No elevador só estávamos eu e um casal. A mulher encostada no homem, sussurrando: “Não te mexas... há alguém...” O homem respondeu: “Eu não mexi, foi ela que saltou sozinha.” A mulher baixou a voz: “Então, põe-a de volta, que é muito embaraçoso ficar assim.” Eu olhei para os botões do elevador, fingindo que não tinha ouvido.


O homem mexeu na carteira perto do bolso por um tempo: “Pressionei, e ela saltou ainda mais forte.” A mulher ficou nervosa: “Será que você comprou aquela lâmina de mola de baixa qualidade de novo? Assim que toca, ela dispara.” O homem disse: “Não é uma lâmina, é uma pequena lâmina de unha presa no porta-chaves, a mola travou.”
O elevador chegou ao primeiro andar, as portas abriram. A mulher puxou o homem para fora: “Vamos pegar uma pinça em casa e arrancar isso.” Olhei uma última vez para o bolso do homem, e realmente, apareceu metade de uma lâmina de unha.
Ao sair do elevador, minha cartão de acesso caiu no chão. Me abaixei para pegar, e a corda do porta-chaves no estojo ficou presa na cabeça do zíper, bati três vezes, mas não soltou. O casal olhou para trás e a mulher riu: “Mais um que enlouquece com um objeto pequeno.”
A vergonha mais absurda de um adulto não é ser mal interpretado no elevador, mas não conseguir lidar nem com um porta-chaves.
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