O presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Peng Jinlong, apresentou recentemente um relatório especial ao Conselho de Finanças, anunciando que a supervisão de ativos virtuais entrará numa nova fase. Apesar de atualmente adotar uma estratégia gradual, cautelosa e amigável, com o avanço da Lei de Serviços de Ativos Virtuais, a supervisão dos operadores de criptomoedas pela Comissão de Valores Mobiliários será significativamente reforçada, e no futuro será implementado um padrão de “supervisão rigorosa” semelhante ao das instituições financeiras tradicionais. Essa mudança marca uma nova era de maior regulamentação e institucionalização do mercado de ativos virtuais em Taiwan.
De registro a supervisão por licença: elevação completa do nível regulatório
Atualmente, o mercado de ativos virtuais ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Segundo estatísticas, menos de 5% da população de Taiwan possui criptomoedas, muito abaixo da taxa de penetração de 10 a 15% nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Apesar do grande potencial de crescimento, a Comissão de Valores Mobiliários enfatiza que o mercado de ativos virtuais ainda é um “mercado em desenvolvimento”, e não atingiu o grau de maturidade dos mercados financeiros tradicionais.
Com essa compreensão, a postura da Comissão é de “não ser precipitada, mas também não querer ficar para trás”. Atualmente, 9 operadores de serviços de ativos virtuais (VASP) já foram aprovados e incorporados ao sistema regulatório. Após a aprovação da legislação específica, a Comissão de Valores Mobiliários passará a tratar os operadores de ativos virtuais como “instituições financeiras similares” e a submetê-los a uma supervisão rigorosa. Isso significa que, no futuro, os operadores precisarão atender a requisitos de capital mais rigorosos, estabelecer mecanismos internos de auditoria e controle, e manter uma situação financeira que atenda a certos padrões.
Os mecanismos de prevenção de fraudes também serão significativamente fortalecidos. As regulamentações atuais exigem apenas “interconexão de informações entre as empresas”, mas após a implementação da nova lei, essa exigência será ampliada para “relatórios de interconexão entre setores”, formando uma rede de monitoramento intersetorial.
Reforço na prevenção à lavagem de dinheiro: 11 operadores multados neste ano
A prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo é uma prioridade de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. De acordo com os resultados das inspeções, este ano a comissão realizou auditorias em 12 operadores de ativos virtuais, identificando várias falhas na prevenção à lavagem de dinheiro, combate ao financiamento do terrorismo e controle de armas.
A Comissão de Valores Mobiliários, por sua vez, emitiu multas aos operadores infratores com base nas recomendações do órgão de inspeção. Até agora, 11 operadores foram multados, totalizando mais de 13 milhões de dólares taiwaneses em penalidades. Essas ações refletem a postura firme da comissão em relação à disciplina de mercado, além de servir como um importante lembrete para os operadores de criptomoedas sobre a importância de conformidade.
Estrutura completa de 8 subleis: implementação nos próximos 12 meses
Se a Lei de Serviços de Ativos Virtuais for aprovada sem obstáculos, a Comissão de Valores Mobiliários deverá concluir, até o primeiro semestre do próximo ano, a elaboração de 8 subleis de apoio. Destas, 7 serão especificamente voltadas para os operadores de ativos virtuais, abrangendo uma vasta gama de aspectos.
Essas 7 subleis tratarão de procedimentos de constituição de empresas, padrões de gestão financeira, mecanismos internos de auditoria e controle, manutenção de segurança da informação, regulamentos de terceirização, prevenção de fraudes e mecanismos de tratamento de transações anômalas. Além disso, no futuro, os VASP deverão implementar um rigoroso sistema de segregação de ativos, garantindo a separação entre os ativos dos clientes e os próprios ativos da empresa, além de estabelecer sistemas de garantia e fideicomisso para fortalecer a proteção dos investidores.
A Comissão também promoverá a autorregulação das associações do setor, ajudando a consolidar a ordem do mercado e formando um mecanismo de cooperação entre os órgãos reguladores e os participantes do mercado.
Regulação de stablecoins em breve: prioridade para bancos emissores
A mais notável das 8 subleis é a regulamentação da emissão e gestão de stablecoins. Como uma ferramenta importante no ecossistema de criptomoedas, o quadro regulatório para stablecoins abrangerá a qualificação dos emissores, requisitos mínimos de capital social, procedimentos de solicitação, tipos de stablecoins permitidos, restrições de uso, motivos para revogação de licença, além de requisitos de ativos de reserva e auditorias periódicas.
O processo de emissão e resgate de stablecoins também será regulamentado, estabelecendo padrões operacionais claros. A Comissão de Valores Mobiliários inicialmente prefere que bancos com capacidade suficiente de ativos de reserva sejam os principais emissores de stablecoins, para garantir a confiabilidade e a capacidade de conversão dessas moedas.
Com o avanço da Lei de Serviços de Ativos Virtuais, o nível de supervisão da comissão será oficialmente elevado do atual “registro de prevenção à lavagem de dinheiro” para uma “supervisão por licença”, abrangendo também áreas como proteção do usuário, estabilidade financeira e equidade de mercado. Simultaneamente, a comissão fortalecerá os mecanismos de inspeção financeira e de proteção contra fraudes, garantindo que os riscos de mercado sejam controlados, as transações seguras e os investidores protegidos, criando um ambiente de negociação de criptomoedas mais seguro e transparente.
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A Comissão de Valores Mobiliários reforça a supervisão de criptomoedas, levando os ativos virtuais para a era das atividades licenciadas
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Peng Jinlong, apresentou recentemente um relatório especial ao Conselho de Finanças, anunciando que a supervisão de ativos virtuais entrará numa nova fase. Apesar de atualmente adotar uma estratégia gradual, cautelosa e amigável, com o avanço da Lei de Serviços de Ativos Virtuais, a supervisão dos operadores de criptomoedas pela Comissão de Valores Mobiliários será significativamente reforçada, e no futuro será implementado um padrão de “supervisão rigorosa” semelhante ao das instituições financeiras tradicionais. Essa mudança marca uma nova era de maior regulamentação e institucionalização do mercado de ativos virtuais em Taiwan.
De registro a supervisão por licença: elevação completa do nível regulatório
Atualmente, o mercado de ativos virtuais ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Segundo estatísticas, menos de 5% da população de Taiwan possui criptomoedas, muito abaixo da taxa de penetração de 10 a 15% nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Apesar do grande potencial de crescimento, a Comissão de Valores Mobiliários enfatiza que o mercado de ativos virtuais ainda é um “mercado em desenvolvimento”, e não atingiu o grau de maturidade dos mercados financeiros tradicionais.
Com essa compreensão, a postura da Comissão é de “não ser precipitada, mas também não querer ficar para trás”. Atualmente, 9 operadores de serviços de ativos virtuais (VASP) já foram aprovados e incorporados ao sistema regulatório. Após a aprovação da legislação específica, a Comissão de Valores Mobiliários passará a tratar os operadores de ativos virtuais como “instituições financeiras similares” e a submetê-los a uma supervisão rigorosa. Isso significa que, no futuro, os operadores precisarão atender a requisitos de capital mais rigorosos, estabelecer mecanismos internos de auditoria e controle, e manter uma situação financeira que atenda a certos padrões.
Os mecanismos de prevenção de fraudes também serão significativamente fortalecidos. As regulamentações atuais exigem apenas “interconexão de informações entre as empresas”, mas após a implementação da nova lei, essa exigência será ampliada para “relatórios de interconexão entre setores”, formando uma rede de monitoramento intersetorial.
Reforço na prevenção à lavagem de dinheiro: 11 operadores multados neste ano
A prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo é uma prioridade de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. De acordo com os resultados das inspeções, este ano a comissão realizou auditorias em 12 operadores de ativos virtuais, identificando várias falhas na prevenção à lavagem de dinheiro, combate ao financiamento do terrorismo e controle de armas.
A Comissão de Valores Mobiliários, por sua vez, emitiu multas aos operadores infratores com base nas recomendações do órgão de inspeção. Até agora, 11 operadores foram multados, totalizando mais de 13 milhões de dólares taiwaneses em penalidades. Essas ações refletem a postura firme da comissão em relação à disciplina de mercado, além de servir como um importante lembrete para os operadores de criptomoedas sobre a importância de conformidade.
Estrutura completa de 8 subleis: implementação nos próximos 12 meses
Se a Lei de Serviços de Ativos Virtuais for aprovada sem obstáculos, a Comissão de Valores Mobiliários deverá concluir, até o primeiro semestre do próximo ano, a elaboração de 8 subleis de apoio. Destas, 7 serão especificamente voltadas para os operadores de ativos virtuais, abrangendo uma vasta gama de aspectos.
Essas 7 subleis tratarão de procedimentos de constituição de empresas, padrões de gestão financeira, mecanismos internos de auditoria e controle, manutenção de segurança da informação, regulamentos de terceirização, prevenção de fraudes e mecanismos de tratamento de transações anômalas. Além disso, no futuro, os VASP deverão implementar um rigoroso sistema de segregação de ativos, garantindo a separação entre os ativos dos clientes e os próprios ativos da empresa, além de estabelecer sistemas de garantia e fideicomisso para fortalecer a proteção dos investidores.
A Comissão também promoverá a autorregulação das associações do setor, ajudando a consolidar a ordem do mercado e formando um mecanismo de cooperação entre os órgãos reguladores e os participantes do mercado.
Regulação de stablecoins em breve: prioridade para bancos emissores
A mais notável das 8 subleis é a regulamentação da emissão e gestão de stablecoins. Como uma ferramenta importante no ecossistema de criptomoedas, o quadro regulatório para stablecoins abrangerá a qualificação dos emissores, requisitos mínimos de capital social, procedimentos de solicitação, tipos de stablecoins permitidos, restrições de uso, motivos para revogação de licença, além de requisitos de ativos de reserva e auditorias periódicas.
O processo de emissão e resgate de stablecoins também será regulamentado, estabelecendo padrões operacionais claros. A Comissão de Valores Mobiliários inicialmente prefere que bancos com capacidade suficiente de ativos de reserva sejam os principais emissores de stablecoins, para garantir a confiabilidade e a capacidade de conversão dessas moedas.
Com o avanço da Lei de Serviços de Ativos Virtuais, o nível de supervisão da comissão será oficialmente elevado do atual “registro de prevenção à lavagem de dinheiro” para uma “supervisão por licença”, abrangendo também áreas como proteção do usuário, estabilidade financeira e equidade de mercado. Simultaneamente, a comissão fortalecerá os mecanismos de inspeção financeira e de proteção contra fraudes, garantindo que os riscos de mercado sejam controlados, as transações seguras e os investidores protegidos, criando um ambiente de negociação de criptomoedas mais seguro e transparente.