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Tether constrói o império do poder: Das Ilhas Virgens até ao coração da Casa Branca
Nos últimos meses, a Tether não só reafirmou a sua posição no setor de stablecoins, como também revelou ambições de controlar uma rede de poder abrangente. Desde transações internas cuidadosamente disfarçadas até à infiltração em edifícios de poder em Washington, a Tether está a tecer um ecossistema de negócios extremamente secreto. A questão que se coloca é: será esta uma nova infraestrutura financeira ou apenas um mecanismo de privatização de ativos para a elite?
Transações relacionadas e mecanismos de ocultação através das Ilhas Virgens
O ciclo começou com o anúncio da Northern Data – subsidiária que detém 54% da Tether – de vender a divisão de mineração de bitcoin Peak Mining por 200 milhões de dólares. À primeira vista, parece uma transação comum, mas ao aprofundar-se nos detalhes, toda a estrutura revela uma rede de poder sofisticada.
As três empresas que adquiriram a Peak Mining são Highland Group Mining, Appalachian Energy e 2750418 Alberta ULC – todas controladas na prática por Giancarlo Devasini (cofundador da Tether) e Paolo Ardoino (CEO). Esta identidade é ocultada nos mercados de ações alemães, onde a Northern Data está cotada, num ambiente com regulamentação mais permissiva do que as principais bolsas.
Um segredo maior reside na escolha do local de registo – as Ilhas Virgens. As empresas que adquiriram as entidades mascaradas têm registos nas Ilhas Virgens Britânicas, Americanas e Canadenses, regiões conhecidas pela alta confidencialidade e regulamentação frouxa. Este mecanismo permite concluir transações sem divulgar a verdadeira identidade do comprador, nem obrigar a reportar os detalhes. A verdadeira identidade só é revelada semanas depois, através de registos empresariais nas Ilhas Virgens.
Northern Data, Peak Mining: estratégia de privatização de ativos planeada
O momento da transação não é por acaso. A venda da Peak Mining ocorreu poucos dias antes da aquisição da Northern Data pela Rumble – plataforma de vídeos na qual a Tether detém quase 48% das ações – por 760 milhões de dólares.
Claramente, a Tether separou a divisão de mineração de alta volatilidade antes da fusão. Esta jogada é uma estratégia empresarial sofisticada: eliminar a área de alto risco, permitindo que a Northern Data se associe à Rumble como fornecedora de serviços de computação em nuvem de IA, atingindo uma avaliação de mercado mais elevada.
Durante este processo, o empréstimo de 610 milhões de euros concedido pela Tether à Northern Data tornou-se uma ferramenta de coordenação central. Na operação com a Rumble, esse empréstimo será reestruturado: metade será reembolsada pela Rumble à Tether em ações, enquanto a outra metade será convertida num novo empréstimo garantido pelos ativos da Northern Data. Este desenho financeiro em camadas cria um ciclo de fluxo de capital interno, ao mesmo tempo que permite aos líderes da Tether privatizar ativos essenciais e manter o controlo global.
Cantor Fitzgerald e ligação a Washington
Para além de gerir ativos internos, a Tether estabeleceu uma relação estratégica extremamente complexa com a Cantor Fitzgerald – um dos principais bancos de investimento de Wall Street.
Esta relação começou em 2021, quando a Tether entregou à Cantor a gestão de dezenas de bilhões de dólares em títulos do governo dos EUA para suportar o USDT, visando aliviar dúvidas sobre a transparência das reservas. Howard Lutnick, CEO da Cantor, tornou-se uma figura de confiança máxima para a Tether no sistema financeiro tradicional.
Em 2024, esta relação entrou numa nova fase, com Lutnick a ser nomeado e confirmado como Secretário do Comércio dos EUA. Segundo o The Wall Street Journal, Lutnick participou diretamente nas negociações para que a Cantor recebesse cerca de 5% das ações da Tether (avaliadas em 600 milhões de dólares), sob a forma de títulos convertíveis, e não ações diretas.
Esta decisão gerou forte controvérsia, com a senadora Elizabeth Warren a alertar que o controlo de um ativo de reserva tão importante para o stablecoin por parte de uma pessoa que ocupa o cargo de Secretário do Comércio cria um conflito de interesses significativo. Embora Lutnick tenha afirmado que o investimento é apenas em títulos convertíveis, na prática, este instrumento confere à Cantor a opção de converter em ações no futuro – uma forma de propriedade com efeito de atraso.
Lucro de 150 mil milhões de dólares: quando o stablecoin se torna uma megaferramenta
Estas transações e ligações são apenas a ponta do iceberg. A Tether expandiu-se de um emissor de stablecoins para um conglomerado multissetorial: pagamentos em criptomoedas, empréstimos de ativos digitais, mineração, IA, interfaces cérebro-máquina, investimentos em mídia e até tentativa de aquisição do clube de futebol italiano Juventus.
O número divulgado por Nate Geraci, presidente da The ETF Store, revela a ambição: a Tether prevê obter 15 mil milhões de dólares de lucro em 2025, com uma margem de lucro de até 99%. Para comparação, enquanto os políticos americanos debatem se o stablecoin deve pagar juros ou não, a Tether acumulou um volume de capital colossal com estas operações.
Este valor levanta uma questão importante: estes lucros gigantescos criam valor real para toda a indústria cripto ou são apenas utilizados para construir um sistema de circulação de ativos fechado para os líderes da Tether?
Ecossistema fechado: desde mineração até centros de poder
Ao juntar todas as peças, o quadro torna-se claro: a Tether construiu um ecossistema de negócios extremamente secreto, onde:
Os ativos circulam da empresa-mãe para a entidade adquirida, e depois para empresas controladas por indivíduos, através de estruturas jurídicas nas Ilhas Virgens que ocultam identidades. O capital é reestruturado de várias formas – de empréstimos a ações, de títulos convertíveis a ativos garantidos – para manter o controlo.
A relação com líderes financeiros de Wall Street é formalizada, permitindo à Tether infiltrar-se em centros de poder nos EUA através de figuras de topo como Howard Lutnick. Os lucros colossais do stablecoin são utilizados para possuir ou controlar plataformas de mídia, empresas de mineração, projetos de IA, expandindo a influência para além do setor financeiro.
Cada decisão de negócio da Tether – venda da Peak Mining, fusão com a Rumble, investimento na Cantor – parece independente, mas na realidade estão todas interligadas numa única estrutura de poder. A Tether não é apenas uma emissora de stablecoins, mas uma força que molda a distribuição de poder no sistema financeiro global e nos centros políticos.