Conflitos geopolíticos agravaram a situação, levando a uma divergência no desempenho dos metais preciosos e dos preços do petróleo! Como será o mercado em 2026?
1 de janeiro de 2024, dados de mercado mostram que a procura por proteção impulsionou a alta dos metais preciosos. O ouro subiu quase 2%, recuperando-se acima de 4400 dólares por onça, enquanto a prata teve uma valorização mais acentuada, superior a 4% e ultrapassando 76 dólares por onça. Em comparação, o gráfico de preços do petróleo apresenta uma tendência de alta seguida de queda — o WTI caiu 0,09% para 57,27 dólares por barril, enquanto o Brent subiu ligeiramente 0,05% para 60,82 dólares por barril.
O fator central que provocou volatilidade no mercado foi a ação militar dos EUA contra a Venezuela em 3 de janeiro, e a prisão do líder do país, Maduro, que rapidamente acendeu o sentimento de proteção no mercado.
Metais preciosos com energia suficiente no curto prazo, mas enfrentando impacto de ajustes anuais
Análises de mercado geralmente concordam que o aumento da tensão geopolítica manterá a tendência de alta do ouro e da prata no curto prazo. No entanto, os analistas também alertam que o índice de commodities da Bloomberg (BCOM) realizará um reequilíbrio de peso anual de 8 a 14 de janeiro, o que pode gerar uma pressão técnica de retração nos preços dos metais preciosos devido às vendas de fundos passivos.
Para o longo prazo, as opiniões das instituições divergem claramente. Peter Taylor, chefe de estratégia de commodities do Macquarie Group, acredita que a previsão de preços do ouro se torna mais difícil, pois o sentimento dos investidores já é o principal motor, enquanto os fundamentos são marginalizados. A previsão da instituição é que o ouro caia para 4200 dólares por onça até o final de 2026, implicando uma leve retração em relação ao nível atual.
Por outro lado, Nicky Shiels, analista da MKS Pamp, uma empresa suíça de metais preciosos, mantém uma postura otimista, apontando que o ciclo de depreciação global das moedas ainda está no início. Ela prevê que o ouro possa subir para 5400 dólares por onça até o final de 2026, um aumento de mais de 20% em relação ao nível atual.
Incertezas sobre o impacto da crise na Venezuela no mercado de petróleo
A Venezuela detém a maior reserva de petróleo comprovada do mundo, mas sua produção real é bastante limitada — menos de 1 milhão de barris por dia, representando cerca de 1% da produção global. Essa “lacuna numérica” é uma variável-chave na análise da tendência dos preços do petróleo.
O Goldman Sachs divide o cenário do mercado de petróleo após o evento na Venezuela em duas possibilidades. Se o novo governo, apoiado pelos EUA, obtiver isenções completas de sanções, conseguindo importar diluentes, reparar poços e atualizar equipamentos de processamento, a produção pode aumentar 400 mil barris por dia até o final de 2026, levando o preço médio do Brent a cair para 54 dólares por barril.
No cenário oposto — se a instabilidade política se intensificar ou a produção for prejudicada — a produção pode cair 400 mil barris por dia, elevando o preço médio do Brent para 58 dólares por barril.
Com base nesses cenários, o Goldman Sachs mantém sua previsão de preço-alvo de 56 dólares por barril para o Brent e 52 dólares por barril para o WTI até 2026. Vale destacar que a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que o mercado global de petróleo enfrentará um excesso de oferta recorde em 2026.
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Conflitos geopolíticos agravaram a situação, levando a uma divergência no desempenho dos metais preciosos e dos preços do petróleo! Como será o mercado em 2026?
Ativos de proteção em alta, ouro e prata lideram
1 de janeiro de 2024, dados de mercado mostram que a procura por proteção impulsionou a alta dos metais preciosos. O ouro subiu quase 2%, recuperando-se acima de 4400 dólares por onça, enquanto a prata teve uma valorização mais acentuada, superior a 4% e ultrapassando 76 dólares por onça. Em comparação, o gráfico de preços do petróleo apresenta uma tendência de alta seguida de queda — o WTI caiu 0,09% para 57,27 dólares por barril, enquanto o Brent subiu ligeiramente 0,05% para 60,82 dólares por barril.
O fator central que provocou volatilidade no mercado foi a ação militar dos EUA contra a Venezuela em 3 de janeiro, e a prisão do líder do país, Maduro, que rapidamente acendeu o sentimento de proteção no mercado.
Metais preciosos com energia suficiente no curto prazo, mas enfrentando impacto de ajustes anuais
Análises de mercado geralmente concordam que o aumento da tensão geopolítica manterá a tendência de alta do ouro e da prata no curto prazo. No entanto, os analistas também alertam que o índice de commodities da Bloomberg (BCOM) realizará um reequilíbrio de peso anual de 8 a 14 de janeiro, o que pode gerar uma pressão técnica de retração nos preços dos metais preciosos devido às vendas de fundos passivos.
Para o longo prazo, as opiniões das instituições divergem claramente. Peter Taylor, chefe de estratégia de commodities do Macquarie Group, acredita que a previsão de preços do ouro se torna mais difícil, pois o sentimento dos investidores já é o principal motor, enquanto os fundamentos são marginalizados. A previsão da instituição é que o ouro caia para 4200 dólares por onça até o final de 2026, implicando uma leve retração em relação ao nível atual.
Por outro lado, Nicky Shiels, analista da MKS Pamp, uma empresa suíça de metais preciosos, mantém uma postura otimista, apontando que o ciclo de depreciação global das moedas ainda está no início. Ela prevê que o ouro possa subir para 5400 dólares por onça até o final de 2026, um aumento de mais de 20% em relação ao nível atual.
Incertezas sobre o impacto da crise na Venezuela no mercado de petróleo
A Venezuela detém a maior reserva de petróleo comprovada do mundo, mas sua produção real é bastante limitada — menos de 1 milhão de barris por dia, representando cerca de 1% da produção global. Essa “lacuna numérica” é uma variável-chave na análise da tendência dos preços do petróleo.
O Goldman Sachs divide o cenário do mercado de petróleo após o evento na Venezuela em duas possibilidades. Se o novo governo, apoiado pelos EUA, obtiver isenções completas de sanções, conseguindo importar diluentes, reparar poços e atualizar equipamentos de processamento, a produção pode aumentar 400 mil barris por dia até o final de 2026, levando o preço médio do Brent a cair para 54 dólares por barril.
No cenário oposto — se a instabilidade política se intensificar ou a produção for prejudicada — a produção pode cair 400 mil barris por dia, elevando o preço médio do Brent para 58 dólares por barril.
Com base nesses cenários, o Goldman Sachs mantém sua previsão de preço-alvo de 56 dólares por barril para o Brent e 52 dólares por barril para o WTI até 2026. Vale destacar que a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que o mercado global de petróleo enfrentará um excesso de oferta recorde em 2026.