Acabei de encontrar algo interessante no âmbito das notícias de criptomoedas na Austrália que realmente faz muito sentido. O Rhys Bollen, da ASIC, basicamente disse que as criptomoedas não devem ser tratadas como uma classe de ativos alienígena que precisa de um conjunto de regras próprio. Em vez disso, os reguladores devem analisar o que a criptomoeda realmente faz economicamente, não apenas focar na tecnologia blockchain por trás dela.



Aqui está o que chamou minha atenção: valores mobiliários tokenizados seguem as leis de valores mobiliários, stablecoins enquadram-se nas regulações de pagamentos, e outros assuntos relacionados a criptomoedas ficam sob regras de proteção ao consumidor. É bastante direto quando se pensa nisso. O cara está defendendo que a Austrália está tomando um caminho diferente em comparação com os EUA, com a sua Lei CLARITY, ou com o quadro regulatório europeu para ativos criptográficos.

O argumento principal é sólido — alocação de capital, pagamentos, gestão de riscos. Essas funções financeiras existem há sempre. Blockchain é apenas a nova forma de fazer o que sempre fizemos. Ativos digitais não estão reinventando as finanças; eles estão apenas usando tecnologias diferentes para as mesmas atividades econômicas subjacentes.

O que é interessante na abordagem regulatória de criptomoedas da Austrália é que eles não estão construindo um quadro massivo e específico para criptomoedas. Em vez disso, estão alterando a Lei das Sociedades com mudanças direcionadas. O projeto de lei do Quadro de Ativos Digitais integra plataformas de ativos digitais na arquitetura regulatória existente, ao invés de tratá-las como algo completamente separado.

A orientação da ASIC (Folha de Informação 225) basicamente confirma isso — ativos digitais não constituem uma classe de ativos separada para fins regulatórios. Elas se enquadram nas regras existentes se funcionarem como valores mobiliários, derivativos, esquemas de investimento gerenciado ou facilidades de pagamento. Essa evolução nas notícias de criptomoedas na Austrália significa que os reguladores podem fornecer orientações mais claras, ao mesmo tempo em que reduzem oportunidades de arbitragem regulatória.

Uma coisa que o Bollen destacou e achei particularmente inteligente: foque em quem realmente controla as coisas. A maior parte dos danos ao consumidor vem do que as plataformas de criptomoedas fazem — custódia, negociação, empréstimos, serviços de rendimento — e não dos tokens em si. Portanto, regulamente os intermediários, não a tecnologia. Mesmo com produtos descentralizados, olhe para o controle prático e o benefício econômico real, e não apenas para o rótulo de descentralização.

A conclusão é que a postura pragmática da Austrália em relação à regulação de criptomoedas — tratando-as como uma atividade financeira evoluída, e não como uma anomalia tecnológica — pode, na verdade, oferecer uma melhor proteção ao consumidor e maior clareza de mercado do que tentar reinventar a roda com leis específicas para criptomoedas.
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