Observação da transformação da indústria de mineração de Bitcoin: da competição energética à diferenciação de valor de mercado impulsionada por IA

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2025年的尾声见证ou uma profunda transformação na mineração de ativos digitais. Em comparação com o modelo tradicional de mineração de Bitcoin, a indústria evoluiu para um ecossistema composto por “energia + poder de processamento + AI”. Até o momento, o preço do BTC oscila na faixa de $90,41K, tendo ajustado o pico histórico de aproximadamente 126 mil dólares atingido em outubro de 2025, mas este é exatamente o momento ideal para avaliar as estratégias das empresas de mineração — aquelas que já migraram para negócios de AI e as que permanecem focadas na mineração de Bitcoin, cuja capitalização de mercado já se ampliou várias vezes.

De mineração de Bitcoin a cálculo de AI: a divisão estratégica das mineradoras

A indústria já se segmentou claramente em dois campos, refletindo opiniões distintas sobre os futuros caminhos de lucratividade.

Campo baseado em Bitcoin mantém a rota tradicional, com empresas como MARA Holdings (poder de processamento de 60,4 EH/s), CleanSpark (50 EH/s) e Riot Platforms (36,6 EH/s). Essas empresas concentram suas operações na mineração de Bitcoin, com uma escala de poder de processamento considerável, mas enfrentando limites em valor de mercado e desempenho de mercado. A capitalização da MARA é de US$3,8 bilhões, com uma queda de 7% no último ano; a CleanSpark vale US$2,86 bilhões, apresentando bom desempenho, mas com crescimento significativamente inferior ao de seus pares.

Campo de transição para AI já percebeu as mudanças, com empresas como IREN Ltd, Core Scientific e Cipher Mining remodelando o cenário competitivo. Apesar de a IREN ter apenas 50 EH/s de poder de processamento — similar ao da MARA — sua capitalização de mercado chega a US$10,37 bilhões, mais de 2-3 vezes superior às mineradoras tradicionais. Core Scientific (19,3 EH/s) vale US$4,5 bilhões, e Cipher Mining (23,6 EH/s) vale US$5,7 bilhões. Essas três empresas já firmaram contratos de grande porte com Microsoft, AWS, CoreWeave e outros fornecedores de infraestrutura de AI, mudando fundamentalmente sua estrutura de receita.

Essa diferenciação não é por acaso, mas uma avaliação racional do mercado sobre diferentes modelos de negócio.

O que está por trás dos resultados financeiros: quem lidera essa transformação

Os dados revelam claramente as diferenças operacionais entre esses dois tipos de empresas.

Receita: IREN reportou US$240,3 milhões no último trimestre, um crescimento de 355% em relação ao mesmo período do ano anterior, muito acima de MARA com US$252,4 milhões (crescimento de 92%) e Riot com US$180,2 milhões (112%). Embora a receita absoluta da MARA seja ligeiramente maior, a disparidade no crescimento demonstra o potencial explosivo do negócio de AI.

Lucros: Ainda mais revelador. O lucro líquido da IREN foi de US$384,6 milhões, com um índice P/L de 18,9; CleanSpark lucrou US$364,5 milhões, P/L de 12,7; enquanto a MARA teve um lucro de apenas US$123,1 milhões, com P/L de 21,6. Isso indica que investidores estão dispostos a pagar mais por cada dólar de lucro da MARA, refletindo preocupações com seu potencial de crescimento.

Desempenho de mercado: mais direto. Desde o início do ano, a IREN subiu 267%, liderando o setor; Bitfarms subiu 90%, Hut 8 subiu 85% — todas empresas com negócios de AI. Em contrapartida, a mineradora tradicional MARA caiu 7%, formando um contraste marcante.

Eficiência e ativos como fundamentos de sobrevivência

À medida que a capacidade de mineração de Bitcoin global ultrapassa 1000 EH/s, a eficiência das máquinas (J/TH) tornou-se um indicador crucial de sobrevivência. Quando o poder de processamento da rede se concentra, a margem de lucro por unidade de poder de processamento diminui, e apenas as frotas mais eficientes podem sobreviver em mercados em baixa.

A eficiência da IREN é de 15 J/TH, da CleanSpark é de 16,07 J/TH, formando a primeira linha de frente. Hut 8 (16,3 J/TH) também não fica atrás. Riot (20,5 J/TH) e Core Scientific (24,8 J/TH) estão em níveis médios, indicando que, sob o mesmo custo de energia, seus custos de mineração são mais altos, limitando suas margens de lucro.

Recursos energéticos tornaram-se ativos estratégicos centrais. A IREN possui uma reserva de 3 GW de energia, um número crucial porque sustenta não só as operações atuais de mineração, mas também reserva capacidade suficiente para expansão de negócios de AI. Em contraste, a configuração de energia das mineradoras tradicionais é mais voltada à otimização da mineração de Bitcoin, com suporte limitado para negócios de AI.

Custos e riscos da transformação

A realização desses ambiciosos planos de transformação exige capital massivo. Em 2025, a onda de financiamento na indústria foi significativa. A IREN levantou US$1 bilhão e US$2,3 bilhões em títulos conversíveis, enquanto empresas como CleanSpark e Bitfarms também realizaram captações em grande escala. Esses recursos foram direcionados para construção de data centers, atualização de infraestrutura de AI, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Embora o financiamento resolva a necessidade de liquidez imediata, também traz riscos de diluição acionária. Ao emitir novas ações ou títulos conversíveis, os acionistas existentes veem suas participações diluídas. Em mercados em alta, esse risco é menos perceptível, mas em cenário de baixa, o endividamento elevado pode se tornar o último prego no caixão.

2026: período de avaliação dos resultados da transformação

Para o próximo ano, três variáveis principais merecem atenção.

Primeiro, contratos de AI entrando na fase de receita. Os contratos de US$9,7 bilhões com Microsoft e de US$5,5 bilhões com AWS, ambos com duração de 15 anos, começarão a gerar receita substancial neste ano. O mercado observará se essas empresas realmente possuem capacidade operacional para data centers de nível Tier 3/Tier 4 e se conseguem converter o valor dos contratos em lucros reais.

Segundo, aceleração da consolidação do setor. Pequenas mineradoras, devido à escala e custos de produção, já se tornaram alvos potenciais de aquisição. Empresas como Bitfarms estão na mira de grandes players. Espera-se que ocorram várias fusões e aquisições neste ano, aumentando ainda mais a concentração do setor.

Terceiro, maior importância da conformidade ESG. Mineradoras com foco em energias renováveis (como IREN e CleanSpark) receberão mais apoio político na Europa e América do Norte, enquanto as que dependem de combustíveis fósseis enfrentarão maior pressão regulatória. Essa tendência se intensificará em 2026.

Perspectiva de investimento e escolhas diferenciadas

Investidores com diferentes perfis de risco podem adotar estratégias distintas:

Rota de crescimento agressivo: foco em IREN e Core Scientific. Ambas têm exposição dupla a Bitcoin e AI, com múltiplas fontes de receita e potencial de crescimento elevado. Contudo, enfrentam riscos de execução, diluição acionária e volatilidade de mercado.

Rota de valor mais conservadora: foco na CleanSpark. Como uma mineradora pura, com uma frota eficiente e fluxo de caixa estável, oferece menor volatilidade e maior segurança para investidores que buscam retorno consistente.

Aposta alavancada em Bitcoin: foco na MARA Holdings. Como uma das maiores alavancas de preço do Bitcoin, seu valor de mercado é altamente correlacionado ao BTC. Investidores otimistas com o preço do BTC podem usar a MARA para multiplicar ganhos, assumindo alta volatilidade.

Alocação defensiva: foco na Cipher Mining. Contratos de longo prazo com AWS proporcionam fluxo de caixa estável, com forte previsibilidade de negócios, sendo uma escolha adequada para investidores avessos ao risco.

Conclusão: a nova era da competitividade

O fim de 2025 marca a transição da mineração de ativos digitais de uma fase de crescimento desorganizado para uma era industrial. A mineração de Bitcoin, que antes dependia de poder de processamento e arbitragem de custos energéticos, perde sua vantagem competitiva única. Agora, a competição se dá em múltiplas dimensões — qualidade da infraestrutura energética, capacidade de execução na transição para AI, eficiência operacional e sensibilidade às mudanças regulatórias e de mercado.

Empresas que permanecem na mineração tradicional de Bitcoin não estão condenadas ao fracasso, mas precisam otimizar ao máximo eficiência, custos e escala. As que investem na transição para AI enfrentam incertezas adicionais — se os contratos serão cumpridos, se as equipes técnicas serão capazes, se a gestão acompanhará as demandas. O ano de 2026 será o verdadeiro período de avaliação dessas estratégias, com o mercado fazendo julgamentos de forma direta.

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