Recentemente, as declarações do Secretário de Defesa Pete Hegseth têm causado polémica nas redes sociais. Durante uma conferência de imprensa sobre a guerra com o Irão, ele foi criticado por citar o nome de Jesus Cristo e apelar aos cidadãos americanos para que rezem.



Ao explicar a operação militar conjunta dos EUA e de Israel iniciada pelo Presidente Donald Trump, Hegseth afirmou: «Que o Deus Todo-Poderoso continue a abençoar as nossas tropas nesta batalha». Além disso, pediu aos cidadãos americanos que «todos os dias, ajoelhem-se com as suas famílias na escola, na igreja, e em nome de Jesus Cristo, rezem por eles».

Esta declaração provocou uma reação imediata na internet. Muitos apontaram a contradição de orar pelos combatentes em nome de Cristo, conhecido por trazer paz. Utilizadores do Bluesky comentaram: «É vil promover o massacre em nome de Jesus Cristo». O jornalista da Reuters, Michael Darby, expressou surpresa ao afirmar que «está a violar frontalmente a separação entre Igreja e Estado».

O cartoonista Greg Pak afirmou que «bastaria esta declaração para o destituir. A democracia deve ser pluralista, não uma teocracia cristã». O pastor batista Brian Kaylor também comentou que «não é papel do governo dizer-nos quando ou como orar».

As palavras de Pete Hegseth levantam questões fundamentais sobre o princípio da separação entre Igreja e Estado. O veterano jornalista Mark Jacob questionou: «Não acha inapropriado que o Secretário de Defesa diga “em nome de Jesus Cristo” enquanto faz um briefing sobre matar pessoas?».

O advogado Bradley P. Moss declarou simplesmente: «Não sou cristão», manifestando a sua oposição às orações solicitadas por Hegseth. Há também quem observe que muitos dos que desejam orar pelos soldados não são cristãos.

Esta discussão leva-nos a refletir sobre a adequação de uma figura pública, como um Secretário de Defesa, fazer apelos religiosos.
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