prevenção:
Segunda camada de crise: ser vítima de fraude direta com Bitcoin
Fraude em plataformas de troca — falsificação de transações, preços falsos, anúncios falsos de hackers
O Tribunal Superior de Taiwan (sentença do caso 1014 do ano 106) investigou um típico caso de fraude em plataformas de troca, com método altamente organizado e didático:
Esquema completo do grupo de fraude:
Criar demanda falsa: anunciar na plataforma preços muito acima do mercado, dizendo que quer comprar Bitcoin, enganando vendedores
Postar atraso no pagamento: publicar aviso de “adiar pagamento ao vendedor”, com o objetivo de atrasar a descoberta do golpe
Acelerar retirada de fundos: aumentar as taxas de retirada, incentivando o vendedor a transferir Bitcoin rapidamente para a plataforma
Criar registros falsos de transação: inserir valores fictícios na conta da vítima, fazendo parecer que a transação foi bem-sucedida e que o valor equivalente em novos dólares taiwaneses foi creditado
Golpe final: quando as pessoas começam a desconfiar e pedem a devolução do Bitcoin, a plataforma publica um aviso falso de “ataque de hackers” — alegando que a empresa de Bitcoin digital foi invadida, com 435 Bitcoins roubados, e que não consegue mais operar
Neste caso, 5 vítimas foram enganadas e tiveram seus Bitcoins roubados em grande quantidade.
Recomendações de prevenção:
Esquema de captação de dinheiro — investimento ilegal sob a fachada de Bitcoin
Esse tipo de fraude é muito comum na internet. O Tribunal de Taiwan (sentença do caso 139 do ano 108) investigou um esquema de recrutamento de investidores via Facebook e grupos LINE por parte de 4 pessoas:
Promessas típicas de captação:
Essa promessa de “investir 1 e receber 11” ou “quanto mais investir, mais ganha” viola completamente a lógica financeira. Segundo a Lei Bancária, art. 29 e art. 29-1, qualquer entidade que, sem ser banco, receber fundos de muitas pessoas ou de público não específico, prometendo pagar juros ou recompensas desproporcionais ao principal, configura captação ilegal de recursos.
O tribunal concluiu que os réus, ao usar o nome de investimentos em Bitcoin ou ações para captar dinheiro do público, cometeram crime. Esses casos de captação ilegal figuram entre as três maiores condenações criminais em Taiwan.
Recomendações de prevenção:
Terceira camada de crise: redes globais de fraude com Bitcoin
Ransomware — Bitcoin como ferramenta de resgate
O cibercrime de sequestro de dados (ransomware) é uma tática comum de organizações criminosas internacionais. Hackers usam ransomware para criptografar dados do computador da vítima e exigem Bitcoin como resgate.
Por que usar Bitcoin? Porque oferece:
Esses ataques se tornaram um pesadelo para empresas globais, causando bilhões de dólares em perdas anuais.
Roubo de exchanges — de Mt.Gox até hoje
Em fevereiro de 2014, a famosa exchange de criptomoedas Mt.Gox foi invadida por hackers. Os criminosos roubaram uma grande quantidade de Bitcoin, equivalente a aproximadamente 11,4 bilhões de ienes (cerca de 425 milhões de dólares). Eventualmente, Mt.Gox entrou com pedido de falência perante o tribunal de Tóquio.
Esse episódio ainda serve de alerta: até as plataformas mais renomadas podem ser vulneráveis.
Recomendações de prevenção:
Esquema de vendas multinível — recrutamento de terceiros como principal fonte de renda
Algumas organizações criminosas usam Bitcoin como fachada para pirâmides de investimento ilegais. Segundo a Lei de Gestão de Vendas Multinível, esse tipo de esquema é criminoso.
Características do golpe:
Mercado negro na deep web — sites ilegais na blockchain EOS
A polícia de Taiwan já desmantelou o primeiro caso de site de apostas ilegais baseado em blockchain no país. O suspeito, ex-aluno de Ciência da Computação na NTU, criou um site de apostas baseado em EOS chamado “2020 eleição presidencial” na deep web, usando PTT, Facebook e aplicativos de mensagem para atrair jogadores. Foi condenado por violar o artigo 267 do Código Penal por operar cassino ilegal.
O uso de Bitcoin e outras criptomoedas em sites de apostas ilegais na deep web é uma prioridade de fiscalização.
Tráfico de drogas na dark web — lição da Silk Road
A “Silk Road” foi o maior mercado negro na dark web. Compradores e vendedores usavam Bitcoin para comprar e vender drogas ilícitas como anfetaminas, cocaína e heroína. Juiz do tribunal federal de Manhattan chamou seu fundador de “o maior traficante de drogas”.
A característica anônima do Bitcoin tornou-se a “moeda forte” nas transações na dark web.
Relacionamentos online que terminam em golpes — usando sentimento para enganar com Bitcoin
O golpe do “kill pig” (matar porcos) funciona assim:
Esse tipo de fraude combina manipulação emocional com engano financeiro, com alta taxa de sucesso na enganação.
Quarta camada: Como se proteger — três princípios de autoproteção
Princípio 1: Verificação de identidade
Princípio 2: Questionar promessas
Princípio 3: Proteção da chave privada
Encarar com racionalidade: blockchain é neutro
Embora tenham sido listados 9 principais tipos de fraudes com Bitcoin, o mais importante é entender que: blockchain e Bitcoin são como água, podem sustentar ou afogar.
A tecnologia em si é neutra. Seu uso bom ou ruim depende do usuário; a avaliação de valor deve ser atribuída ao próprio usuário, não à tecnologia. Bitcoin é uma criação sob certos valores, mas é uma ferramenta tecnológica emergente. São as ações humanas que conferem moral ou valor. O bem ou o mal depende de como utilizamos.
Compreender o ecossistema de fraudes com Bitcoin não é para demonizar a blockchain, mas para proteger-se, evitar armadilhas e fazer escolhas racionais. Quando você tiver consciência dos riscos, o Bitcoin se torna uma verdadeira ferramenta de transferência de valor, e não um terreno fértil para fraudes.