Tem uma história que não consigo tirar da cabeça. Macaulay Culkin ficou milionário aos 12 anos. Sim, aquele garoto do Sozinho em Casa. Mas essa fortuna precoce destruiu completamente sua família.



No primeiro filme, ele recebeu apenas US$100 mil. Nada demais. Mas quando o filme arrecadou US$476 milhões mundialmente, a conversa mudou. Para a sequência, Macaulay exigiu US$4,5 milhões. Aos 12 anos ele já era mais rico que seus pais. Parece incrível, certo? Mas aqui começa o lado escuro.

Quando seu pai, Kit, viu o filho ganhando tanto dinheiro, abandonou o emprego para virar empresário dele. Só que o controle foi ficando obsessivo. Os diretores queriam Macaulay em tudo quanto é filme. Ele e o pai atrasaram as gravações de The Good Son por 9 meses inteiros só para aumentar o cachê. Enquanto isso, ninguém perguntava se a criança estava cansada.

Macaulay fala abertamente sobre como seu pai o controlava. Dizia que não lhe daria nem uma cama para dormir, só para lembrá-lo de quem mandava. A fortuna de Macaulay Culkin, que deveria ser uma bênção, virou uma prisão familiar.

Em 1995 seus pais se separaram e começou uma batalha legal pela custódia dele e do dinheiro. A mãe tinha honorários advocatícios tão altos que não conseguia nem pagar aluguel. Estavam prestes a ser deportados. E o pior: Macaulay não tinha ideia de quanto possuía. Para acessar sua própria fortuna, precisava remover os nomes dos pais do fundo fiduciário.

Quando isso aconteceu, o pai ficou tão furioso que nem apareceu no último dia do julgamento. Nunca mais deram notícias um do outro.

O que me marca nessa história é como os pais de Macaulay Culkin sentiam que aquela fortuna era deles, não dele. Como se o dinheiro conquistado pela criança pertencesse aos adultos. Isso acontece muito com estrelas infantis, mas mostra algo profundo: dinheiro pode destruir uma família de forma que poucas coisas conseguem. Sem uma relação saudável com o dinheiro, ele sempre vai estar acima de tudo, inclusive da família.
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