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Notícia de Última Hora! Netflix junta-se ao casal Obama para transformar FTX numa série de ficção — será isto uma reabilitação de SBF ou sal na ferida da indústria cripto?
Minha nossa, irmãos, acabei de ver uma notícia no Twitter e quase derramei o miojo que estava na mão. Netflix, aquela que te faz ficar acordado até tarde assistindo séries, anunciou oficialmente! Eles vão fazer uma série sobre o escândalo da FTX, o nome já está definido: “O Altruísta”. Ouçam bem, o Altruísta, que nome ridículo! Quem não conhece pensa que SBF é algum tipo de filantropo.
São oito episódios, oito episódios inteiros! Essa produção promete mais do que “House of Cards” na época. O mais interessante é que a supervisão fica por conta da Higher Ground Productions, do casal Obama. Essa produtora já fez “Fábrica de Sonhos”, sobre a fábrica da Fuyao nos EUA, um filme com profundidade, nada de filme de pipoca sem cérebro. Então, dessa vez, o sabor é diferente. Será que querem transformar SBF e Caroline Ellison em uma nova versão de “Os Assassinos do Zodíaco”? Ou será que querem explorar o caso para revelar os bastidores da regulação, discutir como os elites transformaram o idealismo em um esquema Ponzi?
Mas a questão é: eles realmente querem fazer uma análise profunda?
Aposto que não. A Netflix tem esse jeitinho, e quem conhece o histórico deles sabe bem. Antes, fizeram “Anna Sorokin”, a falsa socialite, que virou “Anna Virtual”. Depois, “O Jogador do WeWork”, que retratou os fundadores de forma dramática. Agora, com SBF, já dá para imaginar o roteiro: um gênio com cabelo bagunçado, vestindo shorts, cheio de sonhos de mudar o mundo com criptomoedas, sendo puxado pelo capital e pelos sentimentos complicados da namorada, até cair no abismo…
Porra, quem vai lembrar que ele desviou 8 bilhões de dólares e deixou centenas de investidores na miséria?
A equipe de produção é de alto nível. O diretor é James Ponsoldt, que fez “O Exterminador: Destino Sombrio”. O roteirista, Graham Moore, ganhou um Oscar por “O Jogo da Imitação”. Ele disse em entrevista que a história de SBF e Ellison virou sua obsessão nos últimos três anos. Ok, o mundo da arte é complicado, mas os atores também estão excelentes. Anthony Boyle, que interpretou SBF, já fez teatro de “Harry Potter” e outros dramas históricos, com uma expressão inteligente e um quê de conflito moral, combinando com o personagem. Julia Garner, que faz Caroline, é uma atriz da Netflix, conhecida por “Dinastia” e “Ozark”, especialista em interpretar mulheres complexas, que vivem na zona cinzenta da moralidade, fazendo a gente odiar e sentir pena ao mesmo tempo.
Até o CZ vai aparecer na série, interpretado por um ator chinês-americano, Teri Chen. Está tudo preparado para um grande espetáculo.
Já está bombando no Twitter. Muitos reclamam que o termo “acusado” usado na divulgação oficial da Netflix é ambíguo, dizendo que eles não foram apenas acusados, mas já condenados e presos! Com esse tom e com o histórico do casal Obama, além de escolher atores tão bonitos, não é para limpar a imagem, é? No Reddit, os gringos também estão criticando, dizendo que a Netflix está de novo nessa de transformar criminosos em heróis trágicos ou em histórias de amor perfeitas, atraindo o público para chorar pelos personagens, sem se importar com a essência do crime financeiro. O “The Guardian” também fez uma crítica irônica, dizendo que o setor está cansado dessa estratégia de “embelezar criminosos”.
Mas será que uma série consegue realmente limpar a imagem de um criminoso financeiro comprovado?
A meu ver, não necessariamente, mas ela tem um efeito de confundir os limites. Quando você passa oito horas mergulhado na mente do protagonista, vendo seus sonhos, suas lutas, seu amor, aquelas acusações frias de desvio de fundos e fraudes podem se transformar em uma história de azar ou de um passo errado. O que parece errado não é mais só ele, mas o capitalismo ganancioso, a falta de fiscalização, ou até essa era louca. Essa é a parte mais assustadora: ela descontrói uma fraude que afetou inúmeras famílias, transformando tudo em uma novela cheia de conflitos humanos.
Para quem vive no mercado de criptomoedas, ver essa notícia é uma mistura de sentimentos. Por um lado, o escândalo saiu do underground e entrou na mainstream, de uma forma bizarra, e isso é estranho. Por outro, ao pensar nas dores e perdas que muitos enfrentaram, fica difícil aceitar que tudo será embalado pela Hollywood, transformado em entretenimento global, como se fosse só uma história qualquer. É como se sua ferida ainda estivesse aberta e alguém quisesse fazer uma exposição artística dela, cobrando ingresso.
Dizem que as filmagens foram feitas em Vancouver no ano passado, mas a estreia deve ficar para 2026 ou até 2027. Melhor assim, dá tempo de o mercado cicatrizar. Quando a série sair, com certeza vou assistir, e provavelmente vou ficar reclamando no grupo. Quero ver qual será a melodia que a Netflix e o casal Obama vão compor para esse capítulo sujo da história do mercado de criptomoedas. Será uma lição de moral ou uma homenagem aos golpistas?
Enfim, chega de falar, estou ficando nervoso. As velas ainda estão subindo, a vida continua. Só quero lembrar: quando alguém falar de “idealismo cripto” ou “altruísmo”, pense no SBF e nesta série que está por vir. Lembre-se: neste mundo, quem conta a história mais convincente é quem tem a lâmina mais afiada.
Sua posição só você pode proteger.
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