Estados Unidos e Taiwan alcançam acordo comercial com os chips como epicentro

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Fonte: CritpoTendencia Título Original: Estados Unidos e Taiwan alcançam acordo comercial com os chips como epicentro Link Original: https://criptotendencia.com/2026/01/17/estados-unidos-y-taiwan-alcanzan-acuerdo-comercial-con-los-chips-como-epicentro-2/ O governo de Taiwan e a Casa Branca chegaram a um acordo comercial que reduz a carga das tarifas recíprocas impulsionadas pelo presidente Donald Trump.

O entendimento contempla uma diminuição das tarifas aplicadas às exportações da ilha, que passarão de 20% para um nível não superior a 15%. Em troca, Taipei compromete-se a realizar investimentos de grande escala destinados ao desenvolvimento do setor de semicondutores em território norte-americano.

Segundo um relatório recente da Nikkei Asia, representantes de ambas as partes teriam conseguido um ponto de equilíbrio nas suas relações comerciais. A redução das tarifas estaria compensada por investimentos estimados em torno de $250.000 milhões por parte de Taiwan.

O objetivo é ampliar a produção de chips, a capacidade vinculada à inteligência artificial e à geração de energia dentro dos Estados Unidos.

Este aspecto é fundamental para que os Estados Unidos mantenham a liderança na corrida tecnológica frente à China. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos afirmou que devem oferecer garantias de crédito de pelo menos $250.000 milhões para facilitar investimentos adicionais de empresas taiwanesas. Desde o órgão, acrescentaram que estas medidas contribuirão para a expansão de toda a cadeia de abastecimento e do ecossistema de semicondutores nos Estados Unidos.

Cabe destacar que a gigante taiwanesa TSMC já está avançando com investimentos de grande escala em solo norte-americano. De fato, no ano passado, a empresa anunciou um compromisso adicional de $100.000 milhões, o que reflete a determinação das autoridades taiwanesas de preservar relações estratégicas sólidas com Washington.

O acordo entre Taiwan e os EUA é de benefício mútuo

Embora Taiwan enfrente uma necessidade mais urgente de fechar um acordo comercial, os Estados Unidos também obtêm benefícios significativos.

Estes não se limitam unicamente à captação de investimentos e ao desenvolvimento de infraestrutura tecnológica, mas estendem-se ao plano geopolítico e à competição estratégica com a China. Tanto Taiwan quanto os Estados Unidos mantêm uma relação estreita orientada a conter a expansão da influência de Pequim.

Como é amplamente conhecido, Taiwan é considerado pela China como uma província que estabeleceu um governo próprio após a guerra civil entre o Partido Comunista e o Kuomintang. Desde então, a reunificação figura entre as prioridades do governo chinês, que sustenta que se trata de um processo inevitável.

Para evitar esse cenário, Taiwan depende em grande medida do respaldo de Washington, o que a impulsiona a buscar acordos comerciais e estratégicos com os Estados Unidos. No entanto, uma eventual reunificação não só teria consequências para Taiwan.

Para os Estados Unidos, implicaria que a China assumisse o controle da TSMC e, com isso, dos chips mais avançados do mundo, um desfecho que enfraqueceria de forma considerável a posição americana na competição tecnológica global.

Sob essa perspectiva, o acordo alcançado entre as autoridades de Taiwan e dos Estados Unidos apresenta-se como um elemento-chave para sustentar os vínculos que limitam a expansão da influência chinesa na região.

Por outro lado, destaca-se que este entendimento com Taiwan ocorre após negociações similares de Washington com países como Coreia do Sul e Japão, o que reforça uma estratégia regional mais ampla.

As relações com a China continental

Um aspecto relevante deste acordo é que reflete uma das facetas da política comercial da administração Trump na Ásia. Enquanto as negociações com Taiwan concluem com tarifas de 15% sobre suas exportações, a trégua comercial com a China continental continua vigente.

No entanto, apesar dessa trégua, as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos provenientes da China superam 47%. Este contraste evidencia que a relação comercial entre Washington e Pequim continua marcada por uma elevada tensão, com um cenário que parece propenso a novos episódios de atrito.

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