De acordo com o mais recente relatório “2025 Digital Asset OTC Report” divulgado pela market maker Wintermute, o mercado de criptomoedas está a passar por uma transformação fundamental. A era de ouro em que “Bitcoin comia carne, moedas de competição bebiam sopa” já terminou, sendo substituída por um novo cenário onde o capital institucional está altamente concentrado e a liquidez é precisamente suprimida nos principais ativos.
Este relatório, baseado em uma vasta quantidade de dados de negociações OTC (over-the-counter), revela uma realidade chocante para os investidores individuais: o capital deixou de estar amplamente disperso por todo o mercado, concentrando-se firmemente em ativos de topo como Bitcoin e Ethereum, o que acaba por sufocar as oportunidades de valorização das moedas de competição.
A valorização das moedas de competição está a ser sufocada: de 61 dias para 19 dias
O dado mais direto vem das estatísticas da Wintermute: em 2025, a duração média das tendências de alta das moedas de competição caiu abruptamente para 19 dias. Em comparação, em 2024, esse número ainda era de 61 dias — em apenas um ano, a janela de lucro para as moedas de competição foi reduzida em quase 70%.
O cenário de “explosões de valorização” das moedas de competição, comum aos investidores individuais, está a desaparecer. Embora plataformas de emissão de memecoin, DEXs perpétuos e novos protocolos de pagamento continuem a gerar explosões de curto prazo de tempos em tempos, a Wintermute aponta que esses movimentos geralmente “chegam rápido e vão embora também rápido”, sem suporte de capital subsequente, acabando por ser apenas fogos de artifício efémeros.
Observadores do mercado geralmente concordam que o colapso rápido do ciclo das memecoins no início do ano agravou ainda mais essa tendência. Quando o espaço de capital fora dos principais ativos se encolhe, a dificuldade para investidores individuais realizarem o sonho de “dobrar o investimento” através das moedas de competição aumenta drasticamente.
Os bastidores do sufocamento da liquidez: o foco preciso do capital institucional
Por que surge esse cenário de “os fortes ficam mais fortes, os fracos mais fracos”? A análise da Wintermute aponta para uma mudança crucial: o canal de entrada de capital no mercado mudou.
No passado, investidores individuais e institucionais misturavam-se, e todas as moedas de competição tinham chances de receber investimento. Hoje, o dinamismo do mercado é impulsionado principalmente por ETFs e empresas de reserva de ativos digitais (como Strategy, BitMine, entre outras, que incluem criptomoedas em seus balanços). Esses canais de capital altamente estruturados possuem uma seletividade elevada — eles direcionam liquidez maciça precisamente para os ativos de topo, dificultando a saída de capital para as moedas de competição.
Em outras palavras, a mudança na estrutura do capital institucional efetivamente sufoca as possibilidades de as moedas de competição obterem suporte de liquidez.
Essa observação é corroborada por dados da análise da Finery Markets. A instituição descobriu que os investidores institucionais agora valorizam mais a qualidade na execução e a segurança na liquidação, preferindo movimentar-se dentro de canais regulados e estruturados, ao invés de “surfarem” no mercado de moedas de competição de maior risco. Em suma, segurança e eficiência tornaram-se mais importantes do que o espírito de risco.
A transformação na estratégia de investimento institucional: despedida das apostas sazonais
Além da mudança no fluxo de capital, as estratégias de operação dos investidores institucionais também sofreram uma transformação significativa.
A análise da Wintermute indica que os investidores institucionais estão a reduzir as apostas unilaterais de direção, passando a focar mais em estratégias táticas alinhadas com eventos de notícias. Isso reflete uma maturidade crescente na mentalidade de negociação — eles estão a abandonar o mito de “Uptober” (outubro de alta) e a adotar estratégias mais racionais e fundamentadas.
A execução das negociações tornou-se mais cautelosa e repetitiva; os institucionais já não dependem de “sensação” ou “pontos quentes” para tomar decisões, mas sim de dados e métodos sistemáticos de alocação de capital.
No campo dos instrumentos financeiros derivados, essa mudança é ainda mais evidente. Contratos por diferença (CFDs), devido à sua alta eficiência de capital, estão em alta, enquanto opções estão a evoluir de ferramentas de especulação para instrumentos centrais de gestão de portfólio e estratégias de rendimento. O mercado tende a adotar estratégias mais sistemáticas e métodos de geração de retorno, ao invés de apostas unilaterais na subida ou descida do mercado.
Perspectivas para 2026: duas vias para romper o “sufocamento de capital”
Para o ano de 2026, a Wintermute acredita que 2025 marcou o fim de uma era de “criação de valor baseada em narrativa” no mercado de criptomoedas. O futuro do mercado depende totalmente de se a liquidez conseguirá romper o impasse atualmente dominado por instituições.
Para inverter essa situação, a Wintermute propõe dois possíveis cenários, ambos com riscos e oportunidades:
Cenário 1: Expansão do investimento institucional (mais provável)
Investidores institucionais que operam via ETFs e fundos de criptomoedas devem estar dispostos a ampliar seus ativos de investimento além de Bitcoin e Ethereum. Somente assim, o capital poderá rotacionar, e as moedas de competição poderão receber nova liquidez. Isso requer melhorias no ambiente regulatório e aumento do apetite ao risco por parte das instituições.
Cenário 2: Retorno massivo de investidores individuais (pouco provável)
Outro cenário possível é uma nova onda de investidores individuais trazendo capital fresco e estimulando a emissão de stablecoins em grande escala. Contudo, a Wintermute admite que a probabilidade de isso acontecer é baixa — afinal, o mercado vem se tornando cada vez mais profissionalizado e institucionalizado.
Como resultado, o padrão de “sufocamento de capital” nas moedas de competição provavelmente permanecerá a curto prazo. No domínio do capital institucional, a grande questão é se os investidores individuais conseguirão encontrar uma brecha, tornando-se a maior incógnita do mercado de criptomoedas em 2026.
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O financiamento está a sufocar a subida das moedas concorrentes? A era das instituições a apoiarem o Bitcoin chegou
De acordo com o mais recente relatório “2025 Digital Asset OTC Report” divulgado pela market maker Wintermute, o mercado de criptomoedas está a passar por uma transformação fundamental. A era de ouro em que “Bitcoin comia carne, moedas de competição bebiam sopa” já terminou, sendo substituída por um novo cenário onde o capital institucional está altamente concentrado e a liquidez é precisamente suprimida nos principais ativos.
Este relatório, baseado em uma vasta quantidade de dados de negociações OTC (over-the-counter), revela uma realidade chocante para os investidores individuais: o capital deixou de estar amplamente disperso por todo o mercado, concentrando-se firmemente em ativos de topo como Bitcoin e Ethereum, o que acaba por sufocar as oportunidades de valorização das moedas de competição.
A valorização das moedas de competição está a ser sufocada: de 61 dias para 19 dias
O dado mais direto vem das estatísticas da Wintermute: em 2025, a duração média das tendências de alta das moedas de competição caiu abruptamente para 19 dias. Em comparação, em 2024, esse número ainda era de 61 dias — em apenas um ano, a janela de lucro para as moedas de competição foi reduzida em quase 70%.
O cenário de “explosões de valorização” das moedas de competição, comum aos investidores individuais, está a desaparecer. Embora plataformas de emissão de memecoin, DEXs perpétuos e novos protocolos de pagamento continuem a gerar explosões de curto prazo de tempos em tempos, a Wintermute aponta que esses movimentos geralmente “chegam rápido e vão embora também rápido”, sem suporte de capital subsequente, acabando por ser apenas fogos de artifício efémeros.
Observadores do mercado geralmente concordam que o colapso rápido do ciclo das memecoins no início do ano agravou ainda mais essa tendência. Quando o espaço de capital fora dos principais ativos se encolhe, a dificuldade para investidores individuais realizarem o sonho de “dobrar o investimento” através das moedas de competição aumenta drasticamente.
Os bastidores do sufocamento da liquidez: o foco preciso do capital institucional
Por que surge esse cenário de “os fortes ficam mais fortes, os fracos mais fracos”? A análise da Wintermute aponta para uma mudança crucial: o canal de entrada de capital no mercado mudou.
No passado, investidores individuais e institucionais misturavam-se, e todas as moedas de competição tinham chances de receber investimento. Hoje, o dinamismo do mercado é impulsionado principalmente por ETFs e empresas de reserva de ativos digitais (como Strategy, BitMine, entre outras, que incluem criptomoedas em seus balanços). Esses canais de capital altamente estruturados possuem uma seletividade elevada — eles direcionam liquidez maciça precisamente para os ativos de topo, dificultando a saída de capital para as moedas de competição.
Em outras palavras, a mudança na estrutura do capital institucional efetivamente sufoca as possibilidades de as moedas de competição obterem suporte de liquidez.
Essa observação é corroborada por dados da análise da Finery Markets. A instituição descobriu que os investidores institucionais agora valorizam mais a qualidade na execução e a segurança na liquidação, preferindo movimentar-se dentro de canais regulados e estruturados, ao invés de “surfarem” no mercado de moedas de competição de maior risco. Em suma, segurança e eficiência tornaram-se mais importantes do que o espírito de risco.
A transformação na estratégia de investimento institucional: despedida das apostas sazonais
Além da mudança no fluxo de capital, as estratégias de operação dos investidores institucionais também sofreram uma transformação significativa.
A análise da Wintermute indica que os investidores institucionais estão a reduzir as apostas unilaterais de direção, passando a focar mais em estratégias táticas alinhadas com eventos de notícias. Isso reflete uma maturidade crescente na mentalidade de negociação — eles estão a abandonar o mito de “Uptober” (outubro de alta) e a adotar estratégias mais racionais e fundamentadas.
A execução das negociações tornou-se mais cautelosa e repetitiva; os institucionais já não dependem de “sensação” ou “pontos quentes” para tomar decisões, mas sim de dados e métodos sistemáticos de alocação de capital.
No campo dos instrumentos financeiros derivados, essa mudança é ainda mais evidente. Contratos por diferença (CFDs), devido à sua alta eficiência de capital, estão em alta, enquanto opções estão a evoluir de ferramentas de especulação para instrumentos centrais de gestão de portfólio e estratégias de rendimento. O mercado tende a adotar estratégias mais sistemáticas e métodos de geração de retorno, ao invés de apostas unilaterais na subida ou descida do mercado.
Perspectivas para 2026: duas vias para romper o “sufocamento de capital”
Para o ano de 2026, a Wintermute acredita que 2025 marcou o fim de uma era de “criação de valor baseada em narrativa” no mercado de criptomoedas. O futuro do mercado depende totalmente de se a liquidez conseguirá romper o impasse atualmente dominado por instituições.
Para inverter essa situação, a Wintermute propõe dois possíveis cenários, ambos com riscos e oportunidades:
Cenário 1: Expansão do investimento institucional (mais provável)
Investidores institucionais que operam via ETFs e fundos de criptomoedas devem estar dispostos a ampliar seus ativos de investimento além de Bitcoin e Ethereum. Somente assim, o capital poderá rotacionar, e as moedas de competição poderão receber nova liquidez. Isso requer melhorias no ambiente regulatório e aumento do apetite ao risco por parte das instituições.
Cenário 2: Retorno massivo de investidores individuais (pouco provável)
Outro cenário possível é uma nova onda de investidores individuais trazendo capital fresco e estimulando a emissão de stablecoins em grande escala. Contudo, a Wintermute admite que a probabilidade de isso acontecer é baixa — afinal, o mercado vem se tornando cada vez mais profissionalizado e institucionalizado.
Como resultado, o padrão de “sufocamento de capital” nas moedas de competição provavelmente permanecerá a curto prazo. No domínio do capital institucional, a grande questão é se os investidores individuais conseguirão encontrar uma brecha, tornando-se a maior incógnita do mercado de criptomoedas em 2026.