
SingleCoinMaximalist é o investidor que opta por manter exclusivamente uma única criptomoeda em sua carteira.
Esses investidores concentram capital e atenção em apenas um ativo digital, apostando em sua valorização de longo prazo sem diversificação entre múltiplos criptoativos. Exemplos comuns incluem quem mantém somente Bitcoin, Ethereum, Solana ou moedas semelhantes. Eles acreditam que a tecnologia, o ecossistema ou grandes eventos macroeconômicos ligados à moeda escolhida impulsionarão seu desempenho superior no longo prazo, e raramente mudam de posição diante de oscilações de curto prazo do mercado.
Esse perfil é amplamente observado no mercado cripto, e entendê-lo pode ajudar a identificar tanto oportunidades quanto riscos relevantes.
Do lado das oportunidades, concentrar apostas pode ampliar retornos se a escolha for um ativo de alta qualidade alinhado às tendências de longo prazo. Também reduz o esforço de pesquisa e os custos de fricção de operações frequentes. Por outro lado, os riscos são significativos: um único ponto de falha pode comprometer todo o portfólio, e eventos extremos, mudanças regulatórias, competição tecnológica ou restrições de liquidez podem ser negligenciados. Para iniciantes, conhecer os prós e contras dessa abordagem ajuda a construir estratégias de investimento mais resilientes.
SingleCoinMaximalists exibem padrões consistentes tanto em exchanges quanto on-chain.
Em plataformas de negociação spot como a Gate, normalmente realizam ordens de compra e aportes recorrentes em uma única moeda, configuram alertas de preço para esse ativo e raramente negociam outros tokens. Em produtos de renda, optam por savings ou staking da moeda escolhida e reinvestem os ganhos no mesmo ativo.
Nas comunidades, participam ativamente de discussões sobre atualizações técnicas, airdrops do ecossistema e eventos de mainnet ligados à sua moeda—como o halving do Bitcoin, upgrades do Ethereum ou aplicações em destaque no ecossistema Solana. Repetem narrativas como “ouro digital”, “camada global de liquidação” ou “blockchain de alta performance”, interpretando todos os sinais de mercado como positivos no longo prazo.
No gerenciamento de risco, preferem períodos de observação mais longos—analisando tendências em trimestres ou anos, sem reagir à volatilidade de curto prazo. A gestão do portfólio costuma ser direta: tudo ou quase tudo alocado em uma única moeda.
A estratégia deles se baseia em três etapas principais: convicção—execução—reforço.
O primeiro passo é a construção da convicção, que pode vir de whitepapers, retornos históricos, endossos de grandes instituições, atividade de desenvolvedores ou eventos macroeconômicos—levando à conclusão de que “essa moeda será vencedora no longo prazo”.
O segundo é a execução. Eles alocam recursos e tempo exclusivamente nessa moeda, usando estratégias como compras recorrentes (DCA), compras em quedas e holding de longo prazo. Na Gate, podem configurar compras automáticas e alertas de preço ou escolher produtos de rendimento flexível/fixo para o mesmo ativo, criando um ciclo fechado de investimento.
O terceiro é o reforço. Interações em comunidades e consumo de informações reforçam continuamente as crenças existentes. O investidor se torna mais receptivo a evidências que confirmam sua visão e minimiza informações contrárias—o chamado “viés de confirmação”.
Para iniciantes, essa abordagem pode ser comparada a um investidor que compra apenas ações de uma empresa: confia no modelo de negócio e na equipe, acumula cada vez mais ações e ignora outras companhias.
O objetivo não é abandonar convicções, mas manter os riscos sob controle.
Passo 1: Defina limites máximo e mínimo. Estabeleça um teto de alocação em uma única moeda—por exemplo, não ultrapassar 70% do patrimônio total. Defina gatilhos para stop-loss ou reavaliação em cenários de volatilidade extrema.
Passo 2: Inclua diversificação mínima. Aloque de 10% a 30% do capital em “ativos defensivos” relacionados à moeda principal—como stablecoins ou produtos de índices amplamente reconhecidos. Na Gate, é possível direcionar parte para produtos de rendimento conservadores ou diversificar em grandes moedas de alta capitalização para reduzir o risco de concentração.
Passo 3: Priorize processos em vez de emoções. Realize rebalanceamentos periódicos—como revisões trimestrais da alocação e da validade da narrativa escolhida. Use alertas automáticos e registros de DCA na Gate para evitar compras impulsivas guiadas pela emoção.
Além disso, mantenha um “balanço informacional”: para cada catalisador positivo identificado, busque ativamente potenciais riscos—como competição tecnológica, disputas de governança ou mudanças regulatórias—para manter uma visão equilibrada.
Do último ano até 2025, dados públicos mostram que as “narrativas de moeda única” seguem influentes e em evolução.
Em 2025, a dominância de mercado do Bitcoin ficou majoritariamente entre 50% e 55%, chegando a 57% em determinados momentos (conforme dados mensais de grandes plataformas de monitoramento de preços). Isso mostra que investidores focados apenas em BTC ainda detêm parcela relevante do capital.
Nos últimos seis meses, Solana manteve alta atividade on-chain, com mais de um milhão de endereços ativos diários em algumas semanas (segundo múltiplas plataformas de dados no final de 2025). Isso tornou a estratégia “apenas SOL” cada vez mais popular nas comunidades, acompanhando o aumento de aplicações e volumes de negociação de tokens.
Analisando a estrutura das negociações no terceiro e quarto trimestres de 2025, os pares BTC e SOL representam de 40% a 60% dos dez principais pares de negociação spot nas maiores exchanges. O alto volume de investidores de moeda única impulsiona maior profundidade e liquidez nesses pares.
Os principais fatores são: ETFs e narrativas macro reforçando o papel do BTC como “porto seguro digital”; forte demanda por aplicações impulsionando a narrativa de “crescimento do ecossistema” do SOL; e upgrades do Ethereum melhorando taxas e performance—sustentando a lógica de manter apenas ETH no longo prazo.
As duas estratégias diferem nas fontes de risco e nos perfis de retorno.
Investir em uma única moeda é como fazer uma aposta concentrada: os retornos são mais voláteis, mas exigem menos acompanhamento constante. Porém, há alta sensibilidade a eventos extremos. Diversificação funciona como uma “estratégia de cesta”, diluindo riscos entre vários ativos para retornos mais estáveis, mas exige mais monitoramento e rebalanceamento.
Na prática, se você tem convicção fundamentada em pesquisa e tolera volatilidade, focar em uma moeda pode ampliar retornos alinhados à sua crença. Se prioriza estabilidade e controle de perdas, a diversificação é mais indicada. Muitos investidores optam por um meio-termo: mantêm uma moeda principal como posição central e destinam parte a stablecoins ou grandes índices, equilibrando convicção e gestão de risco.
O Bitcoin Maximalist é um tipo de SingleCoinMaximalist com foco ainda mais restrito. Enquanto SingleCoinMaximalists têm convicção absoluta em qualquer criptomoeda (como Bitcoin, Ethereum ou outras), ambos acreditam que seu ativo é o melhor—e que alternativas têm pouco valor ou são altamente arriscadas.
O maior risco é a concentração excessiva, que amplia a exposição. Se todo o capital estiver em uma moeda e ela enfrentar problemas técnicos, mudanças regulatórias ou um crash de mercado, as perdas podem ser severas. Além disso, há risco de ignorar mudanças de mercado mais amplas, perder oportunidades ou ficar preso em uma bolha informacional que rejeita visões divergentes.
Adote o hábito de “aprender de forma ampla, questionar e pensar criticamente”. Não aposte tudo em uma moeda só por ganhos de curto prazo—use plataformas como a Gate para testar pequenas quantias em diferentes ativos. Leia regularmente fontes diversas, evitando depender de um único influenciador. Revise periodicamente seu portfólio para evitar concentração excessiva. Lembre-se: não existe moeda perfeita—apenas alocações compatíveis com seu perfil de risco.
Fatores psicológicos como desejo de certeza—escolher uma moeda reduz o cansaço decisório; efeito de custo irrecuperável—quanto mais investido, mais difícil mudar de rumo; e identidade de grupo—participar de comunidades com pensamento semelhante reforça a convicção. Esses são vieses humanos comuns; reconhecê-los ajuda a tomar decisões de investimento mais racionais.
Embora ambos dependam de crença e nem sempre de pura racionalidade, o investimento em cripto permite mensuração objetiva do valor do ativo (dados on-chain, atividade do ecossistema, liquidez de mercado). Não se deve depender só da fé—o ideal é que os dados fundamentem a convicção, e não que a crença se sobreponha às evidências.


