ABN AMRO Bank analista Jane Foley recentemente publicou uma visão de mercado, apresentando uma nova avaliação para o futuro do iene. O banco prevê que a taxa de câmbio do dólar em relação ao iene cairá de 156,51 atualmente para 145,00 nos próximos 12 meses, o que indica uma potencial valorização moderada do iene.
No entanto, esse caminho de valorização não é livre de obstáculos. Apesar de a incerteza política ter sido atenuada, desafios fiscais mais profundos continuam a limitar o iene de forma significativa. Foley destacou que a pressão sobre os gastos orçamentais do Japão não deve ser subestimada, especialmente com o envelhecimento da população, onde o aumento dos gastos com defesa acrescenta ainda mais ao peso fiscal. Essa situação não é exclusiva do Japão — economias desenvolvidas como a Holanda também enfrentam desafios fiscais decorrentes de mudanças na estrutura demográfica, problemas esses que frequentemente restringem o espaço para a valorização da moeda.
Do lado positivo, o forte desempenho da balança de corrente do Japão fornece um suporte importante para o iene. O grande e estável superávit na balança de corrente reflete a competitividade das exportações japonesas e os rendimentos de investimentos externos, uma vantagem estrutural que pode, em certa medida, resistir aos impactos negativos das preocupações fiscais. Contudo, essa proteção não é absoluta, e a capacidade do iene de superar as expectativas mencionadas dependerá do progresso real na política monetária do Banco do Japão e das mudanças na preferência por risco global.
A previsão do ABN AMRO oferece aos participantes do mercado um ponto de referência importante: o iene pode ter dificuldades em se valorizar significativamente no curto prazo, mas o cenário de médio prazo ainda é promissor.
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A valorização do iene enfrenta múltiplos obstáculos; o dólar face ao iene pode cair para 145 ainda este ano
ABN AMRO Bank analista Jane Foley recentemente publicou uma visão de mercado, apresentando uma nova avaliação para o futuro do iene. O banco prevê que a taxa de câmbio do dólar em relação ao iene cairá de 156,51 atualmente para 145,00 nos próximos 12 meses, o que indica uma potencial valorização moderada do iene.
No entanto, esse caminho de valorização não é livre de obstáculos. Apesar de a incerteza política ter sido atenuada, desafios fiscais mais profundos continuam a limitar o iene de forma significativa. Foley destacou que a pressão sobre os gastos orçamentais do Japão não deve ser subestimada, especialmente com o envelhecimento da população, onde o aumento dos gastos com defesa acrescenta ainda mais ao peso fiscal. Essa situação não é exclusiva do Japão — economias desenvolvidas como a Holanda também enfrentam desafios fiscais decorrentes de mudanças na estrutura demográfica, problemas esses que frequentemente restringem o espaço para a valorização da moeda.
Do lado positivo, o forte desempenho da balança de corrente do Japão fornece um suporte importante para o iene. O grande e estável superávit na balança de corrente reflete a competitividade das exportações japonesas e os rendimentos de investimentos externos, uma vantagem estrutural que pode, em certa medida, resistir aos impactos negativos das preocupações fiscais. Contudo, essa proteção não é absoluta, e a capacidade do iene de superar as expectativas mencionadas dependerá do progresso real na política monetária do Banco do Japão e das mudanças na preferência por risco global.
A previsão do ABN AMRO oferece aos participantes do mercado um ponto de referência importante: o iene pode ter dificuldades em se valorizar significativamente no curto prazo, mas o cenário de médio prazo ainda é promissor.