Observação interessante que Paolo Ardoino, CEO da Tether, trouxe à tona recentemente. Ele chamou atenção para a distribuição do USDT nos últimos 12 meses e o que mais me chamou atenção foi isso: o maior remetente único representou apenas 4,97% do volume total de USDT movimentado. Para ter uma ideia da relevância desse número, em outras stablecoins esse percentual sobe para 23,34%.



Isso mostra uma coisa bem interessante sobre como o USDT está distribuído. Não é concentrado em poucos players, o que é bem diferente do que a gente vê por aí. A Tether sempre enfatizou que o USDT foi pensado justamente para alcançar pessoas que os sistemas financeiros tradicionais ignoram — aqueles sem acesso fácil a serviços bancários.

E os números falam por si: mais de 550 milhões de usuários em mercados emergentes dependem do USDT para suas transações. Isso não é pouco. É gente em regiões onde o acesso a moeda estável e confiável faz toda a diferença no dia a dia. Quando você vê um remetente controlando menos de 5% do fluxo total, você percebe que a rede está realmente descentralizada na prática, não só na teoria.
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