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## Os desafios do divórcio dos Millennials: Por que a divisão de ativos criptográficos é tão difícil?
**Armadilhas das criptomoedas no processo de divórcio unilateral**
O divórcio já é complicado o suficiente, mas e quando seu cônjuge acumulou uma grande quantidade de criptomoedas sem você saber? Essa é a realidade enfrentada por cada vez mais pessoas — e o sistema jurídico dos EUA ainda não está preparado para lidar com essa situação.
Dados de pesquisas indicam que de 14% a 17% dos adultos nos EUA já possuíram criptomoedas. O mais importante é que os maiores detentores de ativos criptográficos são justamente os Millennials. Esse grupo não só investe mais em criptomoedas, como também está entrando na fase de maior incidência de divórcios. Além disso, com o Bitcoin caindo de seu pico de 126 mil dólares para a faixa de 80 mil dólares, uma queda de até 35%, a divisão de bens nesse momento torna-se ainda mais complexa.
## Ativos invisíveis: o maior problema nos divórcios modernos
Ryan Settles, fundador da BlockSquared Forensics, uma empresa de investigação de ativos criptográficos no Texas, apontou uma realidade dolorosa: a maioria de seus clientes são mulheres, e o principal problema que enfrentam não é como dividir os bens, mas — **não saberem quantas criptomoedas seus maridos possuem**.
Isso não é uma questão pequena. Diferente de imóveis, que exigem escritura, ou contas bancárias, que têm extratos, as criptomoedas podem estar escondidas em exchanges ou armazenadas em uma carteira de hardware que o outro lado "simplesmente esqueceu de mencionar". A ocultação de ativos criptográficos é mais eficaz do que contas offshore tradicionais, pois permite transferências instantâneas e sem rastros.
Mark Grabowski, professor de direito na Edify University e responsável pelo laboratório de blockchain, explicou o ponto-chave: a propriedade de ativos criptográficos não é determinada pelo nome na conta, mas por quem detém a chave privada. Em termos simples, quem possui a senha da carteira controla esses ativos. Assim que uma parte controla a carteira, ela tem controle total sobre o patrimônio.
## A lentidão da legislação: advogados também estão no escuro
Nos EUA, o processo de divórcio unilateral já foi aprimorado, mas a introdução das criptomoedas quebrou esse sistema. Muitos formulários de declaração financeira de vários estados não possuem campos específicos para criptomoedas, levando a uma consequência grave: se a outra parte não divulgar voluntariamente, e os advogados não souberem o que procurar, um ativo que vale dezenas de milhares de dólares pode "desaparecer" completamente.
Advogados que lidaram com a divisão de ativos criptográficos, como Renee Bauer, já encontraram profissionais que não tinham conhecimento do assunto. Ela tentou simplesmente converter o valor do Bitcoin em outros ativos para compensar a outra parte — mas isso não só é injusto, como também pode gerar problemas fiscais imprevisíveis.
Rastrear ativos criptográficos exige uma combinação de investigação e perícia digital. Os advogados precisam:
- Emitir intimações para obter registros de exchanges
- Rastrear transações na blockchain
- Confirmar se os ativos foram adquiridos antes ou depois do casamento
- Identificar se os ativos foram transferidos para serviços de mistura para ocultação
Porém, devido à falta de padrões de transparência e requisitos de declaração unificados, é fácil para uma parte esconder ou subestimar sua posse de criptomoedas. Os tribunais ainda estão tentando acompanhar esse campo.
## Conflito entre tecnologia e legislação: como dividir de verdade?
Roman Beck, professor da Bentley University e responsável pelo laboratório de blockchain, apresentou uma correção importante: **o que os tribunais dividem não é a carteira em si, mas o valor econômico que ela representa**.
Legalmente, Bitcoin, Ethereum, stablecoins e até NFTs são considerados bens, e não moedas. Isso significa que os ativos adquiridos durante o casamento são considerados bens do casamento, e sua divisão deve seguir procedimentos semelhantes aos de imóveis ou contas de valores mobiliários — embora a implementação técnica seja mais complexa.
Os casais em processo de divórcio têm três opções principais:
**1. Divisão direta na blockchain**
Criar novas carteiras para cada um, dividir os ativos diretamente na blockchain. Assim, ambos podem manter suas participações sem precisar vendê-las imediatamente.
**2. Venda e divisão em moeda fiduciária**
Liquidar todos os ativos criptográficos e dividir o valor em dólares ou outra moeda fiduciária. Essa abordagem evita complexidades técnicas, mas pode gerar impostos sobre ganhos de capital.
**3. Compensação com outros ativos**
Uma parte mantém todos os ativos criptográficos, enquanto a outra é compensada com imóveis, dinheiro ou outros bens.
Porém, há um problema prático: uma carteira é, na essência, um conjunto de chaves privadas armazenadas em dispositivos físicos, aplicativos ou na papel. Após o divórcio, os dois não podem compartilhar com segurança a mesma carteira ou chave privada. Se uma parte entregar a chave, ela está entregando o controle total dos ativos; se recusar, o tribunal precisará encontrar meios de forçar a entrega.
## Volatilidade e questões fiscais: um duplo golpe
A volatilidade do mercado de criptomoedas acrescenta uma camada de complexidade. Nos últimos dois meses, o Bitcoin caiu de mais de 126 mil dólares para cerca de 80 mil dólares. Essa oscilação acentuada dificulta que as partes concordem com o melhor momento para dividir os ativos.
Ainda mais complicado são as questões fiscais. A Receita Federal dos EUA exige declarações específicas para criptomoedas, mas essa regra, na prática, aumenta a complexidade. Vender criptomoedas para dividir os ativos pode gerar impostos sobre ganhos de capital, enquanto manter os ativos pode criar novas disputas à medida que seu valor muda. Muitos advogados nem mesmo compreendem completamente esses detalhes fiscais.
Ryan Settles, da BlockSquared Forensics, afirma que, em muitos casos que ele acompanha, as esposas não sabem que seus maridos investem em criptomoedas, e, após a divisão, podem acabar enfrentando uma enorme conta de impostos por ganhos de capital.
## Perícia digital e transparência na blockchain
Uma boa notícia é que, apesar da fama de "paraíso da anonimidade", as blockchains públicas são, na essência, livros-razão transparentes, onde cada transação é registrada de forma permanente. Isso torna o rastreamento mais fácil.
Roman Beck afirma que a blockchain se tornou uma "testemunha financeira extremamente paciente". Basta entender como interpretar os dados da blockchain para encontrar pistas de auditoria perfeitas — algo impossível na era do dinheiro em espécie. Quando alguém tenta esconder ativos, essas ações geralmente são reveladas em até 20 minutos na ledger, especialmente quando os ativos são transferidos para serviços de mistura, deixando rastros mais evidentes.
## O surgimento de investigadores profissionais
Devido a esses desafios, uma nova indústria surgiu. Desde 2023, a demanda pelos serviços da BlockSquared Forensics cresceu exponencialmente. Eles ajudam pessoas a rastrear ativos criptográficos ocultos em processos de divórcio.
Desde verificações simples de ativos até rastreamento de fluxos de criptomoedas entre estados e investigação de áreas ocultas em carteiras e exchanges, essas empresas oferecem uma variedade de serviços. Os custos podem chegar a 5 mil dólares, com uma taxa prévia de 9000 dólares — muitas vezes superiores aos honorários advocatícios.
Settles também observa que, normalmente, os clientes só contratam esses serviços quando há suspeitas fundadas de que o cônjuge está escondendo uma grande quantidade de criptomoedas.
## Perspectivas: a legislação consegue acompanhar?
Atualmente, o sistema jurídico dos EUA está tentando acompanhar os desafios trazidos pelas criptomoedas. A questão central não é se podemos rastrear os ativos — pois a blockchain oferece transparência suficiente — mas até que ponto os tribunais irão exigir uma investigação aprofundada em casos de divórcio.
Para os Millennials, que estão entrando na fase de maior incidência de divórcios, o que isso significa? Significa que, se você estiver pensando em solicitar o divórcio unilateralmente, não se esqueça de questionar seu cônjuge sobre seus ativos criptográficos. Não é uma questão pequena; pode ser a questão mais importante do seu processo de divórcio.