Ao mencionar os irmãos Winklevoss, muitas pessoas têm na cabeça a imagem do famoso filme «A Rede Social». Mas se ficarmos só nisso, subestimamos demasiado este par de gémeos. Cameron e Tyler passaram de fracassados das redes sociais a pioneiros no mercado de Bitcoin, testemunhando não só a ascensão dos ativos criptográficos, mas também, através de iniciativas como a bolsa Gemini e propostas de ETFs, tornando-se figuras-chave na regulamentação do setor. Esta transformação é considerada uma das histórias de reviravolta mais dramáticas na história do empreendedorismo tecnológico.
De campeões de remo a empreendedores tecnológicos: os primeiros passos dos irmãos Winklevoss
Os irmãos Winklevoss cresceram em Greenwich, uma zona abastada de Connecticut, EUA. O pai, Howard Winklevoss, era professor de atuária e fundador da empresa de tecnologia Winklevoss Technologies, o que lhes transmitiu o DNA tecnológico. Como típicos «gêmeos espelho», Tyler e Cameron têm personalidades complementares — Tyler é mais direito, Cameron mais esquerdo — e essa complementaridade nasceu e destacou-se desde o liceu, especialmente na prática de remo.
O talento deles no remo foi crescendo. Após entrarem na Harvard, juntaram-se à equipa de remo da universidade, conquistando títulos no campeonato nacional de duplas e no campeonato mundial. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, representaram os EUA na prova de duplas masculinas, terminando em sexto lugar. Foi esse espírito de luta que lhes deu a base psicológica para avançar para o empreendedorismo tecnológico.
A reviravolta no processo contra o Facebook: como a resolução de 65 milhões de dólares mudou vidas
Durante a Harvard, os irmãos Winklevoss tinham uma visão criativa que parecia destinada ao sucesso, mas o destino tinha outros planos. Em 2003, criaram uma rede social chamada ConnectU, convidando o colega Mark Zuckerberg para ser engenheiro. Contudo, Zuckerberg saiu pouco tempo depois para fundar o Facebook, que rapidamente se tornou o principal rede social mundial.
Enfurecidos, os irmãos Winklevoss processaram Zuckerberg em 2004, alegando que ele tinha roubado a sua ideia. A batalha legal durou anos e terminou em 2008, com um acordo de 65 milhões de dólares (a maior parte em ações). Apesar de o Facebook ter contra-argumentado alegando invasão de dados, o acordo foi fechado.
Este capítulo, que parecia um fracasso, continha na sua essência uma oportunidade. Os advogados sugeriram que eles desistissem do ConnectU e continuassem a ação, mas os irmãos decidiram aceitar o acordo. Hoje, as ações do Facebook que receberam valem quase 500 milhões de dólares. Mais importante, essa resolução deu-lhes o capital para a próxima aventura — que iria mudar completamente o seu percurso de vida.
A aposta de 2012: por que os irmãos Winklevoss apostaram tudo no Bitcoin
Se o episódio do Facebook lhes trouxe riqueza, a decisão de investir em Bitcoin em 2012 revelou a sua visão de futuro. Em agosto daquele ano, os irmãos estavam de férias na ilha de Ibiza, Espanha, quando foram abordados por um homem chamado David Azar. Este reconheceu-os e apresentou-lhes o Bitcoin e Charlie Shrem, fundador da BitInstant.
De regresso, receberam informações detalhadas sobre o Bitcoin e ficaram profundamente interessados. Num tempo em que os grandes nomes das finanças tradicionais zombavam da criptomoeda, eles tomaram uma decisão audaciosa: com os 11 milhões de dólares que receberam do acordo com o Facebook, compraram 120 mil Bitcoins, representando 1% da oferta circulante na altura.
Na altura, cada Bitcoin valia apenas 120 dólares. Este investimento foi considerado loucura por Silicon Valley e Wall Street, com muitas críticas. Mas os irmãos Winklevoss tinham uma lógica diferente. Cameron explicou numa entrevista: «O que realmente nos tocou foi o facto de o Bitcoin oferecer mais opções, independência e oportunidades. Para nós, era mais uma questão de usar uma nova oportunidade para criar um novo sistema, do que simplesmente destruir o antigo.»
Eles até viam a sua «ignorância» no setor financeiro como uma vantagem. A ausência de preconceitos tradicionais permitiu-lhes perceber com maior clareza o potencial do Bitcoin. Com o passar do tempo, o retorno deste investimento superou todas as expectativas.
Gemini e o caminho da regulamentação: de críticos a líderes
O investimento em Bitcoin de 2012 abriu as portas ao mundo cripto, mas os irmãos Winklevoss não se ficaram por aí. Em 2015, passaram de investidores a empreendedores, lançando a bolsa Gemini, com o objetivo de trazer mecanismos e regulamentação ao mercado de criptomoedas.
Desde o seu nascimento, a Gemini marcou uma nova era para as trocas de criptomoedas. Em 2016, foi a primeira a obter aprovação regulatória para negociar Ethereum, consolidando-se como pioneira. Em 2018, lançou o GUSD (Gemini Dollar), uma stablecoin apoiada pelo dólar, trazendo o sistema financeiro tradicional para o mundo blockchain.
Curiosamente, foi só em 2019 que o Facebook anunciou o seu projeto de stablecoin, Libra (depois renomeado Diem). Isto mostra que, enquanto a gigante tecnológica rejeitava a ideia do Winklevoss, agora estava atrasada na área de stablecoins.
Controvérsias e perseverança: a contribuição dos irmãos Winklevoss na indústria
A jornada dos irmãos Winklevoss no setor cripto não foi isenta de obstáculos. Investiram 1 milhão de dólares na BitInstant, esperando obter mais Bitcoins. Quando Charlie Shrem foi preso em 2014 por suspeitas de lavagem de dinheiro, a plataforma colapsou. Os irmãos acusaram Shrem de fraude e processaram-no em 2018, mas o caso foi arquivado em 2019.
Este revés revelou problemas do setor, mas reforçou a determinação dos irmãos Winklevoss em promover a regulamentação. O seu maior objetivo é lançar um ETF de Bitcoin, tentando integrar a criptomoeda nos canais de investimento tradicionais. Acreditam que, com um ETF regulamentado, os investidores comuns poderão participar com mais segurança, aumentando a adoção do Bitcoin.
Apesar de a SEC ter rejeitado duas vezes o seu pedido de ETF em 2018, eles não desistiram. Em várias ocasiões públicas, incluindo sessões de perguntas no Reddit, continuaram a reafirmar o seu compromisso com o ETF de Bitcoin.
De uma visão futurista à realidade atual
Numa entrevista inicial, Tyler Winklevoss afirmou ter uma visão ambiciosa: «Acreditamos que o Bitcoin vale mais que o ouro. Se estivermos certos, com o tempo, o valor de mercado do Bitcoin ultrapassará os cerca de 70 biliões de dólares do ouro.» Na altura, essa afirmação foi alvo de muitas dúvidas, mas o mercado foi confirmando.
Quando os irmãos Winklevoss compraram Bitcoin a 120 dólares em 2012, ninguém previa que a criptomoeda se tornaria uma parte importante na alocação de ativos global. Hoje, o Bitcoin já ultrapassa os 90 mil dólares, com uma valorização superior a 750 vezes. Além de uma pequena quantidade usada para lançar a Gemini, os irmãos continuam a manter a maior parte dos Bitcoins adquiridos inicialmente.
Segundo o «The New York Times», para garantir a segurança das chaves privadas, eles adotaram medidas extremas: imprimiram as chaves em papel, cortaram em pedaços e guardaram em cofres em todo o país. Apesar de parecer exagerado, reflete a sua firme convicção no valor a longo prazo do Bitcoin.
Nos últimos anos, os irmãos Winklevoss têm refletido sobre como impulsionar ainda mais a adoção do Bitcoin. Num artigo no site da Winklevoss Capital, previram que, com a inflação e políticas monetárias expansionistas, o Bitcoin pode chegar a valores entre 50 e 60 mil dólares. Além disso, a Gemini obteve, em 2024, aprovação regulatória no Reino Unido para operar, reforçando a sua posição como uma das principais bolsas globais.
Os evangelizadores e construtores do setor cripto
De estudantes de Harvard acusados pelo fundador do Facebook de serem «idiotas», a líderes de opinião no mundo das criptomoedas, os irmãos Winklevoss representam uma história de perseverança, visão e abertura a novas ideias. Não se deixaram abater pelo fracasso no processo contra o Facebook, antes transformaram a derrota em capital para recomeçar. Entraram no mercado cripto na altura em que mais eram desacreditados, e continuam firmes.
Embora muitas histórias de riqueza rápida no setor existam, poucos são os pioneiros que, como os Winklevoss, continuam a promover a regulamentação e a reforma do mercado. Através da Gemini, introduziram um quadro regulatório; com stablecoins, exploraram novas infraestruturas financeiras; e, com os ETFs, tentam quebrar as barreiras entre o tradicional e o inovador. Esses esforços podem ainda não dar resultados imediatos, mas estão a criar uma base sólida para que os ativos digitais passem de setor marginal a componente principal do sistema financeiro.
A história dos irmãos Winklevoss mostra que, por vezes, as escolhas rejeitadas pelo mundo podem ser as chaves para mudar vidas e setores. E é por isso que eles merecem ser lembrados.
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Da periferia do Vale do Silício ao centro da criptografia: Como os irmãos Winklevoss estão a remodelar o panorama do setor
Ao mencionar os irmãos Winklevoss, muitas pessoas têm na cabeça a imagem do famoso filme «A Rede Social». Mas se ficarmos só nisso, subestimamos demasiado este par de gémeos. Cameron e Tyler passaram de fracassados das redes sociais a pioneiros no mercado de Bitcoin, testemunhando não só a ascensão dos ativos criptográficos, mas também, através de iniciativas como a bolsa Gemini e propostas de ETFs, tornando-se figuras-chave na regulamentação do setor. Esta transformação é considerada uma das histórias de reviravolta mais dramáticas na história do empreendedorismo tecnológico.
De campeões de remo a empreendedores tecnológicos: os primeiros passos dos irmãos Winklevoss
Os irmãos Winklevoss cresceram em Greenwich, uma zona abastada de Connecticut, EUA. O pai, Howard Winklevoss, era professor de atuária e fundador da empresa de tecnologia Winklevoss Technologies, o que lhes transmitiu o DNA tecnológico. Como típicos «gêmeos espelho», Tyler e Cameron têm personalidades complementares — Tyler é mais direito, Cameron mais esquerdo — e essa complementaridade nasceu e destacou-se desde o liceu, especialmente na prática de remo.
O talento deles no remo foi crescendo. Após entrarem na Harvard, juntaram-se à equipa de remo da universidade, conquistando títulos no campeonato nacional de duplas e no campeonato mundial. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, representaram os EUA na prova de duplas masculinas, terminando em sexto lugar. Foi esse espírito de luta que lhes deu a base psicológica para avançar para o empreendedorismo tecnológico.
A reviravolta no processo contra o Facebook: como a resolução de 65 milhões de dólares mudou vidas
Durante a Harvard, os irmãos Winklevoss tinham uma visão criativa que parecia destinada ao sucesso, mas o destino tinha outros planos. Em 2003, criaram uma rede social chamada ConnectU, convidando o colega Mark Zuckerberg para ser engenheiro. Contudo, Zuckerberg saiu pouco tempo depois para fundar o Facebook, que rapidamente se tornou o principal rede social mundial.
Enfurecidos, os irmãos Winklevoss processaram Zuckerberg em 2004, alegando que ele tinha roubado a sua ideia. A batalha legal durou anos e terminou em 2008, com um acordo de 65 milhões de dólares (a maior parte em ações). Apesar de o Facebook ter contra-argumentado alegando invasão de dados, o acordo foi fechado.
Este capítulo, que parecia um fracasso, continha na sua essência uma oportunidade. Os advogados sugeriram que eles desistissem do ConnectU e continuassem a ação, mas os irmãos decidiram aceitar o acordo. Hoje, as ações do Facebook que receberam valem quase 500 milhões de dólares. Mais importante, essa resolução deu-lhes o capital para a próxima aventura — que iria mudar completamente o seu percurso de vida.
A aposta de 2012: por que os irmãos Winklevoss apostaram tudo no Bitcoin
Se o episódio do Facebook lhes trouxe riqueza, a decisão de investir em Bitcoin em 2012 revelou a sua visão de futuro. Em agosto daquele ano, os irmãos estavam de férias na ilha de Ibiza, Espanha, quando foram abordados por um homem chamado David Azar. Este reconheceu-os e apresentou-lhes o Bitcoin e Charlie Shrem, fundador da BitInstant.
De regresso, receberam informações detalhadas sobre o Bitcoin e ficaram profundamente interessados. Num tempo em que os grandes nomes das finanças tradicionais zombavam da criptomoeda, eles tomaram uma decisão audaciosa: com os 11 milhões de dólares que receberam do acordo com o Facebook, compraram 120 mil Bitcoins, representando 1% da oferta circulante na altura.
Na altura, cada Bitcoin valia apenas 120 dólares. Este investimento foi considerado loucura por Silicon Valley e Wall Street, com muitas críticas. Mas os irmãos Winklevoss tinham uma lógica diferente. Cameron explicou numa entrevista: «O que realmente nos tocou foi o facto de o Bitcoin oferecer mais opções, independência e oportunidades. Para nós, era mais uma questão de usar uma nova oportunidade para criar um novo sistema, do que simplesmente destruir o antigo.»
Eles até viam a sua «ignorância» no setor financeiro como uma vantagem. A ausência de preconceitos tradicionais permitiu-lhes perceber com maior clareza o potencial do Bitcoin. Com o passar do tempo, o retorno deste investimento superou todas as expectativas.
Gemini e o caminho da regulamentação: de críticos a líderes
O investimento em Bitcoin de 2012 abriu as portas ao mundo cripto, mas os irmãos Winklevoss não se ficaram por aí. Em 2015, passaram de investidores a empreendedores, lançando a bolsa Gemini, com o objetivo de trazer mecanismos e regulamentação ao mercado de criptomoedas.
Desde o seu nascimento, a Gemini marcou uma nova era para as trocas de criptomoedas. Em 2016, foi a primeira a obter aprovação regulatória para negociar Ethereum, consolidando-se como pioneira. Em 2018, lançou o GUSD (Gemini Dollar), uma stablecoin apoiada pelo dólar, trazendo o sistema financeiro tradicional para o mundo blockchain.
Curiosamente, foi só em 2019 que o Facebook anunciou o seu projeto de stablecoin, Libra (depois renomeado Diem). Isto mostra que, enquanto a gigante tecnológica rejeitava a ideia do Winklevoss, agora estava atrasada na área de stablecoins.
Controvérsias e perseverança: a contribuição dos irmãos Winklevoss na indústria
A jornada dos irmãos Winklevoss no setor cripto não foi isenta de obstáculos. Investiram 1 milhão de dólares na BitInstant, esperando obter mais Bitcoins. Quando Charlie Shrem foi preso em 2014 por suspeitas de lavagem de dinheiro, a plataforma colapsou. Os irmãos acusaram Shrem de fraude e processaram-no em 2018, mas o caso foi arquivado em 2019.
Este revés revelou problemas do setor, mas reforçou a determinação dos irmãos Winklevoss em promover a regulamentação. O seu maior objetivo é lançar um ETF de Bitcoin, tentando integrar a criptomoeda nos canais de investimento tradicionais. Acreditam que, com um ETF regulamentado, os investidores comuns poderão participar com mais segurança, aumentando a adoção do Bitcoin.
Apesar de a SEC ter rejeitado duas vezes o seu pedido de ETF em 2018, eles não desistiram. Em várias ocasiões públicas, incluindo sessões de perguntas no Reddit, continuaram a reafirmar o seu compromisso com o ETF de Bitcoin.
De uma visão futurista à realidade atual
Numa entrevista inicial, Tyler Winklevoss afirmou ter uma visão ambiciosa: «Acreditamos que o Bitcoin vale mais que o ouro. Se estivermos certos, com o tempo, o valor de mercado do Bitcoin ultrapassará os cerca de 70 biliões de dólares do ouro.» Na altura, essa afirmação foi alvo de muitas dúvidas, mas o mercado foi confirmando.
Quando os irmãos Winklevoss compraram Bitcoin a 120 dólares em 2012, ninguém previa que a criptomoeda se tornaria uma parte importante na alocação de ativos global. Hoje, o Bitcoin já ultrapassa os 90 mil dólares, com uma valorização superior a 750 vezes. Além de uma pequena quantidade usada para lançar a Gemini, os irmãos continuam a manter a maior parte dos Bitcoins adquiridos inicialmente.
Segundo o «The New York Times», para garantir a segurança das chaves privadas, eles adotaram medidas extremas: imprimiram as chaves em papel, cortaram em pedaços e guardaram em cofres em todo o país. Apesar de parecer exagerado, reflete a sua firme convicção no valor a longo prazo do Bitcoin.
Nos últimos anos, os irmãos Winklevoss têm refletido sobre como impulsionar ainda mais a adoção do Bitcoin. Num artigo no site da Winklevoss Capital, previram que, com a inflação e políticas monetárias expansionistas, o Bitcoin pode chegar a valores entre 50 e 60 mil dólares. Além disso, a Gemini obteve, em 2024, aprovação regulatória no Reino Unido para operar, reforçando a sua posição como uma das principais bolsas globais.
Os evangelizadores e construtores do setor cripto
De estudantes de Harvard acusados pelo fundador do Facebook de serem «idiotas», a líderes de opinião no mundo das criptomoedas, os irmãos Winklevoss representam uma história de perseverança, visão e abertura a novas ideias. Não se deixaram abater pelo fracasso no processo contra o Facebook, antes transformaram a derrota em capital para recomeçar. Entraram no mercado cripto na altura em que mais eram desacreditados, e continuam firmes.
Embora muitas histórias de riqueza rápida no setor existam, poucos são os pioneiros que, como os Winklevoss, continuam a promover a regulamentação e a reforma do mercado. Através da Gemini, introduziram um quadro regulatório; com stablecoins, exploraram novas infraestruturas financeiras; e, com os ETFs, tentam quebrar as barreiras entre o tradicional e o inovador. Esses esforços podem ainda não dar resultados imediatos, mas estão a criar uma base sólida para que os ativos digitais passem de setor marginal a componente principal do sistema financeiro.
A história dos irmãos Winklevoss mostra que, por vezes, as escolhas rejeitadas pelo mundo podem ser as chaves para mudar vidas e setores. E é por isso que eles merecem ser lembrados.