A polícia de Hong Kong realizou recentemente uma conferência de imprensa, divulgando os últimos avanços na investigação do caso Jpex. Nesta operação, foram apresentadas acusações contra 16 indivíduos envolvidos, incluindo os principais membros do grupo de fraude, responsáveis por negociações OTC e vários influenciadores KOL. De acordo com estatísticas, a polícia recebeu mais de 2.700 denúncias, envolvendo um valor total de 1,616 mil milhões de HKD, e congelou ativos relacionados no valor de aproximadamente 228 milhões de HKD.
Lista de acusações divulgada: diferentes papéis enfrentam diferentes crimes
O Comandante da Divisão de Investigação de Crimes Comerciais da polícia de Hong Kong, Huang Zhenyu, afirmou na conferência que as ações de acusação relacionadas ao caso Jpex envolvem múltiplos níveis de indivíduos envolvidos. Entre eles, 6 membros centrais do grupo de fraude foram acusados de conspiração para fraude, lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, entre outros crimes; outros 7 indivíduos ligados a OTC e influenciadores KOL foram acusados de fraude e lavagem de dinheiro; e 3 titulares de contas fantoche foram acusados de lavagem de dinheiro.
As vítimas dessas acusações incluem influenciadores conhecidos como Lin Zuo e Chen Yi, que participaram na promoção como KOL e acabaram por se tornar envolvidos no caso. As vítimas podem recuperar os ativos através de ações civis, embora a eficiência e a taxa de sucesso ainda precisem de observação adicional.
Inovação legal: primeira aplicação do «crime de fraude em ativos virtuais»
O marco mais significativo do caso é que a polícia de Hong Kong utilizou pela primeira vez, para acusações, o artigo 53ZRG do Capítulo 615 da Lei de Hong Kong, que entrou em vigor a 1 de abril de 2023. Este artigo trata de «fraude por indução a investir em ativos virtuais de forma enganosa ou sem fundamento», e uma condenação pode resultar numa multa de 1 milhão de HKD e prisão por 7 anos.
O lançamento desta nova legislação marca um aumento na força de atuação da Hong Kong contra fraudes em ativos virtuais. O caso Jpex é o primeiro grande exemplo de aplicação desta nova lei, estabelecendo um precedente legal para futuros casos de fraude em criptomoedas.
Perseguição internacional: 3 principais suspeitos continuam foragidos, mandados de captura permanecem ativos
A polícia de Hong Kong colaborou com a INTERPOL, emitindo mandados de captura vermelhos contra 3 principais suspeitos e membros-chave foragidos. Entre eles, o fundador do JPEX, Huang Zhenjie (Bishao), e seu ex-assistente Mo Junting, que ainda estão na lista de procurados internacionalmente.
De acordo com o site da INTERPOL, o mandado de captura vermelho contra Huang Zhenjie ainda é válido, o que significa que a busca pelo caso Jpex se expandiu para o âmbito internacional. A polícia afirmou que não descarta a possibilidade de mais pessoas serem acusadas no futuro, e apela às vítimas que ainda não tenham sido contactadas ou que tenham decidido não prosseguir com investigações, para que forneçam informações às autoridades.
Assistência às vítimas e perspectivas futuras
Segundo dados do Departamento de Segurança de Hong Kong, até o momento do progresso do caso, foram registradas 2.636 denúncias relacionadas ao caso Jpex. Destas, 666 pessoas optaram por não prosseguir; 659 não puderam ser contactadas; e 1.311 já prestaram depoimentos. Entre os ativos congelados pela polícia, cerca de 14,5 milhões de HKD estão em criptomoedas, enquanto o restante inclui propriedades, carros de luxo, saldos bancários, entre outros.
Para que as vítimas possam recuperar seus ativos, o Comandante Huang Zhenyu recomenda consultar aconselhamento jurídico e proceder através de ações civis. Ao mesmo tempo, a polícia de Hong Kong afirmou que continuará colaborando com a INTERPOL, na esperança de levar todos os envolvidos à justiça. O andamento contínuo do caso Jpex apresenta novos desafios para a regulamentação e supervisão do setor de ativos virtuais.
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«Caso Jpex» Novo desenvolvimento: polícia de Hong Kong acusa 16 pessoas envolvidas, 3 líderes principais estão a ser procurados internacionalmente
A polícia de Hong Kong realizou recentemente uma conferência de imprensa, divulgando os últimos avanços na investigação do caso Jpex. Nesta operação, foram apresentadas acusações contra 16 indivíduos envolvidos, incluindo os principais membros do grupo de fraude, responsáveis por negociações OTC e vários influenciadores KOL. De acordo com estatísticas, a polícia recebeu mais de 2.700 denúncias, envolvendo um valor total de 1,616 mil milhões de HKD, e congelou ativos relacionados no valor de aproximadamente 228 milhões de HKD.
Lista de acusações divulgada: diferentes papéis enfrentam diferentes crimes
O Comandante da Divisão de Investigação de Crimes Comerciais da polícia de Hong Kong, Huang Zhenyu, afirmou na conferência que as ações de acusação relacionadas ao caso Jpex envolvem múltiplos níveis de indivíduos envolvidos. Entre eles, 6 membros centrais do grupo de fraude foram acusados de conspiração para fraude, lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, entre outros crimes; outros 7 indivíduos ligados a OTC e influenciadores KOL foram acusados de fraude e lavagem de dinheiro; e 3 titulares de contas fantoche foram acusados de lavagem de dinheiro.
As vítimas dessas acusações incluem influenciadores conhecidos como Lin Zuo e Chen Yi, que participaram na promoção como KOL e acabaram por se tornar envolvidos no caso. As vítimas podem recuperar os ativos através de ações civis, embora a eficiência e a taxa de sucesso ainda precisem de observação adicional.
Inovação legal: primeira aplicação do «crime de fraude em ativos virtuais»
O marco mais significativo do caso é que a polícia de Hong Kong utilizou pela primeira vez, para acusações, o artigo 53ZRG do Capítulo 615 da Lei de Hong Kong, que entrou em vigor a 1 de abril de 2023. Este artigo trata de «fraude por indução a investir em ativos virtuais de forma enganosa ou sem fundamento», e uma condenação pode resultar numa multa de 1 milhão de HKD e prisão por 7 anos.
O lançamento desta nova legislação marca um aumento na força de atuação da Hong Kong contra fraudes em ativos virtuais. O caso Jpex é o primeiro grande exemplo de aplicação desta nova lei, estabelecendo um precedente legal para futuros casos de fraude em criptomoedas.
Perseguição internacional: 3 principais suspeitos continuam foragidos, mandados de captura permanecem ativos
A polícia de Hong Kong colaborou com a INTERPOL, emitindo mandados de captura vermelhos contra 3 principais suspeitos e membros-chave foragidos. Entre eles, o fundador do JPEX, Huang Zhenjie (Bishao), e seu ex-assistente Mo Junting, que ainda estão na lista de procurados internacionalmente.
De acordo com o site da INTERPOL, o mandado de captura vermelho contra Huang Zhenjie ainda é válido, o que significa que a busca pelo caso Jpex se expandiu para o âmbito internacional. A polícia afirmou que não descarta a possibilidade de mais pessoas serem acusadas no futuro, e apela às vítimas que ainda não tenham sido contactadas ou que tenham decidido não prosseguir com investigações, para que forneçam informações às autoridades.
Assistência às vítimas e perspectivas futuras
Segundo dados do Departamento de Segurança de Hong Kong, até o momento do progresso do caso, foram registradas 2.636 denúncias relacionadas ao caso Jpex. Destas, 666 pessoas optaram por não prosseguir; 659 não puderam ser contactadas; e 1.311 já prestaram depoimentos. Entre os ativos congelados pela polícia, cerca de 14,5 milhões de HKD estão em criptomoedas, enquanto o restante inclui propriedades, carros de luxo, saldos bancários, entre outros.
Para que as vítimas possam recuperar seus ativos, o Comandante Huang Zhenyu recomenda consultar aconselhamento jurídico e proceder através de ações civis. Ao mesmo tempo, a polícia de Hong Kong afirmou que continuará colaborando com a INTERPOL, na esperança de levar todos os envolvidos à justiça. O andamento contínuo do caso Jpex apresenta novos desafios para a regulamentação e supervisão do setor de ativos virtuais.