Fonte: Coindoo
Título Original: EU Considers €93B Tariffs in Response to Trump Threat
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Uma nova disputa comercial está a tomar forma entre Bruxelas e Washington, com os responsáveis europeus a preparar discretamente contramedidas à medida que a pressão aumenta por parte da Casa Branca.
Nos bastidores em Bruxelas, os diplomatas da UE estão a reavaliar até que ponto o bloco está disposto a avançar após o Presidente Donald Trump ameaçar impor novas tarifas a países europeus selecionados. As medidas propostas afetariam as importações de oito países da UE com uma sobretaxa de 10% a partir de 1 de fevereiro, uma ação relacionada com disputas envolvendo a Groenlândia.
Principais pontos
A UE está a preparar possíveis contramedidas em resposta às novas ameaças tarifárias dos EUA.
As opções incluem reativar tarifas retaliatórias de €93 mil milhões e usar o instrumento anti-coerção da UE.
As tensões comerciais em curso estão a colocar em risco um acordo comercial mais amplo entre a UE e os EUA.
Em vez de reagir imediatamente, as capitais europeias estão a ponderar várias respostas, que vão desde tarifas convencionais até ferramentas legais e económicas muito mais agressivas.
Armas antigas, novo contexto
Uma opção que está a ganhar nova atenção é a reativação de tarifas retaliatórias sobre bens americanos no valor de aproximadamente €93 mil milhões. Essas tarifas foram aprovadas politicamente no ano passado, mas foram suspensas após ambas as partes alcançarem um entendimento comercial temporário. Essa trégua agora parece cada vez mais frágil.
Ao mesmo tempo, os responsáveis da UE estão a debater se devem ou não usar o instrumento anti-coerção do bloco — um mecanismo poderoso e raramente discutido, projetado para combater a pressão económica de governos estrangeiros. O Presidente francês Emmanuel Macron afirmou publicamente que a ferramenta deve ser considerada, sinalizando uma mudança para uma postura mais dura em comparação com confrontos anteriores.
O acordo comercial está pendurado
A ameaça de tarifas também está a complicar as relações comerciais mais amplas entre a UE e os EUA. Os legisladores europeus indicaram que podem atrasar a aprovação de um acordo comercial pendente, argumentando que avançar sob a sombra de novas tarifas dos EUA enfraqueceria a influência da Europa.
Se a ratificação for travada, isso poderá remover uma das últimas barreiras que impedem a UE de ativar o pacote de retaliação previamente aprovado, aumentando o risco de uma disputa comercial transatlântica mais ampla.
Uma linha mais dura de Bruxelas
Os responsáveis envolvidos nas discussões afirmam que nenhuma decisão final foi tomada, mas o tom claramente mudou. Em vez de tentarem desescalar as tensões, os governos europeus estão agora focados na dissuasão e na preparação.
O consenso emergente dentro de Bruxelas é que responder de forma enérgica — ou pelo menos ameaçar credivelmente fazê-lo — pode ser a única maneira de evitar uma escalada adicional. À medida que as negociações continuam, a Europa parece cada vez mais disposta a corresponder à pressão se Washington avançar.
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SellTheBounce
· 16h atrás
Mais uma vez, 93B euros de tarifas? Parece assustador, mas essa é a tática da guerra comercial. A história nos mostra que esse tipo de confronto acaba sempre sendo uma oportunidade de vender na alta.
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RektRecorder
· 16h atrás
Outra vez essa história? A União Europeia e os Estados Unidos estão em conflito, e no final quem sofre não são os grandes, mas os bolsos das pessoas comuns.
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StablecoinSkeptic
· 16h atrás
93B euros de tarifas? Agora os EUA e a Europa realmente vão entrar em conflito, e quem vai se dar mal é quem está assistindo de fora.
A UE considera tarifas de €93B em resposta à ameaça de Trump
Fonte: Coindoo Título Original: EU Considers €93B Tariffs in Response to Trump Threat Link Original: Uma nova disputa comercial está a tomar forma entre Bruxelas e Washington, com os responsáveis europeus a preparar discretamente contramedidas à medida que a pressão aumenta por parte da Casa Branca.
Nos bastidores em Bruxelas, os diplomatas da UE estão a reavaliar até que ponto o bloco está disposto a avançar após o Presidente Donald Trump ameaçar impor novas tarifas a países europeus selecionados. As medidas propostas afetariam as importações de oito países da UE com uma sobretaxa de 10% a partir de 1 de fevereiro, uma ação relacionada com disputas envolvendo a Groenlândia.
Principais pontos
Em vez de reagir imediatamente, as capitais europeias estão a ponderar várias respostas, que vão desde tarifas convencionais até ferramentas legais e económicas muito mais agressivas.
Armas antigas, novo contexto
Uma opção que está a ganhar nova atenção é a reativação de tarifas retaliatórias sobre bens americanos no valor de aproximadamente €93 mil milhões. Essas tarifas foram aprovadas politicamente no ano passado, mas foram suspensas após ambas as partes alcançarem um entendimento comercial temporário. Essa trégua agora parece cada vez mais frágil.
Ao mesmo tempo, os responsáveis da UE estão a debater se devem ou não usar o instrumento anti-coerção do bloco — um mecanismo poderoso e raramente discutido, projetado para combater a pressão económica de governos estrangeiros. O Presidente francês Emmanuel Macron afirmou publicamente que a ferramenta deve ser considerada, sinalizando uma mudança para uma postura mais dura em comparação com confrontos anteriores.
O acordo comercial está pendurado
A ameaça de tarifas também está a complicar as relações comerciais mais amplas entre a UE e os EUA. Os legisladores europeus indicaram que podem atrasar a aprovação de um acordo comercial pendente, argumentando que avançar sob a sombra de novas tarifas dos EUA enfraqueceria a influência da Europa.
Se a ratificação for travada, isso poderá remover uma das últimas barreiras que impedem a UE de ativar o pacote de retaliação previamente aprovado, aumentando o risco de uma disputa comercial transatlântica mais ampla.
Uma linha mais dura de Bruxelas
Os responsáveis envolvidos nas discussões afirmam que nenhuma decisão final foi tomada, mas o tom claramente mudou. Em vez de tentarem desescalar as tensões, os governos europeus estão agora focados na dissuasão e na preparação.
O consenso emergente dentro de Bruxelas é que responder de forma enérgica — ou pelo menos ameaçar credivelmente fazê-lo — pode ser a única maneira de evitar uma escalada adicional. À medida que as negociações continuam, a Europa parece cada vez mais disposta a corresponder à pressão se Washington avançar.