O bitcoin iniciou janeiro com um desempenho robusto, superando a marca de US$ 94 mil na sessão de segunda-feira e consolidando ganhos que refletem um movimento coordenado de ativos defensivos em contexto de turbulência geopolítica. De acordo com dados da Bitstamp, a principal criptomoeda tocou US$ 94.752, enquanto dados mais recentes indicam aproximação do nível de US$ 96,67K com variação positiva de 1,78% nas últimas 24 horas. A operação militar estadunidense na Venezuela serviu como catalisador para uma fuga de capital em direção a reservas de valor, beneficiando simultaneamente ouro (que saltou 2,5% para US$ 4.455 a onça), ações de tecnologia (S&P 500 e Nasdaq com avanços próximos a 1%) e ativos escassos como bitcoin.
A ofensiva institucional refaz o mapa do mercado
A história mais relevante deste início de ano vem da Strategy, que reafirmou sua tese agressiva de acumulação ao adquirir 1.283 bitcoins por aproximadamente US$ 116 milhões. O portfólio da maior detentora corporativa global agora soma 673.783 unidades, avaliadas em US$ 62,6 bilhões ao preço atual. Michael Saylor, cofundador da companhia, simultaneamente elevou as reservas em caixa para US$ 2,25 bilhões—uma blindagem estratégica contra volatilidade que permite manter o programa de compras recorrentes independentemente de oscilações de curto prazo.
A Strategy não age sozinha. A japonesa Metaplanet consolidou sua posição como quarta maior detentora pública, acumulando 35.102 bitcoins avaliados em US$ 3,25 bilhões. Juntas, empresas listadas em bolsa controlam aproximadamente 1,09 milhão de bitcoins—equivalente a 5,21% da oferta circulante total. Essa concentração institucional reforça a narrativa de escassez absoluta e apresenta uma correlação linear com ciclos de rali anterior: maior acumulação corporativa frequentemente antecede movimentos de maior envergadura.
Os técnicos veem portas abertas, mas com ressalvas
Analistas como Michaël van de Poppe da MN Capital classificam o nível atual como “o último obstáculo” antes da barreira psicológica dos seis dígitos. O bitcoin superou a média móvel exponencial de 50 dias e o patamar de abertura de 2025 (US$ 93.500), sinalizando força recuperada em gráficos de 12 horas. Max Rager, outro observador técnico influente, sinaliza que um fechamento sólido acima de US$ 94 mil poderia desencadear investidas direcionadas aos US$ 100 mil.
Contudo, veteranos do mercado como Willy Woo trazem alertas críticos sobre a qualidade subjacente dessa valorização. Apesar do preço nominal elevado, os livros de ordens mostram profundidade limitada—liquidez reduzida que contrasta com movimentos de preço agressivos. Woo observa que, embora taxas de transação e indicadores onchain sinalizem um fundo local de demanda, o volume real de negociação permanece fraco. A plataforma Glassnode corrobora ao reportar volumes spot nos níveis mais baixos desde final de 2023. O paradoxo: bitcoin sobe com poucos compradores, criando vulnerabilidade a armadilhas de touro caso o cenário externo se estabilize.
A conta do quarto trimestre: perdas temporárias e repositionamento
Apesar da nova empreitada compradora, a Strategy amargou prejuízo contábil não realizado de US$ 17,4 bilhões referente ao Q4 de 2025—reflexo direto da queda superior a 23% que bitcoin sofreu nos últimos meses do ano anterior. Para mitigar impacto fiscal, a companhia registrou diferimento tributário de aproximadamente US$ 5 bilhões. As ações (MSTR) reagiram positivamente com avanço de 4,8% no pré-mercado desta segunda, ultrapassando US$ 160, embora ainda acumulem retração superior a 58% em base anual—evidência cristalina da volatilidade intrínseca que acompanha modelos de negócio centrados integralmente em criptoativos.
O cenário à frente: quando a força técnica encontra a profundidade
A perspectiva para as próximas semanas permanece otimista conforme Van de Poppe, embora este analista não espere rompimento linear imediato aos dígitos redondos. Sazonal janeiro costuma trazer estímulos de preço, mas a sustentabilidade crítica reside na entrada consistente de volume real nos mercados spot. Sem engajamento genuíno da rede—refletido em transações onchain robustas—o movimento corre risco de configurar apenas volatilidade passageira em mercado pouco profundo.
A continuidade da tendência de alta dependerá de defesa firme acima de US$ 94 mil durante os pregões vindouros, consolidando as bases para o próximo degrau. Instituições já marcaram posição; agora aguarda-se se varejo seguirá o sinal ou se essa será mais uma armadilha histórica do bitcoin antes de prosseguir.
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Bitcoin rompe barrier sejarah sementara institusi mengamankan posisi di tahun 2026
O bitcoin iniciou janeiro com um desempenho robusto, superando a marca de US$ 94 mil na sessão de segunda-feira e consolidando ganhos que refletem um movimento coordenado de ativos defensivos em contexto de turbulência geopolítica. De acordo com dados da Bitstamp, a principal criptomoeda tocou US$ 94.752, enquanto dados mais recentes indicam aproximação do nível de US$ 96,67K com variação positiva de 1,78% nas últimas 24 horas. A operação militar estadunidense na Venezuela serviu como catalisador para uma fuga de capital em direção a reservas de valor, beneficiando simultaneamente ouro (que saltou 2,5% para US$ 4.455 a onça), ações de tecnologia (S&P 500 e Nasdaq com avanços próximos a 1%) e ativos escassos como bitcoin.
A ofensiva institucional refaz o mapa do mercado
A história mais relevante deste início de ano vem da Strategy, que reafirmou sua tese agressiva de acumulação ao adquirir 1.283 bitcoins por aproximadamente US$ 116 milhões. O portfólio da maior detentora corporativa global agora soma 673.783 unidades, avaliadas em US$ 62,6 bilhões ao preço atual. Michael Saylor, cofundador da companhia, simultaneamente elevou as reservas em caixa para US$ 2,25 bilhões—uma blindagem estratégica contra volatilidade que permite manter o programa de compras recorrentes independentemente de oscilações de curto prazo.
A Strategy não age sozinha. A japonesa Metaplanet consolidou sua posição como quarta maior detentora pública, acumulando 35.102 bitcoins avaliados em US$ 3,25 bilhões. Juntas, empresas listadas em bolsa controlam aproximadamente 1,09 milhão de bitcoins—equivalente a 5,21% da oferta circulante total. Essa concentração institucional reforça a narrativa de escassez absoluta e apresenta uma correlação linear com ciclos de rali anterior: maior acumulação corporativa frequentemente antecede movimentos de maior envergadura.
Os técnicos veem portas abertas, mas com ressalvas
Analistas como Michaël van de Poppe da MN Capital classificam o nível atual como “o último obstáculo” antes da barreira psicológica dos seis dígitos. O bitcoin superou a média móvel exponencial de 50 dias e o patamar de abertura de 2025 (US$ 93.500), sinalizando força recuperada em gráficos de 12 horas. Max Rager, outro observador técnico influente, sinaliza que um fechamento sólido acima de US$ 94 mil poderia desencadear investidas direcionadas aos US$ 100 mil.
Contudo, veteranos do mercado como Willy Woo trazem alertas críticos sobre a qualidade subjacente dessa valorização. Apesar do preço nominal elevado, os livros de ordens mostram profundidade limitada—liquidez reduzida que contrasta com movimentos de preço agressivos. Woo observa que, embora taxas de transação e indicadores onchain sinalizem um fundo local de demanda, o volume real de negociação permanece fraco. A plataforma Glassnode corrobora ao reportar volumes spot nos níveis mais baixos desde final de 2023. O paradoxo: bitcoin sobe com poucos compradores, criando vulnerabilidade a armadilhas de touro caso o cenário externo se estabilize.
A conta do quarto trimestre: perdas temporárias e repositionamento
Apesar da nova empreitada compradora, a Strategy amargou prejuízo contábil não realizado de US$ 17,4 bilhões referente ao Q4 de 2025—reflexo direto da queda superior a 23% que bitcoin sofreu nos últimos meses do ano anterior. Para mitigar impacto fiscal, a companhia registrou diferimento tributário de aproximadamente US$ 5 bilhões. As ações (MSTR) reagiram positivamente com avanço de 4,8% no pré-mercado desta segunda, ultrapassando US$ 160, embora ainda acumulem retração superior a 58% em base anual—evidência cristalina da volatilidade intrínseca que acompanha modelos de negócio centrados integralmente em criptoativos.
O cenário à frente: quando a força técnica encontra a profundidade
A perspectiva para as próximas semanas permanece otimista conforme Van de Poppe, embora este analista não espere rompimento linear imediato aos dígitos redondos. Sazonal janeiro costuma trazer estímulos de preço, mas a sustentabilidade crítica reside na entrada consistente de volume real nos mercados spot. Sem engajamento genuíno da rede—refletido em transações onchain robustas—o movimento corre risco de configurar apenas volatilidade passageira em mercado pouco profundo.
A continuidade da tendência de alta dependerá de defesa firme acima de US$ 94 mil durante os pregões vindouros, consolidando as bases para o próximo degrau. Instituições já marcaram posição; agora aguarda-se se varejo seguirá o sinal ou se essa será mais uma armadilha histórica do bitcoin antes de prosseguir.