Dilema do QE ilimitado — As políticas agressivas do Federal Reserve não conseguiram impedir a queda, mas os ativos criptográficos subiram de forma contrária

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Em março de 2020, o Federal Reserve dos Estados Unidos lançou uma medida de flexibilização quantitativa ilimitada sem precedentes, comprometendo-se a comprar títulos sem limite para estabilizar o mercado. No entanto, esta política radical, destinada a salvar o mercado, não conseguiu reverter a tendência de queda das ações como esperado, e em vez disso, provocou uma volatilidade anormal no mercado de criptomoedas. Qual será, afinal, a lógica subjacente por trás desta mudança de política?

A “aposta de risco total” do QE ilimitado do Federal Reserve

Antes da abertura do mercado de ações, o Federal Reserve anunciou a segunda rodada de ações de flexibilização, lançando a arma final do QE ilimitado. Esta política não só é de escala sem precedentes, como também rompeu com o limite de quantidade das flexibilizações quantitativas anteriores, simbolizando que, diante de uma crise de mercado, as autoridades não têm mais outros meios disponíveis. Após o anúncio, o dólar enfraqueceu-se, o preço internacional do ouro subiu, mas o sentimento de pânico no mercado permaneceu.

Os investidores começaram a preocupar-se: se o Federal Reserve enfrentar desafios financeiros ainda mais severos após o QE ilimitado, poderá ficar sem opções — uma situação de “bater na parede”. Essa preocupação com o espaço de manobra da política do banco central tornou-se uma das principais razões para a contínua queda do mercado.

Reação modesta dos mercados tradicionais, as ações ainda não pararam de cair

Apesar de o Federal Reserve ter lançado medidas de resgate sem precedentes, os três principais índices de ações dos EUA continuaram a cair após a abertura. O Dow Jones chegou a cair para 18.213,65 pontos, eliminando toda a valorização desde a eleição de Trump; o S&P 500 caiu 67,52 pontos, para 2.237,40 pontos; o Nasdaq caiu 18,84 pontos, para 6.860,67 pontos. O índice de medo do CBOE, VIX, ampliou sua alta para 7,8%, indicando que o sentimento de proteção contra riscos ainda é elevado.

A falha da política de QE ilimitado evidencia as limitações das ferramentas tradicionais de política monetária diante de riscos sistêmicos. A dificuldade na aprovação do pacote de estímulo de 2 trilhões de dólares para combater a pandemia, no Congresso dos EUA, agravou ainda mais as expectativas pessimistas dos investidores sobre o futuro da economia.

Ouro e Bitcoin emergem como alternativas

Ao contrário do mercado de ações, os ativos tradicionais de proteção, como o ouro, tiveram um desempenho destacado. Em abril, os contratos futuros de ouro fecharam em alta de 5,6%, atingindo 1.567,60 dólares por onça, marcando a maior alta diária de todos os tempos. Isso reflete a profunda preocupação dos investidores com o risco de desvalorização da moeda fiduciária.

Mais surpreendente ainda foi o desempenho do Bitcoin. Em apenas duas horas, o Bitcoin subiu de 5.800 dólares para 6.600 dólares, um aumento superior a 10%. Até o momento da publicação, a cotação já atingia 6.628,51 dólares. Segundo dados recentes, o Bitcoin atualmente está em torno de $89.94K, refletindo a crescente aceitação do mercado de ativos digitais como uma ferramenta de proteção contra a inflação.

Consenso do setor: o dilema da oferta e demanda com impressão ilimitada de dinheiro

O CEO da IOHK, Charles Hoskinson, responsável pelo desenvolvimento da blockchain Cardano, comentou no Twitter que a política de QE ilimitado do Federal Reserve é semelhante ao conhecido esquema de fraude OneCoin. Ele apontou que a prática de imprimir dinheiro sem limites possui uma lógica de “golpe” — uma oferta ilimitada sem respaldo de valor real.

Anthony Pompliano, cofundador da Morgan Creek Digital, declarou de forma franca: “A história nos ensina que, para a moeda, isso não é uma solução duradoura.” Sua opinião revela a crise fundamental das políticas monetárias tradicionais.

O CEO da Binance, Zhao Changpeng, abordou a questão sob a perspectiva dos fundamentos econômicos, perguntando: “Você já ouviu falar da relação entre ‘oferta, demanda e preço’? Quando você fornece de forma ilimitada, o que acontece com o preço?” Sua dúvida aponta diretamente para a fraqueza fatal da política de QE ilimitado — uma oferta infinita inevitavelmente leva à desvalorização da moeda.

Reflexão profunda: por que o QE ilimitado impulsiona ativos criptográficos

A razão fundamental pela qual o QE ilimitado do Federal Reserve impulsionou o Bitcoin e outros ativos digitais é a expectativa de perda de poder de compra da moeda. Quando o banco central imprime dinheiro sem limites, o valor de referência da moeda tradicional desaparece, levando os investidores a buscarem ativos com oferta fixa para se protegerem — como o ouro, e também o Bitcoin.

Esta mudança de política marca uma nova fase de reconhecimento do sistema financeiro tradicional em relação a novos ativos. Na era do QE ilimitado, as criptomoedas deixam de ser considerados ativos marginais e passam a ser ferramentas importantes na luta contra a inflação esperada. O mercado, por meio de ações, votou naqueles ativos com oferta limitada e valor independente, uma silenciosa protesto contra a política de flexibilização ilimitada.

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