O Banco Popular da China realizou recentemente uma reunião de coordenação interdepartamental, reiterando a política de proibição de criptomoedas e continuando a combater atividades financeiras ilegais relacionadas. Esta foi a declaração pública mais significativa desde a proibição total de transações e mineração de criptomoedas em 2021, refletindo a contínua intensificação da supervisão regulatória na China.
Mudança de postura oficial: de proibição para prevenção ativa
A supervisão das criptomoedas na China já dura mais de uma década. Desde 2017, o Banco Central impôs uma proibição total sobre transações com moedas virtuais. A partir de 2021, o escopo da regulamentação foi ampliado para incluir também a mineração de criptomoedas. Desde então, vários departamentos têm combatido firmemente a especulação e negociação de criptomoedas, obtendo resultados visíveis.
No entanto, recentemente, devido a diversos fatores de mercado, fenômenos de especulação com criptomoedas começaram a ressurgir, e atividades ilegais relacionadas também aumentaram. A realização desta reunião é uma medida importante na nova conjuntura, demonstrando a postura proativa dos órgãos reguladores para prevenir problemas antes que eles ocorram. Os departamentos participantes incluem o Ministério da Segurança Pública, o Escritório Central de Informação na Internet, o Escritório Financeiro Central, o Supremo Tribunal Popular, entre outros 13 órgãos governamentais, evidenciando a grandeza do compromisso da China com esta questão.
Stablecoins: novo foco de atenção para lavagem de dinheiro e fraudes
Nesta declaração oficial, as stablecoins foram destacadas como objeto de atenção prioritária. O Banco Central apontou que as stablecoins apresentam múltiplos riscos e vulnerabilidades. Primeiramente, do ponto de vista de conformidade, as stablecoins “não conseguem atender efetivamente aos requisitos de identificação de clientes, combate à lavagem de dinheiro, entre outros”. Em segundo lugar, a característica de anonimato das stablecoins oferece um ambiente propício para atividades ilegais, como lavagem de dinheiro, fraudes de captação de recursos e transferências transfronteiriças ilícitas.
Esses riscos não são meramente especulativos. Nos últimos anos, ocorreram diversos casos de uso de stablecoins para movimentações ilegais de fundos, o que explica por que o Banco Central emitiu alertas específicos sobre elas. Os órgãos reguladores afirmaram que as unidades irão reforçar o compartilhamento de informações, aprimorar a capacidade de monitoramento e combater severamente atividades ilegais, ao mesmo tempo que protegem a segurança patrimonial do povo e mantêm a estabilidade do sistema financeiro.
Outro caminho: equilíbrio entre abertura e regulação em Hong Kong
Vale notar que, embora seja uma sociedade chinesa, Hong Kong tem seguido uma trajetória completamente diferente nos últimos dois anos. A cidade tem promovido ativamente o desenvolvimento da indústria de criptomoedas, estabelecendo um sistema completo de licenciamento para exchanges e emissores de stablecoins, atraindo várias empresas internacionais.
Essa diferença de política até chamou a atenção de grandes empresas do continente. Ant Group e JD.com já manifestaram interesse em emitir stablecoins denominadas em yuan em Hong Kong. No entanto, após declarações claras do Banco Central da China e do Escritório Nacional de Informação na Internet de que “não se deve continuar avançando”, ambas as empresas atualmente suspenderam temporariamente seus planos relacionados. Essa atitude reflete as prioridades das políticas regulatórias internas e revela que as linhas vermelhas para a supervisão de criptomoedas na China não podem ser ultrapassadas.
Direções futuras para a indústria de criptomoedas na China
De modo geral, a postura regulatória da China permanece firme: a proibição de criptomoedas não será relaxada, e a repressão às atividades financeiras ilegais continuará forte. Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores estão explorando outras vias de inovação tecnológica. Por exemplo, a tokenização de ativos reais (RWA) está sendo estudada, o que pode se tornar uma direção de desenvolvimento regulatório para o futuro do setor de criptomoedas na China.
Para os profissionais e investidores do mercado de criptomoedas na China, a mensagem principal desta declaração oficial é clara: dentro do quadro de políticas existente, qualquer tentativa de contornar a regulamentação ou de realizar atividades ilegais será severamente punida. Em vez de esperar por uma flexibilização das políticas, é melhor adaptar-se ativamente ao ambiente regulatório e buscar oportunidades de negócios conformes às regras.
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Regulamentação de criptomoedas na China reforçada: Banco Central reafirma proibição e foca nos riscos das stablecoins
O Banco Popular da China realizou recentemente uma reunião de coordenação interdepartamental, reiterando a política de proibição de criptomoedas e continuando a combater atividades financeiras ilegais relacionadas. Esta foi a declaração pública mais significativa desde a proibição total de transações e mineração de criptomoedas em 2021, refletindo a contínua intensificação da supervisão regulatória na China.
Mudança de postura oficial: de proibição para prevenção ativa
A supervisão das criptomoedas na China já dura mais de uma década. Desde 2017, o Banco Central impôs uma proibição total sobre transações com moedas virtuais. A partir de 2021, o escopo da regulamentação foi ampliado para incluir também a mineração de criptomoedas. Desde então, vários departamentos têm combatido firmemente a especulação e negociação de criptomoedas, obtendo resultados visíveis.
No entanto, recentemente, devido a diversos fatores de mercado, fenômenos de especulação com criptomoedas começaram a ressurgir, e atividades ilegais relacionadas também aumentaram. A realização desta reunião é uma medida importante na nova conjuntura, demonstrando a postura proativa dos órgãos reguladores para prevenir problemas antes que eles ocorram. Os departamentos participantes incluem o Ministério da Segurança Pública, o Escritório Central de Informação na Internet, o Escritório Financeiro Central, o Supremo Tribunal Popular, entre outros 13 órgãos governamentais, evidenciando a grandeza do compromisso da China com esta questão.
Stablecoins: novo foco de atenção para lavagem de dinheiro e fraudes
Nesta declaração oficial, as stablecoins foram destacadas como objeto de atenção prioritária. O Banco Central apontou que as stablecoins apresentam múltiplos riscos e vulnerabilidades. Primeiramente, do ponto de vista de conformidade, as stablecoins “não conseguem atender efetivamente aos requisitos de identificação de clientes, combate à lavagem de dinheiro, entre outros”. Em segundo lugar, a característica de anonimato das stablecoins oferece um ambiente propício para atividades ilegais, como lavagem de dinheiro, fraudes de captação de recursos e transferências transfronteiriças ilícitas.
Esses riscos não são meramente especulativos. Nos últimos anos, ocorreram diversos casos de uso de stablecoins para movimentações ilegais de fundos, o que explica por que o Banco Central emitiu alertas específicos sobre elas. Os órgãos reguladores afirmaram que as unidades irão reforçar o compartilhamento de informações, aprimorar a capacidade de monitoramento e combater severamente atividades ilegais, ao mesmo tempo que protegem a segurança patrimonial do povo e mantêm a estabilidade do sistema financeiro.
Outro caminho: equilíbrio entre abertura e regulação em Hong Kong
Vale notar que, embora seja uma sociedade chinesa, Hong Kong tem seguido uma trajetória completamente diferente nos últimos dois anos. A cidade tem promovido ativamente o desenvolvimento da indústria de criptomoedas, estabelecendo um sistema completo de licenciamento para exchanges e emissores de stablecoins, atraindo várias empresas internacionais.
Essa diferença de política até chamou a atenção de grandes empresas do continente. Ant Group e JD.com já manifestaram interesse em emitir stablecoins denominadas em yuan em Hong Kong. No entanto, após declarações claras do Banco Central da China e do Escritório Nacional de Informação na Internet de que “não se deve continuar avançando”, ambas as empresas atualmente suspenderam temporariamente seus planos relacionados. Essa atitude reflete as prioridades das políticas regulatórias internas e revela que as linhas vermelhas para a supervisão de criptomoedas na China não podem ser ultrapassadas.
Direções futuras para a indústria de criptomoedas na China
De modo geral, a postura regulatória da China permanece firme: a proibição de criptomoedas não será relaxada, e a repressão às atividades financeiras ilegais continuará forte. Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores estão explorando outras vias de inovação tecnológica. Por exemplo, a tokenização de ativos reais (RWA) está sendo estudada, o que pode se tornar uma direção de desenvolvimento regulatório para o futuro do setor de criptomoedas na China.
Para os profissionais e investidores do mercado de criptomoedas na China, a mensagem principal desta declaração oficial é clara: dentro do quadro de políticas existente, qualquer tentativa de contornar a regulamentação ou de realizar atividades ilegais será severamente punida. Em vez de esperar por uma flexibilização das políticas, é melhor adaptar-se ativamente ao ambiente regulatório e buscar oportunidades de negócios conformes às regras.