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Em 1975, um engenheiro da Kodak inventou a primeira câmera digital do mundo.
Poderia ter mudado radicalmente o futuro da fotografia.
Mas a Kodak o reprimiu:
"Esta coisa é bastante interessante, mas não digas a mais ninguém."
O que aconteceu a seguir tornou-se uma das lições mais dolorosas da história dos negócios: a Kodak foi fundada por George Eastman em 1888, com o objetivo de trazer a fotografia para a vida das pessoas comuns.
A promessa deles na época foi:
"Apenas pressione o obturador, deixe o resto connosco."
Na década de 1980, a Kodak ocupava 80% do mercado nos Estados Unidos. Quase imparável. A Kodak foi a primeira a adotar o modelo de negócios "navalha + lâmina":
- O preço da câmera é muito baixo
- O serviço de filmes e revelação é a principal fonte de lucro.
A margem de lucro do filme chega a 70%.
A Kodak ganha dezenas de bilhões de dólares por ano.
Mas por trás disso, uma mudança disruptiva está em preparação. Em 1975, o engenheiro da Kodak, Steve Sasson, inventou algo revolucionário: a primeira câmera digital.
Ele é de grande tamanho, com baixa qualidade de imagem, muito à frente de seu tempo.
Sassen mostrou-o à alta administração da empresa.
A reação deles foi:
"É bastante interessante, mas isso vai arruinar o nosso negócio de filmes." A Kodak escondeu essa invenção.
Eles não conseguem se despedir do filme, que é o núcleo dos lucros da empresa.
Ao mesmo tempo, concorrentes como a Sony e a Canon começam a explorar o futuro que a Kodak enterrou com suas próprias mãos.
As sementes da queda da Kodak foram plantadas. Na década de 1990, o mundo estava mudando rapidamente.
As câmaras digitais estão constantemente a progredir.
As pessoas estão cada vez mais a gostar de formas de armazenar e partilhar fotografias sem depender de filmes.
A Kodak hesitou, com medo de que isso pudesse engolir seu negócio tradicional.
Canon, Sony e Nikon não hesitaram. A Kodak tentou responder com uma solução de compromisso: Photo CD.
Este é um sistema caro que permite aos usuários converter fotos em filme para formato digital.
A questão é:
É muito complexo, foi lançado muito tarde e não atende verdadeiramente às necessidades dos usuários. Então, o verdadeiro golpe fatal chegou: o smartphone.
Em 2007, o iPhone redefiniu a fotografia.
De repente, todos têm uma câmera no bolso.
A Kodak tentou acompanhar, mas falhou. Quando finalmente abraçaram a era digital, o mundo já havia mudado completamente. Em 2012, a Kodak pediu falência.
A empresa que outrora representava a inovação entrou em colapso.
Eles investiram 25 mil milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento nos últimos 30 anos, mas não lançaram um único produto verdadeiramente bem-sucedido.
Onde está exatamente o problema?
Vamos analisar: a falha da Kodak foi porque estavam demasiado obcecados pelo passado:
- Ter medo de que novos negócios impactem os antigos, resultando em estagnação;
- A cultura empresarial resiste à mudança, o que reprime a verdadeira inovação;
- Julgamento errado do mercado, pensando que o filme iria sempre dominar. E os seus concorrentes estavam constantemente a adaptar-se:
- A Canon e a Sony estão totalmente a mudar para câmaras digitais;
- A Fujifilm diversifica o seu desenvolvimento, entrando no setor de imagens médicas e cosméticos.
E a Kodak?
Eles, ao invés disso, aumentaram os investimentos em película, apostando num mercado que claramente estava a desaparecer. A história da Kodak não é apenas um caso de negócio, mas sim um alerta em termos de mentalidade.
O sucesso faz as pessoas se acomodarem, e o conforto faz as pessoas estagnarem.
A Kodak esqueceu o princípio estabelecido pelo fundador George Eastman:
"Ouse arriscar, caso contrário serás eliminado."
Lembra-se da frase que Satoshi Nakamoto deixou antes de desaparecer? "Parece que estraguei tudo."