2026年,我的杞人忧天



2026 年 quase aí, estou cada vez mais frequentemente a surgir com algumas ideias que podem não ser maduras, e até um pouco redundantes.
Elas não chegam a ser conclusões, nem julgamentos, muito menos tentativas de provar algo, são apenas uma ansiedade que reaparece repetidamente neste momento.

Talvez eu esteja a pensar demais, ou talvez seja apenas uma preocupação infundada.
Mas já que esses pensamentos não me deixam em paz, quero escrevê-los.

Se tiver interesse, podemos trocar ideias;
Se não, deixa para lá.

1. A importância do ser humano, antigamente, era apenas por “ser útil”

Na maior parte da história da humanidade, uma pessoa, por mais rica ou poderosa que fosse, não podia existir de forma independente dos outros.

A riqueza precisa de pessoas para ser criada,
o poder precisa de pessoas para ser exercido,
o funcionamento da sociedade, por si só, depende de muitas pessoas comuns e concretas.

Por isso existe aquele ditado: “Mesmo o imperador morrendo, há quem carregue o caixão.”

Essa frase não fala de dignidade, mas de uma realidade simples e sólida —
as pessoas, no fundo, são úteis.

Mas essa “utilidade” não é algo inato, é estrutural.
Ela se baseia numa premissa: o mundo não pode existir sem as pessoas.

2. AI e automação, pela primeira vez, estão a abalar essa premissa

Com o desenvolvimento da IA e das tecnologias de automação, sinto cada vez mais forte uma mudança:

Não é que alguns empregos vão ser substituídos,
mas sim que a premissa de “as pessoas ainda são insubstituíveis” está a ser questionada.

Observando o mundo, quase nenhum setor pode afirmar com certeza que está seguro.
Produção, gestão, análise, criação, decisão…
As fronteiras da substituição estão a expandir-se continuamente.

No passado, dizia-se que a humanidade tinha duas cartas na manga: “valor emocional” e “necessidades fisiológicas”.
Mas, se deixarmos de lado a obsessão de que “tem que ser uma pessoa viva e presente”, percebemos uma realidade desconfortável:

Em muitos cenários,
a IA pode ser uma fornecedora de estabilidade emocional, mais paciente e menos prejudicial às emoções humanas.

E as soluções tecnológicas para necessidades fisiológicas,
provavelmente, superarão em segurança, controlo e eficiência os serviços que um ser humano pode oferecer.

Se nem esses aspectos mais essenciais constituírem uma “barreira defensiva” para a humanidade,
o que sobra para justificar a sua importância?

3. Os bens materiais já são abundantes, mas o sofrimento ainda persiste

De modo geral, a riqueza material que a humanidade criou hoje já ultrapassa largamente o limite para “alimentar toda a humanidade”.

Daqui a alguns anos, podemos imaginar um mundo de “bem-estar geral”.

Mas a realidade é:
• a fome ainda existe
• guerras continuam a acontecer
• muitos conflitos ainda giram em torno da sobrevivência básica

Isso me deixa cada vez mais confuso:
Se o problema não é “não conseguir fazer”, o que exatamente impede que aconteça?

Talvez, o que realmente escasseie já não sejam recursos,
mas sim as qualificações necessárias para participar do sistema.

4. As histórias de ficção científica que se repetem, na verdade, não estão assim tão longe

Lembro-me de ter lido algumas obras de ficção científica com configurações semelhantes:

Num planeta, uma pessoa extremamente rica possui tudo.
Toda a tecnologia serve a ele, ele não precisa mais de outros humanos.

Ele não escolheu matar nem oprimir.
Ao contrário, tomou uma decisão aparentemente “benevolente” —
construiu uma enorme nave espacial de graça para que outros humanos possam procurar um novo lar no universo, deixando de “dependurar-se” no seu mundo.

O desconforto dessas histórias não vem da crueldade,
mas do fato de parecerem demasiado plausíveis.

Sem violência, sem sangue,
apenas uma premissa fria:
o mundo já não precisa mais da sua participação.

5. Se realmente chegarmos a esse ponto, qual será o significado do poder para o ser humano?

Se a humanidade estiver realmente perto dessa condição, um “ser” puramente biológico,
para aqueles que controlam tecnologia e recursos, que valor sobrará?

Será que só restarão:
• biodiversidade
• reserva genética
• “sujeitos protegidos” na narrativa ética

Isso me faz pensar na mudança de atitude da humanidade em relação aos animais.

Antes caçávamos,
depois refletimos,
e, por fim, passamos a proteger.

Mas a proteção, muitas vezes, passa por classificação, hierarquia e isolamento,
até que tudo acabe sendo confinado em uma jaula.

Se esse dia chegar,
será que a “benevolência” não será apenas mais uma forma de privação?

6. A história nunca avança de forma tranquila

Quem conhece um pouco da história humana sabe que,
as grandes mudanças na civilização quase nunca acontecem de forma pacífica.

Cada grande avanço tecnológico e estrutural costuma vir acompanhado de caos, conflito e custos longos.

Tal como Liu Cixin disse,
a humanidade costuma perceber tarde demais:
que deve “dar à era a sua civilização”, e não “dar à civilização o seu tempo”.

Se houver uma verdadeira tomada de consciência,
provavelmente ela não acontecerá em tempos de tranquilidade.

7. Talvez estejamos no início de uma fase de divisão

A roda da história continua a girar,
para o indivíduo, muitas vezes, parece pequeno e impotente.

Mas, olhando para trás, muitos anos depois, as pessoas podem perceber:
que a humanidade está numa encruzilhada histórica importante.

Talvez, a divisão já tenha começado.

Como quando os grandes gorilas estavam na bifurcação da evolução:
milhares de anos depois, uma parte de seus descendentes virou humano,
e a outra entrou na jaula.

Conclusão: isto é apenas a minha preocupação infundada

Não tenho a resposta.
Nem tenho certeza de que a humanidade realmente chegará a esse ponto.

Este texto não é uma conclusão,
nem uma previsão.

É apenas um relato de alguém que vive nesta era,
a poucos anos de 2026,
com alguma ansiedade e confusão sobre o futuro.

O seu gene, no futuro, estará na jaula?

Eu não sei.
Você talvez também não saiba.

Mas, talvez, pelo menos por agora,
ainda possamos levantar essa questão.
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